12/06/2026
Pelo quarto ano consecutivo, nós do CEI Jardim Icaraí compartilhamos nossa prática na Jornada Pedagógica. Uma prática construída por muitas mãos comprometidas e que, neste ano, se tornou ainda mais especial.
Diferentemente dos anos anteriores, em que nós, da equipe gestora, estivemos à frente do relato, desta vez foram as professoras Simeia e Raquel que apresentaram nossa experiência, trazendo à tona a alimentação para além do nutrir, compreendida como prática pedagógica. Tiveram como eixo a documentação pedagógica, que norteia os processos, historiciza percursos e evidencia uma construção vivida intensamente por tantas pessoas comprometidas com a infância.
Ninguém melhor do que elas para falar sobre uma prática que acontece no cotidiano, construída e ressignificada diariamente por quem a vivencia. Em um movimento constante de ação, reflexão e nova ação, elas se permitiram ser provocadas, revisitar concepções e transformar práticas. Da mesma forma, toda a equipe buscou, coletivamente, estratégias, assumiu compromissos e manteve-se firme na defesa de uma educação infantil de qualidade.
Dia após dia, demonstramos que é possível construir um trabalho pedagógico potente quando nos permitimos ser afetados, quando há intencionalidade, vontade e coragem para seguir aprendendo juntos. Afinal, entre o real, o ideal e o possível, o impossível é apenas uma questão de opinião.
03/06/2026
Professoras, gestoras, comunidade, alunos e ex alunos, todos unidos por um só objetivo 💛💙💚
28/05/2026
Berçário I A/B
Professoras: Simeia e Beatriz
27/05/2026
Alimentação para além do nutrir.
Mini história
Professora: Simeia Guedes
26/05/2026
Investigação: galhos, raizes e folhas do pé de hibisco 🌺
Professora Jaciane
MGII A
26/05/2026
Marcas da infância
Berçário II A/B
Professoras: Mayara e Maiara
26/05/2026
Inspirada nas instalações da artista Edith Derdyk, a proposta com fios e linhas pode transformar o espaço em um grande desenho tridimensional, explorando percursos, tensões, transparências, sombras e movimentos. A artista investiga a linha como experiência no espaço, utilizando fios, costuras e traçados suspensos em instalações efêmeras.
MGI C/D
Professoras: Bianca e Carolina
16/05/2026
No MGII A, uma ação cotidiana ganhou força como ponto de partida para um percurso investigativo: diariamente, as crianças costumavam trazer flores de hibisco para entregar às professoras. Esse gesto, carregado de afeto e pertencimento ao território, revelou um interesse do grupo pela flor tão presente no entorno do CEI.
A partir desse movimento, surgiram curiosidades sobre as partes que compõem a flor, o que é necessário para cultivá-la, onde ela nasce, como se desenvolve e quais transformações podem ser observadas em sua árvore. As hipóteses levantadas pelas crianças deram origem a um processo de investigação sobre o hibisco presente na rua do CEI.
Para ampliar esse olhar, foi realizada uma visita com a turma até a árvore, possibilitando que as crianças observassem de perto suas raízes, folhas, flores, cores, formas e demais características. Assim, o território passou a ser vivido como espaço de pesquisa, escuta e construção de conhecimento.
Cada criança coletou sua própria flor com intencionalidade investigativa, observando cores, formas, texturas e diferentes características do hibisco. Priorizamos as flores que já estavam no chão, fortalecendo com a turma conversas sobre cuidado, respeito e preservação da natureza.
Ao longo desse percurso, temos dialogado com as crianças sobre o fato de que o melhor lugar para a flor é na árvore, compreendendo que ela faz parte de um ciclo vivo e que a natureza precisa ser cuidada e respeitada.
Professora Jaciane
MGII A
15/05/2026
Projeto da turma MGII B, com foco nas construções e moradias presentes no território ao redor do CEI, bem como nas moradias das próprias crianças. Ao longo da semana, a professora potencializou a linguagem do desenho a partir da exploração da planta do bairro, promovendo momentos de observação, reconhecimento e diálogo sobre os espaços que fazem parte do cotidiano das crianças.
Durante as rodas e propostas, as crianças demonstraram interesse em identificar caminhos, localizar suas casas, reconhecer comércios, ruas e outros elementos presentes no território. A utilização da planta ampliou as possibilidades de investigação, favorecendo comparações, levantamento de hipóteses e representações gráficas construídas pelas crianças a partir de suas vivências e memórias do entorno.
A proposta também fortaleceu o sentimento de pertencimento e identidade em relação ao território, possibilitando que as crianças compartilhassem experiências sobre suas casas, as pessoas com quem vivem e as diferentes características das moradias observadas no bairro. A linguagem do desenho apareceu como importante ferramenta de expressão, comunicação e interpretação do vivido, indo além da reprodução, mas como forma de representar aquilo que faz sentido para cada criança dentro de suas experiências sociais e culturais.