22/06/2026
Eu achava que “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” só existiam em prova de português, exemplo de contrato e aula de informática.
Mas não.
O governo resolveu promover os dois e nomeá-los oficialmente para a equipe de segurança presidencial.
Sim, isso aconteceu de verdade. O Diário Oficial da União publicou uma portaria com “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” ocupando cargos no GSI, órgão responsável justamente pela segurança do Presidente da República.
A essa altura, só falta aparecer uma nova portaria nomeando Beltrano da Silva para chefiar a inteligência, João Ninguém para coordenar operações especiais e Zé das Couves para comandar a logística.
O mais impressionante é imaginar quantas pessoas receberam, analisaram, revisaram, aprovaram, assinaram e publicaram o documento sem que ninguém percebesse que os nomes dos agentes eram os mesmos que usamos quando não sabemos o nome de alguém.
É o tipo de erro que você espera encontrar no rascunho de um estagiário às 17h59 de uma sexta-feira, não em um documento oficial do governo federal.
Depois que a internet transformou o caso em piada nacional, o GSI informou que vai corrigir a publicação.
Menos mal.
Porque se demorassem mais um pouco, “Fulano de Tal” já estaria recebendo promoção por mérito e “Cicrano de Tal” concorrendo a uma medalha por bons serviços prestados à República.
AVISO LEGAL: Comentário de caráter opinativo e humorístico baseado em fato amplamente divulgado pela imprensa. O texto utiliza sátira política e não tem a intenção de imputar crimes ou condutas ilícitas a qualquer pessoa.
21/06/2026
A América do Sul vive uma transformação política que poucos imaginavam há alguns anos.
País após país, governos identif**ados com a direita e o centro-direita vêm conquistando espaço nas urnas, refletindo o descontentamento de grande parte da população com modelos políticos que prometeram prosperidade, mas entregaram baixo crescimento, insegurança, corrupção e aumento da dependência estatal.
Hoje, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela já estão alinhados a essa nova realidade política regional.
Enquanto isso, Brasil, Uruguai e Suriname permanecem sob governos de esquerda ou centro-esquerda.
O mapa mostra uma tendência clara: a América do Sul está mudando de direção.
Para muitos, trata-se de uma busca por mais liberdade econômica, responsabilidade fiscal, segurança pública e fortalecimento das instituições democráticas.
E em outubro será a vez do Brasil se livrar desse câncer fazendo parte dessa mudança continental.
O futuro não pertence a ideologias. Pertence aos povos que escolhem seu destino nas urnas.
🇦🇷 🇨🇱 🇨🇴 🇪🇨 🇵🇾 🇵🇪 🇧🇴 🇻🇪 🔵
🇧🇷 🇺🇾 🇸🇷 🔴
Em outubro, o Brasil decide.
12/06/2026
Como os PMCs mais odiados do mundo arriscaram suas vidas para salvar um Fuzileiro Naval dos EUA
Em 2004, centenas de combatentes cercaram um complexo americano em Najaf, no Iraque. No telhado, apenas oito contratados da Blackwater, alguns militares estrangeiros e um Fuzileiro Naval dos EUA resistiam sob intenso fogo inimigo.
O Marine foi atingido próximo à coluna, sofreu ferimentos em um dos olhos e continuou lutando. A munição estava acabando, os feridos aumentavam e o apoio militar nunca chegou.
Então a própria Blackwater enviou helicópteros para voar sob fogo inimigo, entregar munição e evacuar o Marine ferido.
Como disse um dos pilotos:
“O Exército não iria nos ajudar. Então nós mesmos resolvemos o problema.”
Mas poucos dias antes, quatro operadores da Blackwater haviam sido mortos em Fallujah. Seus corpos foram mutilados, queimados e expostos publicamente, em imagens que chocaram o mundo.
A Blackwater era formada por ex-militares altamente treinados que continuavam atuando em zonas de guerra sem integrar oficialmente as Forças Armadas. Para muitos, eram profissionais indispensáveis. Para outros, mercenários acima da lei.
Essa controvérsia aumentou ainda mais após o incidente da Praça Nisour, em Bagdá, onde 14 civis iraquianos morreram durante uma ação envolvendo contratados da empresa.
A história da Blackwater nunca foi simples.
Em Najaf, salvaram vidas sob fogo intenso.
Em Bagdá, suas ações custaram vidas inocentes.
Heróis para uns. Vilões para outros.
Talvez a Blackwater represente melhor do que qualquer outra organização as contradições e zonas cinzentas das guerras modernas.
04/06/2026
AQUI SEPARAMOS O JOIO DO TRIGO
Quando o assunto é combater facções criminosas, não existe espaço para relativização.
A pesquisa mostra algo que vai muito além de uma simples divergência política: ela revela visões completamente diferentes sobre segurança pública, autoridade do Estado e enfrentamento ao crime organizado.
Enquanto uma esmagadora maioria dos eleitores de Jair Bolsonaro aprova a classif**ação do PCC e do CV como organizações terroristas, entre os eleitores de Lula a rejeição é igualmente esmagadora.
Cada um é livre para tirar suas próprias conclusões.
Mas uma pergunta inevitável permanece:
Por que alguém seria contra endurecer o tratamento dado a organizações responsáveis por assassinatos, tráfico, extorsão, domínio territorial e terror imposto diariamente à população brasileira?
O debate não é sobre direita ou esquerda.
É sobre estar ao lado do cidadão de bem ou daqueles que transformaram comunidades inteiras em reféns do crime.
No final, os números falam por si.
Aqui separamos o joio do trigo.
De que lado você está?
Os dados apresentados são de pesquisa divulgada pela AtlasIntel entre 30/05 e 03/06, com 1.273 entrevistados.
02/06/2026
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30/05/2026
Mais um palhaço querendo entrar para política.
“Americano nenhum vai matar nossos bandidos”, diz Renan Santos.
Calma, Renan. Ninguém está convocando os Marines para desembarcarem em Copacabana nem chamando o Tom Cruise para liderar uma operação contra o PCC.
Os EUA classif**aram PCC e CV como organizações terroristas, uma medida jurídica e financeira que amplia sanções, investigações e mecanismos internacionais de combate ao crime organizado. Não foi anunciado o lançamento da Operação Rambo em território brasileiro.
A reação parece aquela do sujeito que vê um vizinho ligar para os bombeiros porque a casa está pegando fogo e responde:
— Pode desligar! Quem vai apagar esse incêndio sou EU!
O detalhe é que o incêndio já está queimando há décadas, dominando territórios, impondo toque de recolher, cobrando pedágio, controlando comunidades e movimentando bilhões.
Ninguém questiona o mérito e a coragem das forças policiais brasileiras. Pelo contrário. Se existe alguém enfrentando PCC e CV diariamente, são justamente os policiais. O que causa estranheza é transformar uma medida internacional contra facções criminosas em uma disputa de ego patriótico.
Quando o assunto é crime organizado, o objetivo deveria ser somar esforços para enfraquecer as facções, não disputar quem segura a espada mais bonita para a foto.
Mas, em ano eleitoral, parece que alguns descobriram que cada manchete é uma oportunidade de campanha.
E assim surge mais um pré-candidato que confunde frase de efeito com proposta de governo.
Mais um id**ta querendo entrar na política.