15/05/2013
Descubra como você seria na melhor versão de si!
Pessoas legais, times legais, mais performance
Um novo estudo mostra que uma pessoa “bacana” pode influenciar seu grupo (seja uma equipe esportiva ou grupo de trabalho), fazendo-o atingir seus objetivos mais facilmente, usando de cooperação. Quando o comportamento de alguém é aceito, em um meio coletivo, esse comportamento tende a se repetir nos outros integrantes do grupo.
O estudo é de autoria de um professor da Universidade de Toronto, e para ele, essas pessoas com a capacidade de influenciar as outras são chamadas de “contribuintes constantes”, ou seja, pessoas que contribuem para o “bem maior” o tempo todo, independente da situação.
As últimas descobertas desafiam as declarações de outros teóricos do comportamento, de que as pessoas dificilmente cooperam quando já sabem o fim da situação atual (por exemplo, quando sabem que o time amador de basquete de que participam irá perder) e de que agem de maneira egoísta quando têm a chance.
“Era aceito de que a estratégia de ‘sempre cooperar’ não dava certo, e era para indivíduos fracos. Em alguns círculos teóricos, os ‘contribuintes constantes’ eram considerados mais do que dispensáveis – eles não deveriam existir, já que eram, naturalmente, perdedores” declara o co-autor da pesquisa, Mark Weber.
No entanto, segundo Weber, nos últimos estudos, contribuintes constantes foram encontrados até mesmo nos lugares em que eram menos esperados. “O comportamento claro e cooperativo dessas pessoas motivava as outras, que estavam ao seu redor. E, quando algumas pessoas começam a cooperar as atividades não são tão difíceis, elas fluem. Os grupos se tornam mais produtivos, mais economicamente eficientes e, sendo assim, as pessoas gostam de fazer parte dele” explica.
A pesquisa reviu dados coletados, em estudos anteriores, e os juntaram com dois novos experimentos exclusivos. Os voluntários, nos te**es, escolhiam entre dar um benefício para todos da equipe ou mantê-lo para si mesmos. A conclusão foi que, as pessoas que dividiam seu benefício também recebiam o mesmo em troca, ao contrário de outras, que preferiam mantê-lo. Ou seja, a atitude arriscada de dividir o prêmio entre todos da equipe, no final, se mostrava mais acertada e recompensava a todos daquele grupo.“Nossas descobertas mostram que as pessoas, realmente, têm grande influência no grupo em que estão inseridas” conclui Weber. [Science Daily]