03/08/2026
Por muito tempo a ideia de proteger a criança de qualquer frustração pareceu a coisa mais amorosa a se fazer. Evitar o choro, evitar o não, evitar o desconforto. Mas o que pesquisas sobre desenvolvimento infantil vêm mostrando é o oposto do que essa lógica prometia.
Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade de Berkeley, já mapeava nos anos 60 os estilos parentais e encontrou algo curioso: o estilo permissivo, aquele que evita frustrar a criança a qualquer custo, não produzia os adultos mais seguros. O estilo que combinava afeto com limites firmes, o autoritativo, sim.
O Center on the Developing Child, de Harvard, chama isso de tolerância à frustração. É uma habilidade que só se constrói vivendo pequenas frustrações, no tempo certo, com apoio de quem cuida. Quando isso não acontece em casa, a criança chega despreparada pro mundo lá fora, onde ninguém vai suavizar cada não.
Colocar limite não é o oposto de amar. É parte de amar bem.
Salva esse post pra lembrar disso na próxima vez que a birra começar. 💛