16/09/2026
A FESPSP lamenta a morte da professora, escritora e ativista Maria Amélia de Almeida Teles, ocorrida na terça-feira (15/9), aos 81 anos. Amelinha Teles, como ficou conhecida, dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos, da democracia, dos direitos da mulher e da preservação da memória dos crimes praticados pela ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985).
Perseguida política, Amelinha foi presa em 1972 junto com o marido e teve os dois filhos sequestrados pelo regime militar. Mais tarde, a ativista foi torturada em frente às crianças – Janaína, com 5 anos, e Edson, 4 – pelo coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do DOI-Codi de São Paulo.
Em 2005, a ativista e sua família recorreram à Justiça e obtiveram o reconhecimento do coronel Ustra como torturador a mando do Estado brasileiro.
Autora dos livros "Breve História do Feminismo no Brasil e Outros Ensaios" e “Contos da Cela Três: Memórias de uma presa política na ditadura", Amelinha Teles fundou a União de Mulheres de São Paulo e coordenou o Projeto Promotoras Legais Populares.
A Fundação celebra e reconhece o legado de coragem e integridade deixados por Amelinha Teles na defesa da garantia de direitos, em especial das mulheres.
Neste momento de pesar, a FESPSP presta condolências e solidariedade à família, aos amigos e admiradores de Amelinha Teles, figura histórica no avanço da luta feminista no Brasil.