31/10/2024
Não devemos limitar o convite do evangelho apresentando-o apenas a alguns poucos escolhidos que, em nossa opinião, nos honrarão se o aceitarem. A mensagem deve ser dada a todos. Onde quer que haja corações abertos para receber a verdade, Cristo está pronto a instruí-los. Revela-lhes o Pai e a adoração aceitável Àquele que lê os corações. Para com esses, não usa parábola alguma. Como à mulher junto ao poço, Ele diz: “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você” (Jo 4:26, NVI; O Desejado de Todas as Nações, p. 145).
Quando Jesus Se sentou para descansar à beira do poço de Jacó, havia chegado da Judeia, onde Seu ministério produzira pouco fruto. Havia sido rejeitado pelos sacerdotes e rabinos, e os próprios que afirmavam ser Seus discípulos deixaram de perceber Seu caráter divino. Estava desfalecido e cansado; no entanto, não negligenciou a oportunidade de falar a uma única mulher, embora fosse uma estrangeira, inimiga de Israel, que vivia abertamente em pecado.
O Salvador não aguardava que congregações se reunissem. Muitas vezes, começava Suas lições tendo algumas poucas pessoas em volta de Si. Entretanto, um a um, paravam para escutar, até que uma multidão, maravilhada e respeitosa, ficava ouvindo as palavras de Deus por intermédio do Mestre enviado do Céu. O obreiro de Cristo não deve achar que não pode falar a poucos ouvintes com o mesmo fervor com que o faz a um público maior. Poderá haver uma única pessoa escutando a mensagem, mas quem poderá dizer até onde se estenderá sua influência? Pouca importância, mesmo para os discípulos, parecia ter essa mulher de Samaria, para o Salvador gastar Seu tempo com ela. No entanto, Ele argumentou de modo mais fervoroso e eloquente com ela do que com reis, conselheiros ou sumos sacerdotes. As lições por Ele dadas àquela mulher têm sido repetidas até os mais distantes lugares do mundo (O Desejado de Todas as Nações, p. 145, 146).