08/10/2020
Salve, salve, moçadinha!
O Cine Vestiba é um novo quadro do Solução, em que eu vou recomendar filmes muito tops e que você pode usar perfeitamente no vestibular.
Pode botar pipoca pra estourar que a gente vai de clássico, para começar com o pé direito. O filme da vez é “A Onda”, thriller alemão de 2008, dirigido por Dennis Gansel.
CUIDADO QUE A PARTIR DE AGORA TEM SPOILER. SIGA POR SUA CONTA E RISCO.
A Onda, Die Welle no original, é um drama e thriller alemão de 2008, dirigido por Dennis Gansel, que, acreditem ou não, é baseado emuma história real do professor Ron Jones.
O filme é mais ou menos assim: o professor do ensino médio, Rainer Wenger, ficou responsável de ministrar para sua turma como funcionava a autocracia. E, para isso, ele conduz um experimento em que ele simula com sua turma como funcionava o regime fascista. Ps: o cenário do filme é a Alemanha, tá, gente? Então a galera achava que seria impossível surgir uma ditadura na Alemanha Contemporânea.
No decorrer do projeto, eles criam uma saudação, um logotipo, um uniforme e um nome: “a Onda”. O professor estudou sobre técnicas de manipulação de massas e aplicou com a turma de forma “fictícia” –, só que, assim como aconteceu no século XX, de forma gradual e imperceptível, as individualidades dos alunos foram anuladas e criou um sentimento de grupo violento entre os meninos. Resumindo, criou um monstro e, no fim do filme, obviamente, da m*.
Algumas conclusões:
1- “O radicalismo e a dimensão que determinados ideais podem alcançar com as redes sociais é grande. Discursos de ódio ganham força e têm a possibilidade do anonimato, facilitando os ataques. A vontade dos jovens de pertencer a um grupo com o qual eles se identifiquem também existe. A internet potencializa essa situação e muitos movimentos extremistas se formam nessa dinâmica.
2- O filme apresenta uma situação muito comum atualmente: uma juventude descrente com o futuro que, por não enxergar uma identificação com a política, pode se deixar levar por ‘alternativas de governo’.
3- Também é possível estabelecer relações entre o filme e a situação nacional. A descrença e distanciamento de muitos jovens em relação à classe política pode abrir espaço para o crescimento de movimento.”
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