Conversas de Plantão

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Conteúdo para profissionais da área de saúde

13/05/2026

No Dia Internacional da Enfermagem e durante toda a Semana da Enfermagem, celebramos profissionais que sustentam o cuidado em saúde com presença, técnica, sensibilidade e humanidade.

A enfermagem está ao lado do paciente nos momentos mais difíceis: na dor, no medo, na incerteza, na esperança e também no fim da vida. São profissionais que muitas vezes percebem o sofrimento antes mesmo que ele seja verbalizado. Que acolhem famílias, organizam o cuidado, aliviam sintomas, escutam silêncios e ajudam a construir dignidade mesmo em cenários de grande vulnerabilidade.

Nos Cuidados Paliativos, o papel da enfermagem é absolutamente central. Não existe cuidado paliativo de qualidade sem uma equipe de enfermagem preparada, valorizada e respeitada. São eles que transformam protocolos em presença, medicações em conforto e decisões difíceis em cuidado contínuo e humano.

Celebrar a enfermagem é reconhecer que cuidar vai muito além de procedimentos técnicos. É reconhecer a coragem de quem permanece ao lado.

Gratidão e admiração por todos os profissionais de enfermagem que diariamente fazem da saúde um espaço mais humano. Muito obrigado Enfermeira Maria Aglay Bandeira, minha madrinha, por tudo que fez e é na minha vida.

ComunicaçãoEmSaúde ConversasDePlantão PalliativeCare Saúde Empatia Bioética UTI Oncologia CuidadoHumano

23/04/2026

A autonomia do paciente é um dos pilares da bioética, mas ela não é absoluta.

De acordo com a Resolução nº 2.232/2019 do Conselho Federal de Medicina (CFM), existe um limite claro:
há situações em que a recusa terapêutica é considerada inaceitável.

Isso ocorre por exemplo quando a recusa:
• coloca terceiros em risco
• envolve incapacidade de decisão do paciente
• ou configura risco grave e iminente à vida sem possibilidade de substituição proporcional

Nesses cenários, o médico não apenas pode, mas deve agir para proteger a vida e a segurança.

Mas atenção:
na prática clínica, a maioria das recusas não nasce da autonomia plena…
nasce do medo, da dor, da desinformação e da desconfiança.

Por isso, antes de enquadrar uma recusa como “inaceitável”, é preciso escutar.

Comunicação não é etapa.
É cuidado.

Entre o “não quero” e o “não aceito”, existe quase sempre uma história que ainda não foi compreendida.

E é aí que a medicina encontra seu papel mais humano.

CFM Autonomia ÉticaMédica

18/04/2026

A Recusa terapêutica raramente é só “não querer tratar”.
Na maioria das vezes, ela carrega medo, insegurança, experiências prévias difíceis — e, muitas vezes, desconfiança.

O Conselho Federal de Medicina, por meio da Resolução 2.232/2019, reconhece o direito do paciente de recusar tratamentos. Mas também nos lembra: há limites — especialmente nas situações de risco iminente de morte ou quando a recusa compromete terceiros. Nem toda recusa é aceitável.

Esse debate também ganha força no Brasil com a aprovação da Lei 15.378/2026, que instituiu o Estatuto dos Direitos do Paciente, garantindo autonomia, confidencialidade, segurança e o direito a acompanhante em serviços de saúde públicos ou privados.

Aqui a técnica precisa encontrar a bioética e ambas exigem algo fundamental: comunicação qualificada.

Como discute Daniel Forte, cenários de desconfiança pedem mais escuta, mais clareza e mais vínculo. Não se trata de convencer, mas sobretudo de compreender, alinhar expectativas e reconstruir confiança.

Os princípios bioéticos (autonomia, beneficência, não maleficência e justiça) permeiam todas essas discussões e são prima facie: nenhum é absoluto. Eles precisam ser ponderados, caso a caso, com responsabilidade moral e sensibilidade clínica em cada contexto.

Antes de interpretar a recusa como uma barreira intransponível …
vale a pena perguntar: o que esse “não” está tentando proteger?

Photos from Conversas de Plantão's post 29/06/2025

🩺 Treinar para cuidar melhor.
Na UTI, cada conversa pode mudar o rumo do tratamento — para melhor ou para pior.

