12/01/2021
Na minha coluna de hoje para a Folha de S.Paulo, escrevo sobre Dostoiévski e o nosso comportamento durante as festas de final de ano.
A pandemia ainda não acabou.
"A mim não cabe julgar os outros. Afinal, eu também vivo as minhas próprias contradições, mas acho necessário entender o porquê de agirmos em desarmonia com as nossas consciências. Sobre esse tema, acredito que nenhum outro autor —nem mesmo Nietzsche ou Freud— foi tão perspicaz como Dostoiévski. Nenhum outro livro é tão preciso no seu diagnóstico do homem moderno como “Os Irmãos Karamázov” (1880)."
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2021/01/dostoievski-revela-como-nenhum-outro-escritor-o-conflito-entre-a-fe-e-a-razao.shtml
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Texto dedicado ao amigo Gilberto Morbach, grande leitor de Dostoiévski.
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Opinião - Juliana de Albuquerque: Dostoiévski revela como nenhum outro escritor o conflito entre a fé e a razão
'Os Irmãos Karamázov' compõe uma caricatura do homem moderno, que age em desarmonia com sua consciência
29/12/2020
Na minha coluna desta semana, reflito sobre o ano novo a partir de João Cabral de Melo Neto, Hannah Arendt e Friedrich Nietzsche.
Leiam, comentem e compartilhem.
“Para o Ano Novo. — Eu ainda vivo, eu ainda penso: ainda tenho de viver; pois ainda tenho de pensar. Sum, ergo cogito: cogito, ergo sum [eu sou, portanto penso: eu penso, portanto sou]. Hoje, cada um se permite expressar o seu mais claro desejo e pensamento, também eu, então quero dizer o que desejo para mim mesmo e que pensamento, este ano, me veio primeiramente ao coração — pensamento que deverá ser para mim razão, garantia e doçura de toda a vida que me resta! Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: — assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas. Amor fati [amor ao destino] : seja este, doravante, o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que a minha única negação seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz Sim!” (Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência, 276)
Opinião - Juliana de Albuquerque: Em todo Ano-Novo, prometemos finalmente dizer sim à vida
Hannah Arendt sustenta que cumprir promessas é uma maneira de remediar o curso das nossas ações
04/09/2020
Confiram o episodio de estreia do podcast Afinidades Eletivas, um projeto de Thiago Blumenthal e meu.
Neste primeiro episódio, nós conversamos com o pesquisador Rafael Rocca sobre a literatura iídiche e a obra de Isaac Bashevis Singer, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1978.
https://open.spotify.com/episode/6BIRxD8nkAWrGor936AV6t?si=7X_0Hkt5TiWWGv25X_8zqA&context=spotify%3Ashow%3A5KbJNd3KdbPCzRgDk6LKxn
Isaac Bashevis Singer e a Literatura Iídiche - Afinidades Eletivas
Uma conversa sobre Isaac Bashevis Singer e a literatura iídiche com Rafael Rocca, pesquisador em literatura de testemunho do Holocausto. (Rafael Rocca dos Santos é formado em Direito e Letras (alemão/português), ambos pela USP. É Mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP/FFLCH...
04/09/2020
No último sábado eu conversei com Eduardo Cesar Maia e Ludmila Franca-Lipke sobre vários temas relacionados à crise na cultura. A nossa conversa já está disponível no podcast do Centro de Estudos Hannah Arendt.
Confiram!
https://open.spotify.com/episode/6bOlemY02Z9r68xdXbWyov?si=vjaZqhJyTq2c1OClvPnJyQ
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Para quem assistiu a live, gostou e ficou com um gostinho de quero mais, eu deixo logo avisado que nós estamos trabalhando em um novo projeto em parceria com o centro.
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NOVIDADE: Quem se interessa pela obra da Arendt agora tem a chance de fazer parte do nosso grupo virtual de leitura: https://www.hannaharendt.org.br/publicacoes
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(Ah! Mas, Juliana, o que é que a Hannah Arendt tem a ver com a sua pesquisa sobre o Goethe? Muita coisa. Se você ainda não sabe, então venha cá descobrir. Acompanhe o nosso trabalho!)
