17/09/2026
Na lombalgia, prescrever exercício exige compreender o mecanismo da dor, não apenas o músculo a ser fortalecido.
Instrutor de Pilates, você sabe diferenciar dor nociceptiva, neuropática e nociplástica? 👇
Essa não é apenas uma classif**ação teórica. É conhecimento clínico que pode mudar a forma como você avalia, seleciona exercícios, controla carga e conduz a evolução do seu aluno.
🔹 Nociceptiva: relacionada à ativação dos nociceptores diante de dano real ou potencial aos tecidos não neurais.
🔹 Neuropática: decorrente de lesão ou doença que afeta o sistema somatossensorial.
🔹 Nociplástica: relacionada a uma alteração da nocicepção, sem que haja evidência clara de dano tecidual que explique completamente a experiência dolorosa.
E atenção: esses mecanismos não são necessariamente excludentes. Eles podem coexistir e se modif**ar ao longo do tempo.
Isso é fundamental porque o mesmo diagnóstico de “dor lombar” pode representar experiências e mecanismos diferentes. Portanto, simplesmente escolher exercícios para “fortalecer o core” não é, por si só, uma avaliação clínica.
A lombalgia é um problema de enorme impacto: a OMS estima que 619 milhões de pessoas apresentaram dor lombar em 2020, e aproximadamente 90% dos casos são classif**ados como lombalgia inespecíf**a.
A pergunta é:
👉 Você consegue identif**ar quais mecanismos estão contribuindo para a dor do seu aluno?
Porque o direcionamento da sua aula começa antes do exercício: começa na avaliação e no raciocínio clínico.
📚 É exatamente isso que vamos aprofundar no Minicurso Pilates e Dor Lombar, nos dias 29 e 30 de setembro.
Vou mostrar como raciocinar diante da lombalgia, interpretar os principais sinais clínicos e entender como esse conhecimento pode orientar a escolha e a adaptação dos exercícios no Pilates.
Se você quer deixar de simplesmente aplicar exercícios e começar a raciocinar clinicamente sobre a dor, esse minicurso é para você.
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