26/10/2025
Assistir ao documentário Caçador de Marajás, dirigido por é revisitar um dos capítulos mais marcantes da nossa história recente, a ascensão e queda de Fernando Collor de Mello. A produção se desenrola como uma tragédia política e familiar, cheia de ambição, vaidade, lealdades frágeis e disputas de poder que parecem obra de um roteirista habilidoso. Mas o que impressiona é que nada ali é ficção. É o Brasil real, complexo, contraditório e, muitas vezes, repetitivo.
O filme também lança luz sobre o papel essencial da imprensa. Foi ela quem revelou excessos, deu voz à indignação popular e sustentou o debate público num momento decisivo. A história de Collor evidencia o quanto uma imprensa livre e vigilante é vital para a democracia, porque o poder, quando não é observado, tende a se corromper.
Hoje, diante de um cenário tomado por fake news, deepfakes, vozes clonadas e manipulações produzidas por inteligência artificial, o papel da imprensa ganha ainda mais relevância. O jornalismo sério e ético se torna o último guardião da verdade num ambiente em que tudo pode ser fabricado.
Mais do que nunca, é preciso valorizar quem apura, checa e narra com responsabilidade. Porque sem imprensa, o que restam são versões — e versões, por mais bem contadas, nunca sustentam a realidade.