Coragem? Não! É apenas ciência!
Esta é uma aplicação super prática da conservação da energia mecânica.
Quando Neil deGrasse Tyson solta a bola, ela faz todo o seu movimento de pêndulo e volta exatamente com a mesma velocidade, parando no mesmo local de onde ele soltou: a ponta de seu nariz .
Como o cientista sabia disso, não teve nenhum medo de que ela o machucasse.
E você? Confiaria na física ou iria com a cabeça pra trás?
MD Escolar
A MD Escolar é especializada em oferecer aulas de reforço e acompanhamento escolar para alunos do
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04/07/2020
Você sabia que, para alguém no Hemisfério Norte, a Lua que você vê está de ponta cabeça?
Isso acontece por causa da diferença de perspectiva entre vocês. Na imagem, podemos ver que as pessoas nos dois hemisférios estão invertidas, e por consequência, a imagem que elas verão da Lua também está!
Veja na segunda foto, como, no mesmo dia, a Lua foi vista do Reino Unido e da Austrália.
Interessante, não?
Essa é apenas mais uma prova de que, a despeito de qualquer coisa que os terraplanistas digam, a Terra é sim redonda.
01/07/2020
Vocês conhecem o homem homenageado pelo Google Doodle de hoje?
Joaquim Pinto de Oliveira foi um escravo que virou arquiteto no Brasil Colonial.
Tebas, como era conhecido, foi o responsável pela construção de diversas obras no centro da cidade de São Paulo, hoje consideradas cartões postais da capital.
Nascido em Santos, litoral paulista, em 1721, teve sua profissão reconhecida apenas em 2018, mais de 200 anos depois de sua morte, quando o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp) o homenageou com base em documentos oficiais reunidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Tebas foi escravizado por um português mestre de obras com quem aprendeu o ofício. Os dois foram para São Paulo em busca de melhores oportunidades, numa época de crescimento da construção civil na cidade. Joaquim foi responsável por diversas obras que hoje são cartões postais, como a torre da antiga Igreja Matriz da Sé (1750), a ornamentação das fachadas das igrejas do Mosteiro de São Bento (1766), da Ordem 3ª do Carmo (1777) e da Ordem 3ª do Seráfico São Francisco (1783).
Entretanto, seu trabalho mais famoso não teve a mesma sorte de permanecer preservado. O Chafariz da Misericórdia, primeiro chafariz público de São Paulo, foi demolido em 1866 após o processo de canalização da água da cidade. A fonte foi erguida onde hoje está a Rua Direita (próxima do metrô da Sé, no centro de São Paulo). Na época de sua construção, diversos escravos buscavam água no local, que também servia como um ponto de encontro entre eles.
Talentoso desde sempre, Tebas exerceu sua profissão até falecer em 1811, aos 90 anos, devido a uma gangrena na perna causada por um acidente de trabalho.
Que sua história, assim como o seu legado para a arquitetura paulistana, sejam para sempre lembrados!
29/06/2020
38 graus celsius parece uma temperatura bastante alta para os padrões brasileiros.
Agora imaginem que esta temperatura foi registrada agora em junho no Círculo Polar Ártico, na região da Sibéria.
Conhecida por suas baixas temperaturas, Verkhoyansk tem em seu histórico um recorde que não combina em nada com a temperatura registrada no dia 20: em seus termômetros já foi registrada a marca de -68°C!
Apesar de uma grande amplitude térmica (variação de temperatura mínima e máxima ao longo do ano) ser esperada na região, estas ondas de calor estão particularmente preocupantes, e mais de 275 mil hectares de floresta pegaram fogo nestes últimos tempos, segundo agências de monitoramento.
Pois é, pessoal. O aquecimento global é um fato, e se atitudes não forem tomadas imediatamente pelos governos ao redor do globo,casos como este serão cada vez mais comuns e mais graves, trazendo consequências danosas para todo o planeta.
Imagem por BBC.
23/06/2020
Que o Brasil é um país grande, a gente tá cansado de saber.
Mas você já parou para pensar quais países cabem dentro de casa um dos nossos Estados?
Este infográfico super interessante nós dá uma ideia do tamanho no nosso país e de quanta diversidade cabe aqui dentro!
