11/11/2024
Quem aí lembra da série norte-americana dos anos 2000 intitulada “Dr. House”, com o personagem central Dr. Gregory House, estrelada pelo ator inglês Hugh Laurie?
Recentemente, assisti um recorte da série bastante interessante, que me fez refletir muito sobre a nossa resistência humana às mudanças de hábitos, mesmo que estes já tenham se tornado disfuncionais no nosso dia-a-dia.
Para contextualizar, o trecho em questão apresentava um breve diálogo entre um paciente que se queixava de uma severa dor no ombro, uma dor crônica, e o Dr. House. Após algumas perguntas do médico, f**a subentendido que a dor tem origem em um hábito do paciente de sempre dormir em uma mesma posição, pressionando o ombro e causando a dor.
👉🏻O médico então pergunta: “Você já pensou em trocar de posição para dormir?”
👉🏻O paciente responde: “Não consigo, é um hábito muito antigo, difícil mudar. O senhor poderia operar? Fazer algo, por meio de cirurgia, para terminar com a dor?”
👉🏻O médico: “Sim, podemos amputar seu braço, aí vai parar a dor.” (Contém sarcasmo rsrs).
Quantas vezes ao longo da vida você se viu em uma situação parecida? Eu, algumas.
Buscando uma medicação milagrosa ou mesmo uma solução tão invasiva quanto uma cirurgia sem antes tentar o que deveria ser o mais óbvio: a mudança de hábito.
A mudança de rota, a mudança de destino, seja como for, a mudança para algo menos doloroso, mais saudável. Por mudança de hábito podemos entender também a mudança de uma relação que não funciona mais, a mudança de uma dinâmica familiar, uma mudança de postura no trabalho, uma mudança de emprego ou de carreira, ou uma mudança de hábito que levará a novas possibilidades de vida.
Temos medo da mudança, resistimos a ela bravamente, até que nos questionam: que tal amputar o braço?
Antes de qualquer medida externa, deveria haver uma medida interna: novas escolhas, novos caminhos, novos hábitos e comportamentos. Dá trabalho? Sim, muito. Porém, é nesse movimento de mudança que nos tornamos conscientes de que estamos vivos, portanto, capazes e extraordinários.
Concorda? Já se viu nessa situação? Me conta aqui 👇🏻