ATIVIDADES E PUBLICAÇÕES | CEHA
Projeto piloto para a criação de futuro Grupo Virtual de Leitura do Centro de Estudos Hannah Arendt. Como se trata de uma fase de te**es, a inscrição e participação nesta fase do projeto são gratuitas. Para inscrever-se, por favor preencha o formulário em https://hannaharendt.wordpress.com/...
15/08/2020
Na minha coluna desta semana para a Folha de S.Paulo, questiono: Somos todos filisteus?
“Segundo Arendt, o nosso problema não está na reprodução e distribuição em massa de objetos culturais; não havendo nada de errado com o amplo acesso às obras que compõem o nosso cânone. O problema, no entanto, reside na modificação dessas obras com o objetivo de passarem elas a serem vistas como essenciais ao processo vital da sociedade: “Muitos autores do passado sobreviveram a séculos de olvido e desconsideração, mas é duvidoso que sejam capazes de sobreviver a uma versão para entretenimento do que eles têm a dizer.””
E mais: Hannah Arendt, Crise na Cultura, Cancelamento, Kitsch, Milan Kundera.
Confiram:
Um abraço,
Juliana
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2020/08/somos-todos-filisteus.shtml
Opinião - Juliana de Albuquerque: Somos todos filisteus?
Filisteísmo cultivado encontra diversão nas folias de cancelamento das redes sociais
25/07/2020
Em agosto eu converso com o meu querido amigo Thiago Blumenthal sobre a vida e a obra de Isaac Bashevis Singer.
30/06/2020
Na minha coluna desta semana para a Folha de S.Paulo:
Tragédia de Sófocles deixa lição para tempos de pandemia.
'Filoctetes' ensina que precisamos nos reconhecer no outro para identificá-lo em nós mesmos, tanto nas atitudes mesquinhas como no sofrimento.
Leiam, comentem e compartilhem!
Muito obrigada.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2020/06/tragedia-de-sofocles-deixa-licao-para-tempos-de-pandemia.shtml
Juliana de Albuquerque: Tragédia de Sófocles deixa lição para tempos de pandemia
'Filoctetes' ensina que precisamos nos reconhecer no outro para identificá-lo em nós mesmos, tanto nas atitudes mesquinhas como no sofrimento
16/06/2020
Na minha coluna desta semana para a Folha de S.Paulo: George Steiner, Proust e o leitor incomum.
Leiam, comentem e compartilhem!
Muito obrigada.
"Mas, será que é isso mesmo? Permitam-me discordar de Steiner nem que seja um pouquinho, pois muitas das minhas leituras mais intensas foram feitas em ambientes ruidosos e informais, como no antigo escritório do meu pai, no centro da cidade do Recife, onde as palavras de um ou de outro escritor misturavam-se aos anúncios dos carros de som e ao tumulto sem fim provocado pelos vendedores ambulantes. No entanto, cada um desses estímulos, longe de desviar a minha atenção do texto, servem-me, ainda hoje, como fixadores da memória das minhas reflexões desenvolvidas no curso dessas leituras."
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2020/06/george-steiner-ensina-que-a-boa-leitura-cria-dialogo-profundo-entre-leitor-e-texto.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=comptw&origin=folha
Opinião - Juliana de Albuquerque: George Steiner ensina que a boa leitura cria diálogo profundo entre leitor e texto
Crítico literário propôs que ler pode nos mostrar o devido valor da atenção
02/06/2020
Na minha coluna desta semana para a Folha de S.Paulo:
Como surgem as nossas ideias? O que a minha mãe tem a ver com o meu trabalho? O que aprendemos através da leitura de escritores como Natalia Ginzburg e Marcel Proust, e como isso pode nos ajudar a enfrentar o momento político?
E mais: Susan Neiman, Isaac Bashevis Singer Singer e Milan Kundera.
Eu gostei muito de escrever esse texto e espero que ele traga alguma coisa boa para a semana de todos vocês.
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