09/06/2020
Como está a liberdade de imprensa ao redor do mundo?
Para elaborar este mapa e decidir em quais países a imprensa é mais livre e democrática, os pesquisadores levaram em conta coisas como a pluralidade de meios de comunicação, os abusos cometidos contra e pela imprensa e o grau de independência dos meios de comunicação.
Assim, países como a China, em que a imprensa é controlada pelo governo, ficaram bem mal posicionados. Já a Noruega e outros países nórdicos, lideram , como sempre, este tipo de ranqueamento.
Mas não se engane! Apesar da cor verde, indicando "uma boa liberdade" o Brasil ocupa a vergonhosa 107° posição , mostrando que nossos problemas ainda são enormes neste quesito!
Fonte: Global Press Freedom Index, produzido por Reporters Without Borders e encontrado em www.visualcapitalist.com
Dia triste para os terraplanistas.
Astronautas da NASA, Doug Hurley e Bob Behnken, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) realizando pequenos reparos de fora da nave.
No fundo, podemos perceber que a Terra é, realmente, redonda.
18/05/2020
José do Patrocínio, o jornalista negro que dedicou toda a sua carreira a combater a escravidão.
Nascido em Campos dos Goitacazes, no Rio de Janeiro, José Carlos do Patrocínio era filho de uma escrava alforriada e do cônego João Monteiro. Aos 14 anos deixou a fazenda da família para tentar a vida no Rio de Janeiro, onde chegou a ingressar na Escola de Medicina. Ao fim de alguns anos abandonou o curso e formou-se em farmácia, em 1874.
Ainda estudante, fundou uma revista mensal, "Os Ferrões", onde começou a revelar seu talento como jornalista que o tornaria famoso. Em 1877, começou a trabalhar no "A Gazeta de Notícias", onde escreveu diversos artigos de propaganda abolicionista. Nos anos seguintes, adquiriu e fundou vários jornais, e em todos passou a escrever e a combater ferrenhamente a política escravocrata do império.
Mas José do Patrocínio não lutou apenas por escrito pelo abolicionismo. Realizou conferências públicas, ajudou a fuga de muitos escravos, organizou núcleos abolicionistas e militou ativamente até o triunfo da causa com a Lei Áurea de 1888.
Mas após proclamação da República seu grade prestígio conquistado durante os últimos anos do Império decaiu, principalmente porque José passou a lutar por um governo liberal, indo contra o autoritarismo da República da Espada. Acabou afastado da vida pública, teve seu jornal interditado e foi deportado para Cucuí, no Amazonas, sob a acusação de ter participado de uma revolta contra o governo de Floriano Peixoto.
Libertado pouco tempo depois, afastou-se da vida pública, colaborando de vez em quando na imprensa. Nos últimos anos de vida interessou-se pela navegação aérea, chegando a construir um aeróstato (uma espécie de balão dirigível) denominado Santa Cruz.
Patrocínio também escreveu obras de ficção, mas sem a repercussão nem o talento do jornalista. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de no.21.
17/05/2020
Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios negreiros.
O jangadeiro e prático (como é chamado um condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914) foi um homem pardo conhecido como Dragão do Mar. Francisco foi um importante membro do Movimento Abolicionista do Ceará; província que foi a primeira do Brasil a abolir a escravidão.
Em 1881, o Dragão do Mar comandou, em Fortaleza, uma greve de jangadeiros que transportavam os negros e negras escravizados para navios que iriam para outros Estados do Nordeste e para o Sul do Brasil. O movimento conseguiu paralisar o tráfico negreiro por alguns dias.
Com o comércio de escravizados impedido nas praias do Ceará, Nascimento foi punido e exonerado do cargo, mas se tornou símbolo da batalha pela libertação. Seus esforços ganharam o apoio de importantes setores da sociedade cearense que se articulou e acabou com a escravidão na província em 1884, 4 anos antes da Lei Áurea de 1888.
Após a abolição, Chico da Matilde, como Francisco era conhecido, tornou-se Major Ajudante de Ordens do Secretário Geral do Comando Superior da Guarda Nacional do Estado do Ceará e morreu como primeiro-tenente honorário da Armada, em 1914. Hoje é muito comum nas cidades cearenses vermos ruas e monumentos com seu nome e em sua homenagem.
