28/07/2022
Por Marcos Nogueira ()
Não sei de você, mas eu fico mais entediado a cada ano com essa lista dos supostos melhores restaurantes do mundo. Nada a ver com a qualidade das cozinhas listadas –não tenho dinheiro, tempo ou disposição para frequentar a maioria dessas casas. O que pega é a qualidade do entretenimento oferecido pela premiação.
Quando surgiu, em 2002, o ranking irradiava novidade: até então, ninguém tivera a pretensão de arrolar os restaurantes mais prestigiados do mundo em uma só lista. Era divertido perceber como algumas regiões de pouco destaque geopolítico cultivavam nichos de restaurantes excepcionais –Peru e País Basco espanhol são dois exemplos.
Vinte anos depois, temos mais do mesmo. A premiação acumula patrocínios, cresce e segue divulgando um universo de glamour inacessível para 99% do público que a acessa. Para que serve? Quem ganha com isso?
O “Oscar da gastronomia” tornou-se, ironicamente, tão protocolar e autorreferente quanto a cerimônia da academia cinematográfica de Los Angeles. A cada ano, inventam-se factoides e contorcionismos regulamentares para que dar à festa alguma repercussão midiática.
O mais relevante deles é a adoção do status de hors-concours para as casas campeãs do ano anterior. Calma aí, minha gente. Se eu sou um obsessivo-compulsivo que faz questão de jantar no melhor restaurante do mundo, como vou lidar com o fato de que o campeão de ontem sequer aparece hoje na lista?
Houvesse rigor metodológico, os melhores de anos passados precisariam de novas avaliações para atestar manutenção, queda ou superação da excelência. Mas aí as listas seriam ainda mais repetitivas e tediosas, enorme problema para o show business.
Outra coisa que incomoda é o rodízio, às vezes errático, dos estabelecimentos do topo da lista.
Tanto faz se a Casa do Porco é o 7º ou o 17º melhor restaurante do mundo. Poderia ser o primeiro ou o segundo do ranking (eu adoro a comida e, principalmente, a informalidade da casa dos Rueda).
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19/07/2022
• “Da roça para o Centro” é o simpático e literal nome do novo menu degustação da diferentona A Casa do Porco (), restaurante brasileiro mais bem colocado entre os 50 do mundo: 7º lugar na edição 2022 do guia The World’s 50 Best (), subindo dez posições em relação ao ano passado (17º).
Apostando na junção de delicadeza, afetividade e nostalgia, o banquete tem inspiração feminina e foi criado pela chef Janaína Rueda () com produtos que vêm diretamente do seu sítio, em São José do Rio Pardo (SP). Para isso, ela contou com o apoio de uma equipe formada apenas por mulheres.
“A nossa missão enquanto cozinheiros é educar sobre a nossa cultura e a nossa história por meio da comida, e estar nessa lista é ter a cozinha popular brasileira e o que chamamos de ‘alta gastronomia caipira’ reconhecidas no mundo! Esperamos que a representatividade do Brasil siga se multiplicando, para que cada vez mais gente possa ser tocada pela diversidade dos nossos ingredientes, temperos e técnicas”, diz Janaina, direto de Londres, onde participou de mais uma cerimônia do 50 Best, no Old Billingsgate, prédio vitoriano que abrigou o maior mercado de peixes do mundo no século XIX.
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08/07/2022
Sete (novos) motivos gastronômicos para ir a São Paulo; veja no site foodforum.co
06/07/2022
Via : Relatório da ONU: fome no mundo sobe para 828 milhões em 2021
De acordo com o , o número de pessoas em situação de fome no mundo aumentou em:
📈 46 milhões desde 2020
📈 150 milhões desde 2019
No Brasil, a insegurança alimentar grave aumentou de 3,9 milhões de pessoas entre 2014-2016 para 15,4 milhões entre 2019-2021. A insegurança alimentar moderada e grave aumentou de 36,5 milhões para 61,3 milhões na mesma comparação.
Acesse o relatório completo em nosso site (link na bio).
O SOFI (Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo) é um relatório das Nações Unidas produzido por , , , e .
01/07/2022
MUITO ALÉM DOS JARDINS.
Muitos são os motivos por que Rodrigo Oliveira () é um caso excepcional na gastronomia brasileira:
É um dos poucos chefs de origem suburbana a se destacar de fato num cenário dominado por filhinhos-de-papai com recursos e contatos para montar e manter um restaurante.
Mesmo depois de ingressar na panelinha de chefs e foodies, manteve-se fiel às origens: o Mocotó, seu restaurante principal, investiu em culinária do sertão pernambucano quando isso não dava prestígio algum.
