14/04/2026
Aproveitando a trend da rede ao lado, vim aqui deixar essa ~polêmica.
Tenho percebido na minha rede de amigos e conhecidos um movimento muito perigoso. Usar ChatGPT como terapeuta, como mentor, como médico...
E o risco disso é maior do que parece.
Porque a ferramenta responde rápido, organiza bem, escreve de um jeito convincente. E isso dá uma sensação perigosa de clareza. Mas, na prática, você está pensando dentro do seu próprio repertório.
A IA organiza o que você traz. Refina. Amplif**a. Mas não necessariamente questiona o que precisa ser questionado.
E, às vezes, simplesmente erra. Com confiança.
Sem alguém para tensionar, aprofundar, separar o que é fato do que é interpretação, você pode começar a tomar decisões importantes com base em uma clareza que não foi construída de verdade.
No curto prazo, parece que você está avançando. No longo, pode estar só sofisticando o mesmo padrão ruim.
Você vê esse risco ou acha exagero?
08/04/2026
Eu recebo ofertas de “mentoria para mentores” há mais de 10 anos.
Sempre com a mesma promessa: escala, previsibilidade, 6 em 7. Só falta prometer levar pra montanha.
Quase sempre vindo de gente que nunca conduziu nem 10 processos de mentoria de verdade (e eu sempre truco a oferta com essa pergunta, e não vem nada de retorno). Eu tenho +10 mil horas de mentoria. Já vi e vivi de (quase) um tudo.
E isso não é um detalhe. Porque montar uma oferta é relativamente simples. Desenhar um perfil de cliente, planejar conteúdo pra redes sociais, encontrar um job to be done/dores pra resolver.
Difícil é sustentar um processo de transformação de verdade. Esses vendedores de "mentoria pra mentores" prometem estratégia de prospecção, logotipo, modelo de contrato. Mas não sabem orientar execução, orientar o que fazer quando o mentorado resiste, não executa, se contradiz, ou simplesmente trava.
Esses vendedores prometem trazer clientes, mas depois você f**a com o rojão sozinho. Não tem metodologia, boas práticas, supervisão.
E foi em uma supervisão recente com colegas que isso ficou ainda mais evidente pra mim. O nível da conversa muda completamente quando você está discutindo condução de caso real.
A verdade é que o mercado está cheio de gente ensinando a vender mentoria. E cheio de clientes frustrados com mentorias que não entregam nada. Se você não sabe conduzir, você não tem uma mentoria. Você tem uma conversa cara.
E precisamos falar mais sobre isso.
09/06/2025
Hoje eu descobri que pronunciava uma palavra de forma errada há 42 anos! 🫣 😬 🫠
Bom, talvez não há 42 anos exatamente… mas há décadas, com certeza.
A palavra é inexorável. Sempre pronunciei como “ine/ks/orável”, achando que derivava de “nexo”. Fazia sentido na minha cabeça: algo sem nexo, sem conexão, impossível de mudar.
Mas não é isso!
“Inexorável” vem de exorar, que signif**a suplicar. Então algo inexorável é aquilo que não se comove nem com súplicas. Inflexível. Implacável. E se pronuncia com som de Z: “ine/z/orável”. Assim como a palavra de origem se pronuncia "e/z/orar".
Descobri isso por acaso, numa thread do X-Twitter sobre palavras que a gente descobre tarde demais que estava escrevendo ou pronunciando errado.
Fiquei pensando no quanto isso diz sobre a gente.
Sobre como vamos criando certezas baseadas em associações que fazemos sozinhos. E como podemos passar anos agindo, falando, decidindo… baseados em uma ideia que nunca foi questionada.
Não é assim também com nossas crenças sobre o trabalho, liderança, influência, comunicação?
Quantas ideias "inexoráveis" moram aí dentro, sem nunca terem sido confrontadas?
Essa pequena vergonha linguística me lembrou de um dos pilares mais importantes no meu trabalho com desenvolvimento humano: a humildade de aprender e desaprender. Especialmente quando achamos que já sabemos.
E você? Tem alguma palavra ou crença que descobriu “tarde demais” que estava errada?
Conta aqui pra mim nos comentários. Estou curiosa para ler.
06/06/2025
“O que é essencial aqui?”
Pergunta simples. Quase ingênua.
Mas que costuma ser deixada de lado nos momentos mais decisivos.
Quando vi essa carta hoje, do baralho Costuras, presente da minha amiga , lembrei do meu colega que acaba de lançar uma mentoria chamada “A arte de descascar a cebola”, um convite corajoso a olhar para dentro e remover camada por camada até encontrar aquilo que realmente sustenta nossas escolhas.
Essa é também uma pergunta estratégica.
No meio dos ruídos, das exigências externas, da pressa e da política do dia a dia…
Você ainda consegue identif**ar o que é essencial?
—
Toda sexta, uma carta.
Um jogo que convida à pausa e não à competição.
03/06/2025
Alvin Toffler escreveu:
“Ou você tem uma estratégia, ou é parte da estratégia de alguém.”
Essa frase não é apenas sobre planejar o futuro: também é um alerta.
Um lembrete de que, nas organizações, quem não se posiciona está disponível para ser posicionado.
Quando falamos em jogos políticos corporativos, muita gente pensa em manipulação, vaidade ou interesses ocultos. Mas, na prática, jogo político é sobre disputas por espaço, influência e decisão. E isso acontece o tempo todo, mesmo que ninguém diga abertamente.
A diferença está em como você se move no tabuleiro.
