21/08/2025
Estudante de 17 anos é ferida a tesouradas por colega em uma briga na sala da aula de escola Zona Leste de São Paulo. Essa é a realidade das escolas. Pais ausentes, péssima educação em casa, e impunidade. Isso tudo transforma os "alunos" em animais, eu como professor presencio cenas de selvageria todos os dias em sala de aula. A falta de respeito é enorme, perante os professores, colegas e funcionários da escola, e se chamar os pais é pior ainda.
A Luta Silenciada nas Salas de Aula
O que acontece hoje nas escolas é mais do que uma crise educacional: é um reflexo de uma sociedade em desequilíbrio. Durante anos, nós, professores, vimos a nossa autoridade ser corroída por narrativas distorcidas. Vereadores e outras figuras públicas, em busca de capital político, usaram as redes sociais como palco para espalhar fake news e demonizar a figura do educador. O resultado é devastador. Pais, influenciados por essas mentiras, passaram a ver a escola não como uma parceira, mas como um campo de batalha.
Essa desconfiança é o estopim para o caos que se instala. Quando a educação em casa falha e a disciplina é ausente, a escola se torna o único lugar para impor limites. Mas como fazê-lo se a nossa autoridade foi minada? A realidade se tornou brutal: a sala de aula, que deveria ser um espaço de aprendizado e respeito, se transformou em um palco de selvageria. Cenas de violência, falta de respeito aos colegas, a nós, professores, e a todos os funcionários da escola se tornaram parte do nosso cotidiano.
A impunidade, muitas vezes incentivada pela passividade dos pais, agrava ainda mais a situação. Quando tentamos dialogar e pedir ajuda, a resposta é, na maioria das vezes, hostil ou vazia. O que nos resta é uma sensação de impotência. A verdade é que a escola não consegue resolver sozinha problemas que são estruturais, que nascem em casa e são alimentados por um ambiente digital polarizado. A educação é uma responsabilidade compartilhada, mas, infelizmente, nós, professores, estamos lutando essa guerra praticamente sozinhos. A Desconstrução da Educação por Ações Políticas: O Caso de Holydar, Kataguiri e Pavanato
A educação pública brasileira enfrenta uma crise multifacetada, mas um de seus pilares mais abalados é o respeito aos professores. Em um cenário já desafiador, a atuação de figuras como Fernando Holiday, Kim Kataguiri e Lucas Pavanato (PL), entre outros, tem sido apontada como um fator que intensificou o ambiente hostil nas escolas. Ao invés de defender a categoria, que é a base da nossa sociedade, eles optaram por um caminho de confrontação.
Utilizando plataformas digitais, esses políticos e seus aliados espalharam fake news e narrativas distorcidas, transformando o professor em um alvo fácil. A estratégia é clara: minar a confiança da sociedade na educação, criando a imagem de que o docente é um agente ideológico a ser combatido. Essa campanha de desinformação não é inofensiva; ela tem consequências diretas e perigosas dentro das salas de aula.
O que se viu foi a erosão da autoridade do professor. Pais, influenciados por essa propaganda, passaram a questionar e deslegitimar o trabalho dos educadores, muitas vezes incentivando a insubordinação de seus filhos. A falta de respeito, a violência verbal e, em alguns casos, até física, que os professores vivenciam hoje, é, em grande parte, o resultado desse ambiente de desconfiança e ódio propagado. As ações desses políticos, que deveriam ser modelos de civilidade, acabaram por incentivar a violência contra aqueles que dedicam suas vidas à construção do futuro do país. Em vez de fortalecer o ensino, eles ajudaram a fragilizar a instituição escolar, colocando em risco a segurança e a sanidade de milhares de profissionais.