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Cientistas verificaram que parasita não produz substâncias essenciais para sua sobrevivência e precisa buscá-las nos hospedeiros, como os seres humanos

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) descobriram que o parasita causador da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, não produz os aminoácidos serina e treonina, substâncias essenciais para sua sobrevivência. Os dois compostos são “sequestrados” nos hospedeiros do parasita, como os seres humanos, ajudando a se manterem mesmo em condições desfavoráveis. Os achados da pesquisa poderão contribuir para a criação de medicamentos que bloqueiam o metabolismo e destroem o parasita de forma mais eficaz e não tóxica. A pesquisa é descrita em artigo da revista científica mSphere, publicada pela American Society for Microbiology.

O pesquisador Mayke Alencar, primeiro autor do artigo, explica ao Jornal da USP que a doença de Chagas afeta milhões de pessoas, principalmente em regiões pobres, e as opções terapêuticas atuais são limitadas e tóxicas. “Entender como o parasita depende de aminoácidos do hospedeiro para preencher as suas necessidades metabólicas pode revelar seu ‘calcanhar de Aquiles’, abrindo caminho para medicamentos que bloqueiem sua fonte de nutrientes sem prejudicar os seres humanos”, afirma. “Estudos genômicos prévios permitiram identificar enzimas potencialmente envolvidas no processamento metabólico desses aminoácidos, sugerindo um mecanismo adaptativo para otimizar seu uso.”

De acordo com o pesquisador, o metabolismo compreende uma complexa rede de reações químicas, que varia entre as espécies em função de seu contexto evolutivo. “Parasitas, por exemplo, ao obterem recursos nutricionais diretamente de seus hospedeiros, frequentemente apresentam perdas adaptativas relacionadas à produção de enzimas e metabólitos [produtos do metabolismo de organismos vivos]”, descreve. “Dessa forma, tornam-se dependentes da captação de nutrientes essenciais.”

Para ler a matéria completa, clique no link dos stories ou acesse ciencia.usp.br

Texto: Júlio Bernardes
Imagem: CDC/World Health Organization

#ciencia #usp #saúde #chargas #barbeiro 25/02/2026

Cientistas verificaram que parasita não produz substâncias essenciais para sua sobrevivência e precisa buscá-las nos hospedeiros, como os seres humanos Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) descobriram que o parasita causador da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, não produz os aminoácidos serina e treonina, substâncias essenciais para sua sobrevivência. Os dois compostos são “sequestrados” nos hospedeiros do parasita, como os seres humanos, ajudando a se manterem mesmo em condições desfavoráveis. Os achados da pesquisa poderão contribuir para a criação de medicamentos que bloqueiam o metabolismo e destroem o parasita de forma mais eficaz e não tóxica. A pesquisa é descrita em artigo da revista científica mSphere, publicada pela American Society for Microbiology. O pesquisador Mayke Alencar, primeiro autor do artigo, explica ao Jornal da USP que a doença de Chagas afeta milhões de pessoas, principalmente em regiões pobres, e as opções terapêuticas atuais são limitadas e tóxicas. “Entender como o parasita depende de aminoácidos do hospedeiro para preencher as suas necessidades metabólicas pode revelar seu ‘calcanhar de Aquiles’, abrindo caminho para medicamentos que bloqueiem sua fonte de nutrientes sem prejudicar os seres humanos”, afirma. “Estudos genômicos prévios permitiram identificar enzimas potencialmente envolvidas no processamento metabólico desses aminoácidos, sugerindo um mecanismo adaptativo para otimizar seu uso.” De acordo com o pesquisador, o metabolismo compreende uma complexa rede de reações químicas, que varia entre as espécies em função de seu contexto evolutivo. “Parasitas, por exemplo, ao obterem recursos nutricionais diretamente de seus hospedeiros, frequentemente apresentam perdas adaptativas relacionadas à produção de enzimas e metabólitos [produtos do metabolismo de organismos vivos]”, descreve. “Dessa forma, tornam-se dependentes da captação de nutrientes essenciais.” Para ler a matéria completa, clique no link dos stories ou acesse ciencia.usp.br Texto: Júlio Bernardes Imagem: CDC/World Health Organization #ciencia #usp #saúde #chargas #barbeiro

