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07/05/2025
A It**ia oficializou, com o decreto do dia 28 de março, o desprezo por seus filhos descendentes da grande diáspora, abandonando-os pela segunda vez : na primeira ,enquanto cidadãos expulsos de seu berço natal, por uma pátria incapaz de garantir o direito de todos à uma existência digna e agora, pela segunda vez, negando o direito à cidadania dos descendentes daqueles cidadãos italianos expulsos de forma cruel de sua terra.
Vivendo, enquanto ítalo-brasileira, este momento de abandono, de indignação diante do decreto, não pude deixar de notar a ironia de uma matéria publicada pela ANSA no dia 10 de Abril: “Cidade italiana quer honrar raízes de Eunice Paiva com homenagem. Rua pode ganhar nome de advogada retratada em 'Ainda Estou Aqui' “
A cidade é o vilarejo onde nasceu meu avô Ignazio, imigrante de Polignano acolhido pelo Brasil, que também viveu no Brás como a família de Eunice Facciolla Paiva.
Segundo a notícia, a vereadora de Polignano a Mare, Marina La Ghezza, apresentou uma proposta que prevê rebatizar uma rua deste município com o nome de Eunice, descendente de imigrantes de Polignano, que se estabeleceram em São Paulo, no bairro do Brás.
A filha de Eunice, Eliana, entrevistada pela agência, declara que “ a homenagem faz a família - todos com cidadania reconhecida - se sentir ainda mais italiana"..."A gente ficou muito feliz, porque honra muito essa ligação com a Itália e essa preocupação com os descendentes no exterior”
La Ghezza explica que a proposta de rebatizar uma rua em Polignano com o nome de Eunice, destaca "uma mulher da nossa terra que arriscou sua vida pela verdade e justiça”... "É um gesto de memória e orgulho coletivo “...”que fortalece o profundo vínculo com nossas raízes no Brasil”
"Queremos revivê-la em nossa comunidade, lembrá-la como uma filha de Polignano que trouxe prestígio ao nosso país no mundo".
O “decreto-legge” e as palavras cruéis ditas no dia 28 de Março, desejam destruir este profundo vínculo que existe entre nós, descendentes de italianos espalhados pelo mundo e a Itália. Mas, não há decretos ou govern**, que possam destruir nossa italianidade ancestral.
Nós ainda estamos aqui.