Clinpsic Dra.Rosemary Jimenez

Clinpsic Dra.Rosemary Jimenez Psicanálise e Psicopedagogia

25/08/2026

Você já ouviu falar em fracking humano? A metáfora é do pesquisador Peter Schmidt e ajuda a pensar por que tantos pacientes chegam ao consultório com queixas de atenção.

Este é só um recorte. Falo sobre a metáfora inteira, os efeitos na clínica e como conduzir isso na escuta no vídeo completo do meu canal do YouTube. Link na bio.

Vale separar três coisas que costumam chegar embaraladas ao consultório.Existe o quadro clínico, que é sério e segue cri...
19/08/2026

Vale separar três coisas que costumam chegar embaraladas ao consultório.

Existe o quadro clínico, que é sério e segue critério: seis ou mais sinais, por pelo menos seis meses, em ao menos dois contextos, com prejuízo real.

Existe o sintoma de época, o cansaço produzido por uma cultura que mede o sujeito pela equação produtivo x improdutivo.

E existe o efeito do ambiente, a atenção fraturada por plataformas desenhadas para capturar.

Nem toda desatenção é transtorno. Parte dela é sintoma de uma época, e reconhecer isso não enfraquece o diagnóstico. Qualif**a a leitura e evita reduzir tudo a uma desordem química individual. Somos biopsicossociais.

Como você tem feito essa diferenciação nos seus atendimentos? Me conta nos comentários.

18/08/2026

Em junho concluí a formação em Movimentos Gerais, um método de observação de bebês desde a gestação. Cada movimento do bebê constrói caminho no cérebro, e observar isso nos primeiros meses de vida abre espaço para uma intervenção super a tempo. Cuidar da saúde mental começa antes do que a gente imagina.

Contei tudo em um vídeo no canal do YouTube. Link na bio.

Nomear é um gesto poderoso. Um diagnóstico organiza o caos, orienta o cuidado, tira o peso da culpa das famílias e dá ch...
12/08/2026

Nomear é um gesto poderoso. Um diagnóstico organiza o caos, orienta o cuidado, tira o peso da culpa das famílias e dá chão ao profissional diante de sintomas espalhados. Esse alívio é humano e legítimo, e não é dele que a psicanálise desconfia.

O que ela nos convida a olhar é o que vem depois. É preciso desconfiar das estratégias de nomeação que reforçam o domínio. Quando o diagnóstico e a medicalização transformam a resistência a um sistema numa falha individual, elas acabam naturalizando esse mesmo sistema. O sofrimento estrutural vira fragilidade pessoal, e a cultura que o produz sai ilesa.

Da psicanálise, eu trago uma chave que me organiza. Toda psicologia individual é também uma psicologia social, e não sou eu quem está dizendo isso, foi Freud quem marcou essa descoberta. O sujeito é parte de um todo, e nomear alguém é nomear junto sua família, sua escola, seu tempo.

Por isso sustento uma pergunta que parece incômoda, mas que considero necessária: é bom para o sujeito e para o entorno dele ser assim?

Não é sobre negar o diagnóstico. É sobre não parar nele.

Como você tem sustentado esse cuidado nos seus atendimentos? Me conta nos comentários.

Antes de fechar um diagnóstico de déficit de atenção, vale uma pergunta a mais: em que ambiente atencional esse sujeito ...
09/08/2026

Antes de fechar um diagnóstico de déficit de atenção, vale uma pergunta a mais: em que ambiente atencional esse sujeito vive?

Plataformas desenhadas para fraturar o foco, exigência de produtividade o tempo todo, quase nenhum espaço para as atenções que não cabem em métrica. Somos biopsicossociais. Reduzir tudo a uma desordem química individual é contar metade da história. Ver o ambiente é ver o sujeito por inteiro.

Existe um risco que a gente precisa nomear entre colegas. Quando a dificuldade de atenção do paciente é, em grande parte...
07/08/2026

Existe um risco que a gente precisa nomear entre colegas. Quando a dificuldade de atenção do paciente é, em grande parte, efeito de um ambiente construído para capturar, e a nossa resposta é apenas um diagnóstico, algo se perde no caminho.

Não é sobre negar quadros clínicos. Eles existem e precisam ser reconhecidos. É sobre não confundir sintoma de época com quadro, e não transformar uma questão estrutural, econômica e tecnológica numa falha pessoal.

Porque quando a gente faz esse atalho, o sistema que produz o sofrimento segue intacto, e quem carrega o peso é o sujeito. Sozinho.

A escuta psicanalítica oferece um outro caminho. Ela não abre mão do rigor diagnóstico, mas inclui uma pergunta a mais: em que terreno esse sintoma foi cultivado? Somos biopsicossociais, e toda psicologia individual é também uma psicologia social.

Reconhecer isso não enfraquece o diagnóstico. Qualif**a. E devolve ao sujeito o direito de ser lido por inteiro, e não reduzido a quatro letras.

Como você tem sustentado esse cuidado nos seus atendimentos? Me conta nos comentários.

Em junho concluí a formação em Movimentos Gerais, um método de observação de bebês que começa ainda na gestação e segue ...
03/08/2026

Em junho concluí a formação em Movimentos Gerais, um método de observação de bebês que começa ainda na gestação e segue nos primeiros meses de vida.

A proposta é acompanhar como o sistema nervoso central se organiza, olhando para os movimentos espontâneos do feto e depois do recém-nascido. É uma escuta do corpo antes das palavras.