Ter uma estratégia, nesse contexto, não é ter um plano de cinco anos.
É saber responder perguntas como:
-Quem são as pessoas-chave que influenciam o que acontece aqui?
-Quais alianças preciso construir (ou evitar)?
-Quais são os territórios informais de poder?
-Como quero ser percebido (e como realmente sou percebido)?
Uma boa estratégia começa por mapear os stakeholders ao seu redor.
Entender quem são os aliados, os neutros, os críticos silenciosos.
E a partir daí, ajustar sua comunicação, presença e decisões com mais clareza de intenção.
Estratégia não é controle total.
É clareza sobre onde você está pisando e por que está escolhendo esse caminho.
Quem não mapeia, improvisa.
E quem improvisa o tempo todo, uma hora acaba fazendo parte da estratégia de outra pessoa.
No seu trabalho hoje, você sente que está jogando com intenção…
ou só sendo movido de casa em casa?
02/06/2025
Você sabia que o site do TED também tem jogos?
Pois é. Assim como no LinkedIn, onde os jogos diários se escondem entre conexões e conteúdos sérios, no TED.com há um jogo curioso chamado The Purring Test.
Nele, você conversa com um professor um tanto… diferente.
Um gato com inteligência artificial que tenta te guiar, por imagens e dicas enigmáticas, até que você descubra a palavra secreta.
Ele mostra para o jogador coisas como:
“Esses seriam os nomes das lojas que vendem isso.”
“Esse é uma pequena poesia sobre esse lugar.”
“Essas imagens são como imãs de geladeira de alguém que gosta dessa coisa.”
Nada literal. Nada explícito.
Tudo indireto, simbólico, fragmentado.
E hoje veio um insight: esse gato está jogando exatamente o jogo que muita gente joga no mundo corporativo.
Não se diz “não queremos você na reunião”. O que se diz é que a pauta “ainda está em definição”.
Não se diz “essa ideia já foi descartada por influência interna”. Apenas se deixa de falar a respeito até o assunto morrer.
As palavras que mais importam raramente estão no e-mail. Estão nos sinais, nas ausências, nas metáforas.
No jogo político organizacional, ganha quem domina a arte da leitura indireta:
• Quem entende o que está sendo dito sem ser dito.
• Quem capta a metáfora antes que ela precise virar argumento.
• Quem sabe que, às vezes, um “isso é interessante” signif**a exatamente o contrário.
Essa habilidade não é “mágica”, é pensamento lateral, repertório simbólico e escuta estratégica.
É ler entrelinhas.
É mapear padrões.
É antecipar o jogo sem que ninguém tenha anunciado as regras.
No fundo, o gato do TED está só nos treinando para algo muito maior:
sobreviver (e prosperar) num mundo onde tudo comunica — inclusive o silêncio.
Você se considera bom em decifrar sinais indiretos no ambiente de trabalho?
Ou ainda espera que o jogo venha com manual?
28/05/2025
💡Você sabia que existe uma ferramenta simples e profunda que pode te ajudar a entender melhor sua relação com o trabalho?
O modelo RIASEC, criado pelo psicólogo John Holland, classif**a os perfis profissionais em 6 tipos, com base em interesses e preferências:
Realista – valoriza a ação e a praticidade.
Investigativo – movido por curiosidade e análise.
Artístico – busca liberdade criativa e expressão.
Social – tem prazer em ajudar e se conectar.
Empreendedor – gosta de liderar e persuadir.
Convencional – prefere estrutura, ordem e rotina.
Esse modelo é um aliado valioso em momentos de escolha profissional, reorientação de carreira ou transição de vida.
Quer descobrir o seu tipo predominante?
Comente QUERO aqui que eu te envio a planilha gratuita no inbox.
27/05/2025
11 anos de Instituto Vereda.
E um só propósito: transformar.
Transformar pessoas.
Transformar líderes.
Transformar equipes e culturas organizacionais — com profundidade, leveza e presença.
Nesses 11 anos, já atuei com clientes em 18 países, facilitando:
Processos de coaching (liderança, carreira, conflitos);
Workshops com jogos sérios como o Lego Serious Play;
Treinamentos com metodologias ativas, estruturas libertadoras e inovação real.
Levo comigo o que mais importa:
🌱 Ver gente florescendo.
🌱 Ver conexão, coragem e clareza surgindo em grupo.
🌱 Ver transformação sustentável se tornando possível.
Obrigada a cada pessoa, cliente e parceiro que cruzou essa Vereda comigo.
O caminho continua. E o jogo está só começando.
13/08/2024
Para o bem ou para o mal: Tudo é uma habilidade que se desenvolve.
Não nascemos sabendo negociar, inovar ou liderar; essas são habilidades adquiridas.
E essa é a melhor base para desenvolver essas habilidades: Interesse e vontade.
Em um mundo que muda rapidamente, o desenvolvimento de novas habilidades pode ser desesperador, pelo simples fato de não sabermos pode onde começar.
Você já pensou sobre esse assunto? 🤔
Me conta nos comentários que habilidades você gostaria de desenvolver e não sabe por onde começar!
07/08/2024
Nesses 10 anos de experiência com o Instituto Vereda, já tivemos a chance de atuar junto a diversas empresas, algumas de forma mais direta e intensa e outras de forma mais pontual.
Toda essa experiência trouxe aprendizados e nos fez chegar onde estamos hoje.
Mas também podemos dizer que deixamos um pouco do nosso legado nesses espaços.
Esperamos continuar crescendo e colaborando com empresas incríveis.