Ruan dos Santos

Ruan dos Santos

Compartilhar

Estudante de Administração Pública na FGV

17/04/2019

Aproveitando a pausa na facul para fazer uma visita à Câmara Municipal de Mogi das Cruzes - minha cidade natal. Somos parte importante da política, precisamos ser ouvidos e de legisladores que nos ouçam. Caio, obrigado pela recepção!

17/04/2019

Um pouco sobre ontem. Foi fantástico. Inesquecível. É só o começo. ✔



06/04/2019

COMO SE ENCONTRA NOSSA EDUCAÇÃO NA ATUAL CONJUNTURA DO BRASIL

Espera-se que a educação no Brasil resolva, sozinha, os problemas sociais do país. No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no desenvolvimento dos alunos e da escola.

Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:

O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).

Frente aos dados, muitos podem se tornar críticos e até se indagar com questões a respeito dos avanços, concluindo que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a evolução da sociedade, de certo modo, faz com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do nível da educação.

Logo, agora não mais pelo bom senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.

Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.

O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.

É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.

Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.

Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.

Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022.

[Colaboração: Brasil Escola e fonte educação]

04/04/2019

OCORREU ONTEM (03/04):

MENTORIA: OS DESAFIOS DE INOVAÇÃO EM SÃO PAULO, COM MARIANNA SAMPAIO

Marianna Sampaio é secretária-adjunta de inovação e tecnologia de São Paulo. doutoranda e mestra em Administração Pública e Governo pela Fundacao Getúlio Vargas (FGV), além de bacharel em Direito pela USP. Foi assessora especial (2013) e secretária-adjunta (2014) da secretária de negócios jurídicos da prefeitura de São Paulo. Ingressou na carreira de Analista de Políticas Públicas e gestão Governamental da Prefeitura de São Paulo em 2016.

02/04/2019

Formada em Administração Pública na FGV, foi gerente na Natura e hoje está Deputada Estadual em São Paulo. Marina é fonte de inspiração. Ainda há esperança. ❤

01/04/2019

PRORROGOU! Inscreva-se no ProLíder até 30 DE ABRIL! Marque alguém que PRECISA saber disso para finalizar a inscrição! Boa sorte no processo :)

01/04/2019

EDITORIAL EPEP: O que pensamos sobre a comemoração do Golpe Militar

O QUE PENSAMOS SOBRE A COMEMORAÇÃO DO GOLPE DE 1964

A Estudos de Política em Pauta, em consonância com os princípios de seu Estatuto Social, vem a público se posicionar contra o vídeo publicado pelo Planalto em defesa do Golpe Militar de 1964.

É de conhecimento público que a EPEP, enquanto entidade estudantil organizada que fomenta um debate plural e republicano, preza sempre pela organização de eventos e mentorias com convidadas e convidados de distintos espectros políticos para discutir os caminhos possíveis para construção de uma nação mais justa, livre e igualitária.

Entretanto, tomar uma posição suprapartidária não impõe que a entidade deve ser neutra e se omitir a crítica contundente quando provocada por ato deliberado que ofende aos mais altos preceitos republicanos, bem como a memória de tantas brasileiras e brasileiros que com seus corpos, vidas, trajetórias e ideias lutaram pela democracia no Brasil.

A maior essência da EPEP floresce no embate político travado na esfera pública e na ideia da pluralidade de formações, de visões, de ideologias, de projetos e de opiniões, de modo que qualquer tipo de defesa de subversão de uma ordem constitucional legítima, de crimes lesa humanidade, bem como do cerceamento das liberdades civis, sociais e políticas, pondera-se como inaceitável.

O Ato Institucional Número 1 - outorgado pela Junta Militar que se apossou do estado brasileiro - cassou os direitos políticos de 102 cidadãs e cidadãos brasileiros com fins de eliminar a oposição política e qualquer dissenso democrático, estando entre elas os intelectuais Celso Furtado e Josué de Castro, os governadores Miguel Arraes e Leonel Brizola e os presidentes Jânio Quadros e João Goulart. Os acontecimentos seguintes resultaram em 21 longos e terríveis anos, manchados pela eliminação dos partidos políticos, pela extinção do habeas corpus, pelo aumento da desigualdade econômica, pelo assassinato e pelo desaparecimento de 434 brasileiras e brasileiros, bem como pela tortura e pelo exílio de milhares de compatriotas alijados de sua cidadania e de suas liberdades.

A EPEP coloca-se ao lado de Ulysses Guimarães: “Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações”. Afiançamos ainda um compromisso perene com a defesa da Constituição Cidadã de 1988 em sua intenção de garantizar direitos civis, políticos e sociais, com fins de promover um bem geral para todo o povo brasileiro. Entre os discursos que levaram o candidato Jair Bolsonaro ao Planalto, constantemente referiu-se ao fato de que seus “inimigos” sempre “defenderam ditaduras”. Sua crítica, entretanto, não condiz com os atos empreendidos por seu governo, pois agora ele faz exatamente o mesmo - com um agravante ainda mais mordaz, faz apadrinhar a ditadura brasileira.

Denotamos daí que o presidente Bolsonaro encontra-se em extrema contradição: critica o que defende e defende o que critica. É importante ressaltar, todavia, que não se faz aqui um manifesto pessoalizado contra o presidente, o que se condena é o ato. Por isso, a EPEP demanda que o chefe do Poder Executivo, em seus deveres constitucionais e cívicos, abandone a postura e o discurso de candidato, tratando àqueles que se opõem às suas ideias como adversários e não como inimigos, categoria que a política não admite.

Para que assim, através do diálogo e da deliberação no parlamento, incensado pela academia, pelos trabalhadores, pela opinião pública e pela sociedade civil organizada, materializando assim todo o povo brasileiro, possam-se construir plataformas reformistas sólidas, mediadas e arquitetadas de maneira democrática, como das questões da Previdência Social, das Finanças Públicas, da Reforma Tributária e da Reforma Política, ouvindo e consultando a pluralidade das vozes que formam a República brasileira.

A EPEP, ao entender a importância de instituições organizadas que prezam pela manutenção de nossa frágil democracia, sente-se compelida a propor que outras entidades da FGV em São Paulo, ao julgarem cabível ao seu escopo de atuação, se pronunciem e tomem uma posição. E convida, em especial ao Diretório Acadêmico Getulio Vargas, que tem voz e papel importantíssimo na história da democracia brasileira - tendo abrigado a sede da UNE durante os anos de chumbo e sendo o primeiro Centro Acadêmico a manifestar-se em apoio às Diretas Já - a tornar público seu ponto de vista acerca desta situação, caso considere adequado que o faça.

Nossa entidade, sendo alicerçada em um espírito democrático que valoriza a diferença de ideias, o embate público e a liberdade de expressão, sem nenhuma amarra faz frisar o desejo de que o presidente Bolsonaro supere a lógica da ofensa e da trivialidade adotadas em campanha política. Para que então assuma o ar de moderação, de equidistância e o espírito do bom governo, características essas de um verdadeiro estadista que deve representar todo um povo e não apenas seus eleitores. O que está em discussão aqui é imensurável: a liberdade de ir e vir, de discordar, protestar ou assentir, a segurança constitucional contra qualquer violência dos poderes públicos ou privados, de votar na esquerda ou na direita, de ser conservador ou de ser progressista, são condições inegociáveis garantidas pelo respeito e pelo reconhecimento da dignidade e da cidadania de todos os outros. A EPEP é fundada na democracia e com ela permaneceremos.

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em São Paulo?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Categoria

Endereço


Avenida 9 De Julho, 2029 - Bela Vista, São Paulo
São Paulo, SP