16/05/2020
A primeira mulher romancista brasileira é uma abolicionista negra.
Maria Firmina dos Reis, nascida em São Luís do Maranhão em 11 de março de 1822. Em sua homenagem o 11 de março é hoje o Dia da Mulher Maranhense. Era mulata, filha da escrava alforriada Leonor Felipa dos Reis e, possivelmente, de João Pedro Esteves, um homem rico da região.
Formou-se professora primária e publicou, em 1859, o que é considerado por alguns historiadores o primeiro romance abolicionista do Brasil: Úrsula. O livro conta a história de um triângulo amoroso, mas três dos principais personagens são negros que questionam o sistema escravocrata.
Como naquela época as mulheres não eram aceitas no meio literário, a escritora assinava o livro apenas como "Uma maranhense". Maria Firmina também publicava contos, poemas e artigos sobre a escravidão em revistas de denúncia no Maranhão.
Em 1880, oito anos antes da Lei Áurea, adquiriu o título de mestra régia. Nesse mesmo ano, criou uma escola gratuita para crianças, mas essa instituição não durou muito. Por ser uma escola mista, a iniciativa da professora, provocou descontentamento em parte da sociedade do povoado de Maçaricó, próximo a Guimarães/MA.
Mas mesmo assim a escritora e professora entrou para a história como a fundadora da primeira escola mista do país. Já aposentada, continuou lecionando em Maçaricó para filhos de lavradores e fazendeiros.
Maria Firmina morreu pobre aos 94 anos, na casa de uma amiga que havia sido escrava. Recentemente, as pesquisas sobre a vida e obra de Maria Firmina dos Reis e a divulgação do seu nome intensificaram-se, e, aos poucos, a escritora vai sendo integrada ao cânone literário brasileiro.
15/05/2020
Vocês com certeza já devem ter passado ou ouvido falar da Avenida Rebouças, em São Paulo. Mas sabem quem é um dos irmãos que dá nome a ela?
André Rebouças foi um engenheiro, de família negra e livre, que queria dar terras aos escravos libertos. Nasceu na Bahia em 1838 e, quando jovem, estudou engenharia e começou a trabalhar na área. Foi responsável por diversas obras de engenharia importantes no país, como a estrada de ferro que liga Curitiba ao porto de Paranaguá. Conquistou posição social e respeito na corte.
Em uma das obras de que participou, outro engenheiro pediu que Rebouças libertasse o escravo Chico, que era operário e tinha sido responsável pelos trabalhos hidráulicos. Foi quando sua atenção recaiu sobre a causa abolicionista. Com sua ajuda o operário Chico foi, então, libertado.
"Sou abolicionista de coração. Não me acusa a consciência ter deixado uma só ocasião de fazer propaganda para a abolição dos escravos, e espero em Deus não morrer sem ter dado ao meu país as mais exuberantes provas da minha dedicação à santa causa da emancipação", palavras de Rebouças, na presença do imperador Pedro 2º.
Rebouças foi um dos personagens que mais se engajou na campanha pelo fim da escravidão; participou de diversas sociedades abolicionistas e acabou se tornando um dos principais articuladores do movimento. Um de seus papéis foi fazer lobby - uma ponte entre os abolicionistas da elite e as instituições políticas - para quem executava obras de engenharia.
As ideias de Rebouças incluíam não apenas o fim da escravidão. Ele propunha que os libertos tivessem acesso à terra e a direitos, para serem integrados, não marginalizados. "É preciso dar terra ao negro. A escravidão é um crime. O latifúndio é uma atrocidade. (...) Não há comunismo na minha nacionalização do solo. É pura e simplesmente democracia rural".
O engenheiro também se opunha ao pagamento de indenização para os senhores de escravos em troca da liberdade - para Rebouças, isso seria uma forma de validar que uma pessoa fosse propriedade da outra.
Era um apoiador da monarquia e foi um dos principais nomes a defender Isabel como patrona da Abolição, mesmo tendo feito mais pela causa do que Sua Alteza.
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