O sucesso, a grana e a fama não arrancaram Rodrigo da Vila Medeiros, bairro da zona norte de São Paulo onde seu pai abriu o Mocotó, originalmente um bar, uma casa do norte.
Expandiu os negócios para Pinheiros, para a avenida Paulista e até para Los Angeles, mas deixou na quebrada a joia da coroa.
Rodrigo é um desbravador. Sempre que a carreira lhe apresentou uma opção fácil (transferir o Mocotó para mais perto de seus clientes com dinheiro, por exemplo), ele fez ouvidos moucos para o canto da sereia. Ateve-se àquilo que considerava certo e, na maior parte das vezes, provou estar certo.
A “gourmetização” do Mocotó () pôs a Vila Medeiros no mapa gastronômico de São Paulo e promoveu uma visível transformação no entorno do restaurante.
A rapaziada do bairro foi recrutada e capacitada para atender à volumosa clientela, tão numerosa que outros estabelecimentos surgiram para acomodar o excedente.
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30/06/2022
• Recognized for his work, Chef has received many awards. Among them, appearing in the 100 most influential people list of TIME Magazine, or seeing his restaurant D.O.M on the World's 50 Best Restaurants list by Restaurant Magazine. In 2015, Alex became the first Brazilian chef to have a two-star restaurant in the Michelin Guide. D.O.M. received the honor and has retained it ever since.
Very involved in the choice of the ingredients he uses, the local, and the responsible consumption are the line to follow in his kitchen. On June 25, he created an exclusive 4-handed dinner with chef , an 8-stage menu at the famous to delight
the customers!
On the 28th and 29th of June he delivered sensational creations on guest’s plate!
20/06/2022
CIBO: o artista que pinta comida para apagar as marcas do novo nazismo.
Em italiano, cibo significa comida. Mas para o artista de rua e grafiteiro italiano Pier Paolo Spinazzé é o nome de guerra que pode ajudá-lo a lutar contra a crescente onda de fascismo que está tomando seu país — e, infelizmente, o mundo.
CIBO, como é conhecido, começou usando desenhos de cupcakes, kiwis e tomates para cobrir as mensagens fascistas que passaram a se proliferar na sua cidade, a pequena Verona.
Ainda que seja uma cidade “encantadora”, como ele reconhece, há muito discurso de ódio ali, e nos últimos anos muros, placas e outros espaços urbanos foram tomados por suásticas, símbolos nazistas e mensagens fascistas de todos os tipos.
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13/06/2022
O novo livro “Conversas Acerca do Vinho” faz um mergulho no mundo do vinho para além da taça e da gastronomia.
A autora, a prestigiada sommelier brasileira Gabriela Monteleone (), apresenta informações, histórias e reflexões, com uma abordagem que relaciona o vinho à cultura, à economia, à sustentabilidade, à geologia, à filosofia, à ética e a muitos outros temas, revelando a importância da bebida para o mundo.
08/06/2022
Via • Vivemos o pior cenário de fome no Brasil no século 21. Seis em cada dez famílias brasileiras vivem em algum grau de insegurança alimentar. São 33 milhões de brasileiros passando fome. Esses dados foram publicados nesta quarta (8) no 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil.
São 14 milhões a mais de pessoas com fome em comparação com a última pesquisa, realizada em 2020, e um crescimento de 7,2% no número de pessoas em algum grau de insegurança alimentar.
A reportagem completa está no site – link nos stories.
07/06/2022
A trajetória de superação de Gero Fasano (), à frente da marca FASANO () há 40 anos, é o fio condutor da narrativa do novo livro assinado pelo jornalista Luciano Ribeiro.
O autor não economiza nos detalhes íntimos e saborosos – a começar pelo episódio que conta como o rapaz de 18 anos, estudante de cinema em Londres, descobriu pelo jornal que o pai, Fabrizio Fasano, estava à beira da falência.
Desde então, a determinação desse self-made man diferente, pôs o sobrenome da família em nove hotéis e 27 restaurantes em três países.
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06/06/2022
Canta e voa meu Sabiá (), o azeite brasileiro eleito um dos dez melhores do mundo é feito por uma mulher.
Bia é uma das 40 brasileiras no grupo Women in Olive Oil (), um grupo incrível que reúne milhares de mulheres líderes da indústria, chefs, agricultoras, químicas, provadoras, educadoras, importadoras, exportadoras, sommeliers, pesquisadoras e varejistas do azeite de oliva.
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