23/06/2019
Alegria em Nietzsche? Sim. O filósofo ressaltou a importância do filósofo como semelhante ao artista: ambos são criadores, sendo que a filosofia tem que ser veículo de alegria. Há talvez um abismo entre os conceitos de felicidade e alegria. O que você pensa sobre isso?
14/06/2019
Tanto o processo de coaching quanto a educação dos indivíduos se permeiam pela experiência social. Segundo o filósofo John Dewey, a educação é "uma constante reconstrução da experiência, de forma a dar-lhe cada vez mais sentido e a habilitar as novas gerações a responder aos desafios da sociedade". Uma das propostas do coaching é justamente a possibilidade de aprendizagem através da experimentação, vivenciando o processo de modo consciente, não apenas consigo mesmo, mas com o mundo, de modo responsável e disposto a encarar os desafios.
10/06/2019
Somos seres linguísticos, e nessa práxis se desenvolve o coaching ontológico, não apenas para acumular as experiências, mas pensar e aprender sobre elas.
05/06/2019
"O coaching ontológico é uma invenção em processo, uma invenção que estamos a ponto de levar a um novo nível de desenvolvimento." Rafael Echeverría
31/05/2019
Somos seres inconclusos, em constante aprendizado através do diálogo e da comunhão entre os seres. A educação bancária, permeadas por depósitos de conceitos, despotencializa a capacidade humana de questionar e criticar o mundo ao redor. No processo de coaching, o coach deve ter o maior respeito pelo seu coachee, valorizando seus saberes e estabelecendo um espaço de discussão que favoreça seu agir e pensar no mundo. Comparando a concepção de educador-educando proposta por Freire, coach e coachee são sujeitos no processo.
28/05/2019
Segundo Espinosa, o conhecimento, além de ser um bem verdadeiro, é o afeto mais potente que existe. Como então aumentar a potência de agir no mundo? O que nos ocorre quando esta potência diminui?
25/05/2019
O filósofo do momento, Byung-Chul Han, afirma que o indivíduo se realiza quando explora a si mesmo, podendo desencadear uma série de reações como o burnout, por exemplo.
22/05/2019
O flanêur é um andarilho que inicia suas atividades no século XIX, já que nasce na cidade, por conta das rápidas transformações urbanas. Quando caminha, observa os detalhes e considera os elementos da vida pública como o seu lar. Ele busca o detalhe em cada mirada e depara-se com os flagrantes do cotidiano. A atividade de caminhar causa grande ebulição em nossa mente, trata-se de um verdadeiro gatilho para o desencadear de uma série de pensamentos. O coach, por muitas vezes, é o gatilho que o coachee encontra para suas inquietações. Quais outros gatilhos existem?
Pintura de Gustave Caillebotte, "Rue de Paris, temps de pluie"
21/05/2019
Os novos dispositivos têm o poder de criar conexões, alterar nosso modo de comunicar e de produzir informações. Uma possível questão inquietante: quanto deste condicionamento tecnológico limita as nossas ações? O que mais podemos pensar disso?
19/05/2019
O coaching ontológico se constituiu a partir dos estudos de Humberto Maturana, Rafael Echeverria e Fernando Flores. Permeado pelo tripé da filosofia, ontologia da linguagem e biologia cultural, o coaching ontológico busca desenvolver a transformação do ser a partir do momento que este perceba uma quebra do automatismo. A linguagem afeta a nossa existência no mundo, nutrindo nossas emoções e estados de ânimo, causando transformações.
16/05/2019
Por mais que estejamos em uma encruzilhada, indecisos sobre qual caminho escolher, é importante pensar um pouco no que Sócrates nos deixou. Foi eleito o homem mais sábio do mundo no período clássico pelo oráculo de Delfos e afirmou que não sabia de nada, não tinha resposta alguma para as questões humanas, ou como disse, "só sei que nada sei". Que as perguntas se multipliquem, se transformem e potencializem todos os que buscam esse processo.
16/05/2019
Um estudo feito pela universidade de Liverpool apontou que ler Shakespeare, Wordsworth e outros autores clássicos causa um efeito benéfico no cérebro, além de captar a atenção do leitor e impulsionar momentos de autorreflexão que, segundo os dados deste estudo, são mais eficazes que livros de autoajuda. Os pesquisadores fizeram esse estudo através de scanners que mediam a atividade cerebral, revelando o aumento de eletricidade no cérebro ao lerem tais autores. O tratamento que tais escritores dão à forma de suas obras nos possibilita grande prazer na leitura devido aos jogos de palavras, às figuras de linguagens, ao uso de léxico desafiador e ao modo como dispõem sua mensagem. A aprendizagem é um dos pilares mais importantes do coaching, pois através dessa podemos transformar as nossas ações mundo afora e a leitura desempenha um grande papel nesse processo. Vamos ler essa literatura potencializadora? Quais autores de língua portuguesa causam este "boost" no cérebro? Algumas sugestões: Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Camões, Fernando Pessoa, Agustina Bessa-Luís, Gregório de Matos, Machado de Assis, Mia Couto, Ana Cristina Cesar, Florbela Espanca,... quem mais?
Fonte:
https://www.telegraph.co.uk/news/science/science-news/9797617/Shakespeare-and-Wordsworth-boost-the-brain-new-research-reveals.html