21/05/2026
Alguns cliques da montagem da próxima exposição, com vernissage marcada para dia 22, sexta-feira, às 18H.
O que não volta — permanece de outro modo.
Esta exposição não documenta transformações. Ela as incorpora.
As obras partem do rasgo, da sobreposição, da camada que não cobre — mas revela. Aqui, a ruptura não é falha a ser corrigida: é linguagem. É o lugar onde o processo ganha nome.
Há um trânsito que não cessa — entre interior e exterior, entre silêncio e gesto, entre o que se perde e o que se reinventa. As superfícies não escondem suas marcas: vestigiam apagamentos, guardam experiências que não se resolvem, mas que persistem com uma integridade própria.
Não se trata de concluir. Trata-se de sustentar o que está em trânsito.
Borges escreveu que “pensar é apagar diferenças” — e é nesse limiar que a exposição se instala. Como uma aporia que todo pensamento já conhece: a linguagem opera como forma lógica, tensionando a correlação entre palavra e mundo, entre matéria e sentido. É nesse horizonte que Nadia apresenta seu objeto-poema — não como resposta, mas como operação.
Inspirada em Fronteras / Borders, de Gloria Anzaldúa, a exposição propõe uma virada: a fronteira não é limite — é campo. Estar entre não é exceção, é condição. É onde a identidade não se define apesar das rupturas, mas por meio delas. Onde a multiplicidade não fragmenta — ela constitui.
Venha habitar o entre.
Loly Demercian e Carmen Ar**ha
14/05/2026
Vaso de Baccarat, Helen | 2016
Vaso azul quebrado e colado sob base e cúpula de vidro.
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Nun - Águas profundas, efervecência e criação,
Em cartaz até 14 de maio.
Horário: terça à sexta 13-19H
Sábado 13-17H
Local: rua fradique coutinho , 1216
Entrada gratuita
PH
Nun - Águas profundas, efervecência e criação, exposição que Madu Almeida apresenta na Casagaleria, a partir de 17 de abril, faz uma referência ao seu processo criador, o qual emerge como uma potência na obtenção de um novo sentido para seu trabalho.
O mundo é visto, pela artista, como movimento e transformação constantes, da onde nasce a própria vida. Madu quer organizar essa movimentação como linguagem artística, percebendo que a “pintura é uma sensação em ato, é visão; e como ao mesmo tempo é visível, é auto-figuração,- é reflexão sobre si mesma”. É um ver vendo o mundo tornando-o visível em obra.
Como materializar o acontecimento de um olhar como ato de ver? É nesse momento que Madu lembra de Nun, deus da mitologia egípcia que dá existência ao mundo.
Assim como Chronos, o deus do universo na mitologia grega, filho do Céu (Urano) e da Terra (Gaia), Nun (Nu, Nenu ou Nunu) é o pai de todos os deuses egípcios, uma divindade primordial. Nun é uma força cósmica que viria das águas caóticas e insondáveis que existiam antes da criação do mundo, um oceano primordial do qual surgiram o universo e os deuses criadores. Madu traz essa simbologia para dizer que a criação artística tem sua gênese num ato de ver como surgimento. E é isso que a faz conceber a presente exposição Nun - Águas profundas, efervecência e criação.
Carmen Ar**ha e Loly Demercian
14/05/2026
Orquídea | 2020
Peça de vidro murano de perfume quebrado e colado.
Base de mármore travertimo e cúpula de vidro.
14/05/2026
Exposição Nun- águas profundas, efervescência e criação.
Em cartaz até 14 de maio.
Horário: terça à sexta 13-19H
Sábado 13-17H
Local: rua fradique coutinho , 1216
Entrada gratuita
PH
Nun - Águas profundas, efervecência e criação, exposição que Madu Almeida apresenta na Casagaleria, a partir de 17 de abril p. f., faz uma referência ao seu processo criador, o qual emerge como uma potência na obtenção de um novo sentido para seu trabalho.
O mundo é visto, pela artista, como movimento e transformação constantes, da onde nasce a própria vida. Madu quer organizar essa movimentação como linguagem artística, percebendo que a “pintura é uma sensação em ato, é visão; e como ao mesmo tempo é visível, é auto-figuração,- é reflexão sobre si mesma”. É um ver vendo o mundo tornando-o visível em obra.
Como materializar o acontecimento de um olhar como ato de ver? É nesse momento que Madu lembra de Nun, deus da mitologia egípcia que dá existência ao mundo.
Assim como Chronos, o deus do universo na mitologia grega, filho do Céu (Urano) e da Terra (Gaia), Nun (Nu, Nenu ou Nunu) é o pai de todos os deuses egípcios, uma divindade primordial. Nun é uma força cósmica que viria das águas caóticas e insondáveis que existiam antes da criação do mundo, um oceano primordial do qual surgiram o universo e os deuses criadores. Madu traz essa simbologia para dizer que a criação artística tem sua gênese num ato de ver como surgimento. E é isso que a faz conceber a presente exposição Nun - Águas profundas, efervecência e criação.
Carmen Ar**ha e Loly Demercian
12/05/2026
Exposição Nun- águas profundas, efervescência e criação.
Em cartaz até 16 de maio.
Horário: terça à sexta 13-19H
Sábado 13-17H
Local: rua fradique coutinho , 1216
Entrada gratuita
PH
Nun - Águas profundas, efervecência e criação, exposição que Madu Almeida apresenta na Casagaleria, a partir de 17 de abril p. f., faz uma referência ao seu processo criador, o qual emerge como uma potência na obtenção de um novo sentido para seu trabalho.
O mundo é visto, pela artista, como movimento e transformação constantes, da onde nasce a própria vida. Madu quer organizar essa movimentação como linguagem artística, percebendo que a “pintura é uma sensação em ato, é visão; e como ao mesmo tempo é visível, é auto-figuração,- é reflexão sobre si mesma”. É um ver vendo o mundo tornando-o visível em obra.
Como materializar o acontecimento de um olhar como ato de ver? É nesse momento que Madu lembra de Nun, deus da mitologia egípcia que dá existência ao mundo.
Assim como Chronos, o deus do universo na mitologia grega, filho do Céu (Urano) e da Terra (Gaia), Nun (Nu, Nenu ou Nunu) é o pai de todos os deuses egípcios, uma divindade primordial. Nun é uma força cósmica que viria das águas caóticas e insondáveis que existiam antes da criação do mundo, um oceano primordial do qual surgiram o universo e os deuses criadores. Madu traz essa simbologia para dizer que a criação artística tem sua gênese num ato de ver como surgimento. E é isso que a faz conceber a presente exposição Nun - Águas profundas, efervecência e criação.
Carmen Ar**ha e Loly Demercian