25/07/2025
Hoje é 25 de julho, um dia que carrega memórias, histórias e resistências — sobretudo de mulheres pretas, pardas, indígenas e quilombolas.
Mulheres corajosas, fortes, que muitas vezes choraram sozinhas, silenciosas para não acordar as crianças. Mulheres que resistiram e lutaram com o que tinham nas mãos.
O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha existe para lembrar a força, a luta e a ancestralidade de tantas mulheres que abriram caminhos às custas da própria felicidade, saúde e, tantas vezes, da própria vida.
Minha avó materna foi uma mulher doce, gentil, amorosa. Todos os netos a amavam. Minha mãe era sua filha preferida e sempre chorava ao falar dela. Minha avó partiu antes de eu crescer o suficiente para guardar memórias desses olhos de Oxum.
Minha mãe era firme, direta, sabia o que queria. Adorava conversar com vizinhos e amigas, gargalhava alto, falava com intensidade. Ela também se foi, deixando saudades imensas.
Minha irmã Dara é ventania, furacão e rio que passa sobre as pedras, sem se desviar. Minha irmã é a pura força da natureza, que me ensina todos os dias.
Hoje estamos aqui, eu e ela, unidas e cuidando uma da outra. Tenho certeza de que minha avó cuida da minha mãe e olha por nós. ♥️
Não conheci muitas pessoas que vieram antes de mim, mas faço questão de conhecer e cuidar das que vieram depois. Minhas sobrinhas são presentes lindos que amo ter por perto. 😍
Eu sou quem sou porque olhei para trás e vi as mulheres incríveis que vieram antes de mim. Por isso, não admito mais me apequenar, nem aqui, nem em ali. Em nome de todas as mulheres que vieram antes e depois de mim, farei o possível para ser colo para cada mulher que cruzar o meu caminho.
É na força do feminino que encontramos potência, transformação e florescimento. Sem isso, não chegamos a lugar nenhum. 💪🏽🌹
1° Foto: vó Maria (mãe da minha mãe)
2° Foto: Luci (minha mãe)
3° Foto: Eu merma
4° Foto: Dara (minha irmã)
5° Foto: Vitória, Dafny e Valentyna