30/04/2026
Na sua prática clínica, você já aplicou em si mesma(o) os recursos de estimulação cognitiva que vai utilizar com seus pacientes?
Essa não é uma pergunta retórica.
Intervenções que envolvem memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva ou velocidade de processamento frequentemente impõem uma carga cognitiva elevada — que nem sempre é evidente na análise tecnica da tarefa.
Sem uma vivência direta, frequentemente corremos o risco de:
^ superestimar a capacidade de engajamento do paciente
^ subestimar o nível de esforço mental exigido
interpretar como “resistência” aquilo que pode ser fadiga cognitiva
Testar o recurso em si não é apenas uma etapa de validação prática.
É parte do raciocínio clínico, e nos permite calibrar a demanda, tempo de exposição, nível de complexidade e, principalmente, expectativa terapêutica.
E então, na sua prática:
você sente na pele a experiência dos recursos que utiliza… ou apenas pressupõe sua aplicabilidade?
Provocando e abrindo a discussão 😎⌨️😎