A paixão que o Dr. Jean Gorinchteyn tem por seu trabalho f**a explícita em seus olhos e na forma como fala de sua profissão. Apesar dos 20 anos de atuação como médico e como professor, ele se emociona ao constatar que alguns de seus alunos, já captaram a essência da medicina. “Um dia desses um aluno me disse: ‘- Professor acabei de descobrir que a medicina é mística’. Isso me deixou muito feliz po
rque este aluno entendeu, de fato, o que é a medicina”. Dr. Jean é médico do Instituto de Infectologia de São Paulo, responsável pelo Ambulatório de AIDS no Idoso no Hospital Emílio Ribas e mestre em doenças infecciosas, com vários trabalhos publicados sobre o tema. Em 2010, lançou o livro “Sexo e Aids depois dos 50”. Formado em medicina pela UMC ele conta um pouco sobre sua história na UMC. Em que ano o senhor se formou? Há 20 anos, em 1992. Como está sua carreira hoje? Hoje, além de trabalhar em bons hospitais em São Paulo, como o Albert Einstein, o Samaritano, e São Camilo, ainda trabalho no Emilio Ribas, onde sou responsável pelo ambulatório de Aids em Idosos e sou professor da faculdade de medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, onde dou aulas para alunos do segundo, quarto e sexto anos. Com tudo isso, ainda sobra um tempinho para fazer consultório. O que a UMC representou para sua formação e para sua carreira? O curso de medicina de nossa faculdade tem o privilégio de sempre ter contado com professores de alto nível, com envolvimento e conhecimento técnico que me permitiram ter uma formação sólida, sem deixar dever nada a qualquer universidade pública. Aqui aprendi a respeitar o meu maior instrumento de aprendizado, o paciente, e dele poder fazer a arte de ajudar, isso eu devo aos meus mestres. Que conselho daria para os jovens que estão começando na universidade e no mercado de trabalho? Fazer aquilo que se gosta é o maior segredo do sucesso. Com isso, a necessidade de estudar se transforma em curiosidade e o conhecimento em consequência. Esse é o diferencial.