Sensor emprega materiais que emitem campos magnéticos para detectar moléculas quirais, de composições semelhantes mas estruturas e comportamentos biológicos diferentes

Na natureza, existem moléculas que, apesar de compartilharem a mesma composição, comportam-se de formas opostas por serem imagens espelhadas uma da outra — as chamadas moléculas quirais. Para facilitar sua diferenciação, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) desenvolveram um sensor ultrassensível, capaz de identificar essas estruturas em concentrações mínimas ou até em moléculas isoladas.

O dispositivo é formado por nanodiscos que têm a propriedade de confinar e amplificar campos eletromagnéticos, fazendo a detecção de moléculas por meio da resposta óptica dada por ela quando está próxima dos discos. Na prática, o sensor “enxerga” a molécula através de sua resposta óptica, revelada pela interação com a luz. Os nanodiscos feitos de camadas de ouro alternadas com um material magneto-óptico criam um campo eletromagnético que “obriga” a molécula quiral a revelar sua orientação espacial de forma muito mais intensa do que a luz comum faria.

Testado em simulações por computador, o sistema poderá ser usado na identificação de biomoléculas, no controle de qualidade de fármacos e para monitorar processos biológicos em tempo real. “Moléculas quirais são aquelas que não podem ser sobrepostas à sua imagem no espelho, como ocorre com as mãos direita e esquerda”, afirma ao Jornal da USP o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do IFSC, um dos pesquisadores que realizaram o trabalho. 

“Essa propriedade é comum em moléculas fundamentais para a vida, como aminoácidos, proteínas, carboidratos e lipídios, e aparece também em muitos medicamentos.”

Para ler a matéria completa, clique no link dos stories ou acesse ciencia.usp.br

Texto: Júlio Bernardes
Imagem:  Divulgação IFSC

#ciencia  #ciencias #usp #nanodiscos #sensor 23/02/2026

Sensor emprega materiais que emitem campos magnéticos para detectar moléculas quirais, de composições semelhantes mas estruturas e comportamentos biológicos diferentes Na natureza, existem moléculas que, apesar de compartilharem a mesma composição, comportam-se de formas opostas por serem imagens espelhadas uma da outra — as chamadas moléculas quirais. Para facilitar sua diferenciação, pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) desenvolveram um sensor ultrassensível, capaz de identificar essas estruturas em concentrações mínimas ou até em moléculas isoladas. O dispositivo é formado por nanodiscos que têm a propriedade de confinar e amplificar campos eletromagnéticos, fazendo a detecção de moléculas por meio da resposta óptica dada por ela quando está próxima dos discos. Na prática, o sensor “enxerga” a molécula através de sua resposta óptica, revelada pela interação com a luz. Os nanodiscos feitos de camadas de ouro alternadas com um material magneto-óptico criam um campo eletromagnético que “obriga” a molécula quiral a revelar sua orientação espacial de forma muito mais intensa do que a luz comum faria. Testado em simulações por computador, o sistema poderá ser usado na identificação de biomoléculas, no controle de qualidade de fármacos e para monitorar processos biológicos em tempo real. “Moléculas quirais são aquelas que não podem ser sobrepostas à sua imagem no espelho, como ocorre com as mãos direita e esquerda”, afirma ao Jornal da USP o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do IFSC, um dos pesquisadores que realizaram o trabalho. “Essa propriedade é comum em moléculas fundamentais para a vida, como aminoácidos, proteínas, carboidratos e lipídios, e aparece também em muitos medicamentos.” Para ler a matéria completa, clique no link dos stories ou acesse ciencia.usp.br Texto: Júlio Bernardes Imagem: Divulgação IFSC #ciencia #ciencias #usp #nanodiscos #sensor

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