22/05/2025
Nosso de hoje traz trabalho lindo do dia 25 de Março, onde nosso coletivo voltou a escola de Educação Infantil e Ensino fundamental em Mogi das Cruzes. e Abracadabra colaboraram nos bastidores. , e puderam escutar efeitos e afetos daquela quarta feira de cinzas. Naquele dia, o que ficou nas cinzas mesmo foram os silêncios, na medida que todos os profissionais quiseram dizer algo de si no seu espaço de trabalho. A descoberta era do que já estava ali, mas precisava ser dito:” ser educador é uma montanha russa, ganha, perde, dá certo e errado. Todo dia é um recomeçar, uma nova chance.” E a observação da professora: “Nem os pais acreditam nas potencialidades de seus filhos.” Então quem acredita? As falas das educadoras foram dando as pistas de que ousariam acreditar em si mesmas, e nos seus alunos: “As coisas boas não estavam sendo percebidas.Estávamos muito presas a coisas ruins.” A gente precisa valorizar as pequenas conquistas dos alunos. Ser espelho, identificação, mesmo não sendo tão bom exemplo assim.”
Uma professora traz a desesperança do filho, na fala de um pai de aluno: “Eu não quero fazer faculdade, porque eu não vou conseguir emprego.”
Encontrar um lugar no mundo parecia tarefa difícil. Talvez fosse preciso começar pela redescoberta do espaço escolar. Olhar de longe, em outra perspectiva. A intervenção do coletivo Abracadabra foi por esse caminho: desde a terra azul até a escola Auta. Ao chegar perto da escola, ouviu-se algo que surpreendeu as professoras, e algumas disseram que se sentiram importantes.
Eram as vozes das crianças💜