Aprendi a responder perguntas que mudam a forma de olhar para essa fase inicial. Quando o feto começa a se movimentar. Quais são os primeiros movimentos. Como eles se conectam com a atividade motora que vem depois. E como acompanhar a variabilidade e a complexidade desses movimentos ao longo da gestação e nos primeiros meses.

Uma ideia me marcou especialmente. Cada movimento geral do bebê gera aprendizado cortical, ou seja, vai construindo caminhos no cérebro para o desenvolvimento motor, social e cognitivo. Observar isso nos primeiros cinco meses após o nascimento nos permite identif**ar cedo qualquer sinal de que algo pode não estar seguindo o curso esperado.

E é exatamente esse olhar precoce que abre espaço para uma intervenção super a tempo, aquela que não deixa o desenvolvimento seguir por um caminho mais difícil.

Sigo estudando porque acredito que cuidar da saúde mental começa muito antes do que a gente costuma imaginar. Começa na atenção ao corpo que ainda nem falou.

O primeiro movimento costuma ser mapear o sintoma. A psicanálise oferece outro ponto de partida: escutar o que essa disp...
29/07/2026

O primeiro movimento costuma ser mapear o sintoma. A psicanálise oferece outro ponto de partida: escutar o que essa dispersão está tentando dizer.

Digo isso a partir de algo que sustento há tempo. Somos seres biopsicossociais, e é inviável reduzir o adoecimento psíquico a uma desordem química individual. Toda psicologia individual é também uma psicologia social, e quem marcou essa descoberta foi Freud. O sujeito é parte de um todo. Falar em TDAH é falar num estilo de sofrimento, é falar em algo que falta.

Na prática, isso muda perguntas. Em vez de checar apenas em quais contextos o sintoma aparece, dá para investigar o que se espera dessa pessoa em cada um deles. Quem primeiro nomeou o problema, e o que essa pessoa esperava que acontecesse depois. O que essa dispersão protege ou evita. Que exigência de produtividade organiza o dia dela, já que vivemos numa cultura onde o que vale é a equação produtivo x improdutivo.

Repare no que isso abre. A dispersão deixa de ser só um déficit a corrigir e passa a ser uma via de acesso. Muitas vezes ali aparecem a angústia, o cansaço, a cobrança de uma casa inteira, o lugar que aquele sujeito ocupa num grupo.

Isso não substitui a avaliação nem descarta quadro clínico. Qualif**a a leitura. E é por isso que eu prefiro conduzir pela via dialógica, pela alteridade, trocando de lugar diante de um certo saber. Sigo gostando mais das perguntas do que das respostas prontas.

Que pergunta tem aberto mais coisa nos seus atendimentos? Me conta nos comentários.

É preciso desconfiar das nomeações que reforçam o domínio. Quando o diagnóstico e a medicalização transformam uma resist...
24/07/2026

É preciso desconfiar das nomeações que reforçam o domínio. Quando o diagnóstico e a medicalização transformam uma resistência legítima numa falha pessoal, eles naturalizam e aprofundam justamente aquilo que produziu o sofrimento.

Recusar esse atalho não signif**a recusar o diagnóstico. Signif**a não parar nele. É perguntar o que esse sintoma revela sobre o entorno, quem primeiro nomeou o problema e o que se esperava que mudasse depois do laudo. É lembrar que somos biopsicossociais e que toda psicologia individual é também uma psicologia social.

O caminho mais longo é o que faz jus ao sujeito.

Você já se pegou perto desse atalho? Me conta nos comentários como você tem feito para não seguir por ele.

O caminho mais fácil é transformar isso em condenação. A tela virou vilã, o paciente vira alguém sem força de vontade, a...
21/07/2026

O caminho mais fácil é transformar isso em condenação. A tela virou vilã, o paciente vira alguém sem força de vontade, a família vira culpada. Esse discurso é confortável e não muda nada. Pior, ele faz exatamente o que a lógica que criticamos faz: transforma uma questão estrutural em falha pessoal.

O uso mais útil é outro, entrar como curiosidade e não como julgamento. Em vez de perguntar quanto tempo de tela a pessoa tem, perguntar como é o dia dela. Em que momentos ela pega o celular sem perceber. O que acontece quando f**a alguns minutos sem estímulo nenhum. Como é o sono, o que vem antes de dormir. O que ela sente falta de conseguir fazer e não consegue mais.

Essas perguntas trazem material clínico de verdade. Elas revelam angústia, evitação, solidão, exigência de produtividade, coisas que estavam escondidas atrás da queixa de foco.

E vale ter clareza sobre o limite. Reconhecer o peso do ambiente não substitui a avaliação, não descarta quadro clínico e não adia encaminhamento. Ele qualif**a a leitura, torna o diagnóstico mais preciso e evita que a gente confunda sintoma com efeito de época.

No fim, é o mesmo movimento de sempre: olhar o sujeito inteiro, incluindo o terreno em que ele vive.

Como você tem trazido esse assunto para dentro dos seus atendimentos? Me conta nos comentários, quero aprender com a sua experiência também.

‌

Endereço

Rua Napoleão De Barros, 1025 Cj. 52
São Paulo, SP
04024003

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 21:00
Terça-feira 07:00 - 21:00
Quarta-feira 07:00 - 21:00
Quinta-feira 07:00 - 21:00
Sexta-feira 07:00 - 21:00

Telefone

+551150787168

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Clinpsic Dra.Rosemary Jimenez posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Clinpsic Dra.Rosemary Jimenez:

Atalhos

Compartilhar

Categoria