12/04/2026
USA aceitaram um acordo de paz provisório com cláusulas exigidas pelo Irã. Alguns entenderam que Trump havia feito o TACO novamente.
Mas o foco era outro, tomar conta do estreito, repor armamentos até o talo e reorganizar a estratégia.
A guerra retomará em breve e aproveite para retomar seus estoques com dólar barato.
10/04/2026
O governo tentou taxar a exportação de petróleo.
E perdeu na Justiça.
Mas o problema não é esse.
O problema é outro:
mudar a regra do jogo quando o investimento já foi feito.
Quando o ciclo é ruim → o risco é privado
Quando o ciclo é bom → governo quer uma fatia.
Isso afasta capital.
E sem capital… não existe energia.
09/04/2026
O Brasil exporta petróleo e importa fertilizante.
É o maior celeiro do mundo dependendo da Rússia e da China para plantar.
Não falta recurso. Falta decisão.
👉 Deslize e entenda por que o agro brasileiro está sentado numa bomba-relógio.
09/04/2026
Essa não foi a 1a vez que tentam. E não será a última.
A Justiça derrubou o imposto de 12% sobre exportação de petróleo. Cinco petroleiras foram ao judiciário e ganharam. O juiz foi cirúrgico: o governo confessou na própria MP que o objetivo era arrecadar, e imposto de exportação não existe para isso.
Mas não é novidade. Em 2023, o mesmo governo tentou o mesmo mecanismo com 9,2%. Foi derrubado na Justiça. A batalha anterior ainda não tinha desfecho quando relançaram a versão 2026, agora com alíquota maior.
Isso não é política energética. É confisco por design.
Estado que não assumiu risco, não investiu um centavo, mas aparece para capturar resultado quando o ciclo vira.
E a tal “provisoriedade”? Pura retórica. Quando o ciclo é negativo e preço em queda, margem destruída, projetos cancelados, o governo some. Nenhum royalty reduzido, nenhum alívio fiscal, nenhuma contrapartida. A solidariedade do Estado funciona em um sentido só.
Se passasse sem resistência, o template estaria validado para ir além do petróleo. Qualquer setor performando bem poderia ser o próximo alvo.
O judiciário segurou essa rodada. Mas quem decide investir no Brasil já leu o sinal, e não esquece.
08/04/2026
Carro popular novo não precisa de óleo barato. Precisa do óleo certo, e muitas vezes é o mais exigente da prateleira.
Motor pequeno não signif**a motor simples.
Os motores 1.0 e 1.3 de hoje são turbinados, compactos, com folgas mínimas, alta rotação e pouca ventilação interna. Trabalham no limite o tempo todo.
Esse motor não perdoa óleo fora de especif**ação.
A maioria deles sai de fábrica pedindo OW-20 ou 5W-30 sintético. Não por luxo. Por necessidade de projeto.
Colocar um óleo mineral barato num motor desse porque “é só um popular” é o caminho mais curto pro desgaste prematuro, consumo elevado e falha no turbo.
Veículo barato não é sinônimo de tecnologia ultrapassada. É o oposto.
💬 Você sabia disso? Comenta aqui o que usa no seu carro.
**ante
30/03/2026
O mundo tem dois gargalos energéticos ao mesmo tempo agora.
Estreito de Ormuz. Bab el-Mandeb. Os dois sob pressão.
21 MM de barris por dia passam por Ormuz. 5 MM pelo Mar Vermelho. Juntos, carregam boa parte da energia que move o planeta.
Isso não é geopolítica distante. É logística real com custo real.
E o Brasil sente, principalmente, pelo fertilizante.
Somos um dos maiores importadores do mundo. Qualquer perturbação nessas rotas vira frete mais caro, insumo mais caro, custo de produção mais caro.
Quando o agro sangra, a economia inteira sangra junto.
O diesel entra no jogo também. Mais risco global, mais volatilidade, mais pressão de preço.
Não acompanhe isso como notícia. Acompanhe como variável de custo.
23/03/2026
Um HB20 lançado há 14 anos por R$ 31.995.
Hoje, usado, vale R$ 39.384.
O carro não melhorou. A moeda encolheu.
E parte dessa conta passa pelo combustível.
Cada vez que o real se desvaloriza, o petróleo importado f**a mais caro. O diesel sobe. O frete sobe. E a inflação se espalha por toda a cadeia, incluindo o preço do carro na tabela FIPE.
O Brasil tem petróleo de sobra e ainda não resolveu seu déficit de refino. Seguimos reféns da paridade internacional e da taxa de câmbio.
A inflação no posto de combustível não é acidente. É escolha de política industrial.
17/03/2026
O governo deu com uma mão e tirou com a outra. E a conta vai chegar.
O governo anunciou uma medida para segurar o preço do diesel. Na teoria, parece bom. Na prática, tem um problema grave que ninguém está contando.
Para financiar o subsídio, criou um imposto de exportação sobre petróleo. Ou seja: empresas que investiram no Brasil, que correram riscos enormes para produzir petróleo aqui, agora serão punidas exatamente no momento em que o mercado finalmente as recompensa.
É como se o governo dissesse: "Você investiu, trabalhou, arriscou. Agora que deu certo, o lucro é nosso."
E tem mais. A justif**ativa oficial é que segurar o petróleo vai aumentar o refino no Brasil. Isso não é verdade. O problema brasileiro não é falta de petróleo — é falta de refinaria. Importamos mais de 600 mil barris de derivados por dia. Nenhum imposto de exportação resolve isso.
O que resolve é investimento privado em refino. Mas investimento privado exige segurança jurídica, regras estáveis e respeito aos contratos. Cada vez que o governo muda as regras no meio do jogo, esse investimento vai para outro país.
Sou crítico dessa medida não por questão política, mas por uma razão simples: passei 30 anos tentando trazer investimento privado em refino para o Brasil. Sei o quanto é difícil. E sei o quanto episódios como esse custam — não só hoje, mas por décadas.
O Brasil não vai se tornar independente em combustíveis com imposto. Vai se tornar com refinaria. E refinaria se constrói com investimento. E investimento vem com confiança.
Essa medida destrói confiança.