O protocolo PARTNER, desenvolvido nos EUA, mostra que capacitar enfermeiros para conduzir reuniões familiares precoces, com escuta ativa e foco no que importa para o paciente, pode:
✔️ Reduzir o tempo e o custo de internação
✔️ Melhorar a experiência da família
✔️ Apoiar decisões mais alinhadas aos valores do paciente
✔️ Diminuir o sofrimento emocional da equipe

🔹 O segredo?
📍 Treinamento estruturado de 16 horas
📍 Reuniões familiares em até 72h da admissão
📍 Presença de um facilitador com expertise em comunicação

💬 Quando a comunicação é prioridade, o cuidado se torna mais humano, efetivo e sustentável.

📚 Referência: White DB et al. N Engl J Med, 2018.
🎨 Adaptação e arte:

👉 Salve, compartilhe com sua equipe e marque um(a) enfermeiro(a) que inspira confiança nas conversas difíceis.

Photos from Conversas de Plantão's post 10/03/2025

Há uma história milenar japonesa que fala da beleza dos Tsurus, aves semelhantes aos Grous e as Cegonhas, que teriam a possibilidade de viver mais de 1000 anos. Assim quem fizesse 1000 dobradura, origamis, de Tsurus, teria seu desejo atendido. Em 1955. Sadako Sasaki, uma menina japonesa com leucemia vítima da bomba atômica de Hiroshima, recebeu a visita de um amigo que a presenteou com um Tsuru. Sasako decidiu iniciar os origamis, esperançosa de sua cura e de qur não houvesse mais guerras; chegou até o de 644, no dia que faleceu. Seus amigos, comovidos, completaram os 356 que faltavam. Todos os mil Tsurus foram enterrados com Sadako.
Mil Tsurus ao lado de um leito: "Eu tenho esperança, mas acima de tudo, eu estarei ao seu lado". Comunicar vai muito além das palavras.

Photos from Conversas de Plantão's post 01/11/2024

O Protocolo Paciente foi desenvolvido no Brasil e serve como alternativa ao Protocolo Spikes na orientação e norteamento da Comunicação das Más Notícias. Se gostou, curta, compartilhe e salve o conteúdo pois isso nos ajuda que ele chegue a mais pessoas.

Photos from Conversas de Plantão's post 23/10/2024

EMPATIA (‘EM’ é o estar dentro) – a chave da empatia é a conexão, o ‘deixar se afetar pela dor do outro’ mesmo que eu não compartilhe com aquele estado no momento. Porém, sou capaz de me deixar afetar. E esse ‘deixar se afetar” não é sentir a dor do outro, mas se conectar com essa dor e a partir disso, perceber que esse outro tem um lugar dentro de você e se colocar à disposição para ajudá-lo. O intuito é estar ao lado para atuar ‘com’ e não ‘pelo’ o outro, permitir-se olhar através do prisma de valores do outro, evitando os pré-julgamentos. Adaptado de https://carlotas.org/bra/a-origem-da-palavra-empatia/

Photos from Conversas de Plantão's post 25/09/2024

A Conferência Familiar é um instrumento de grande importância na Comunicação tanto para o alinhamento de expectativas quanto rediscussão dos objetivos e do plano de Cuidados. Gostou do conteúdo, por favor curta, salve e encaminhe, assim você nos ajuda que ele chegue a muito mais pessoas. Vamos juntos 😃

Photos from Conversas de Plantão's post 09/09/2024

Nesse 09/09 vamos agradecer a todos esses profissionais que cuidam com tanto amor dos nossos filhotes que tanto amor incondicional trazem a nossas vidas. Feliz dia do Médico Veterinário, gratidão por tudo que vocês fazem 🙏. Se você tem fotos dos seus pequenos, compartilhem conosco nessa homenagem a todos os profissionais da Veterinária que tanto se dedicam a cuidar 😊

Photos from Conversas de Plantão's post 07/09/2024

Dia de muita Simulação Realística no Módulo de Comunicação em Situações Críticas junto a turma de Especialização em Terapia Intensiva do Instituto PAV. Sempre um intercâmbio de muito crescimento e aprendizado realizando junto aos nossos amigos da Medicina Veterinária. Gratidão imensa aos amigos e parceiros dr Rodrigo Maruccio, .vet e dra Paula pela confiança e suporte incrível de sempre. Vamos juntos 😃🙏

Photos from Conversas de Plantão's post 22/08/2024

🩺 A comunicação é a base de qualquer relacionamento, e na área da saúde, ela é essencial para salvar vidas. Quando a comunicação médica falha, as consequências podem ser graves: diagnósticos errados, tratamentos ineficazes e pacientes insatisfeitos.
🌟 No carrossel de hoje, vamos falar sobre a importância da comunicação médica e como ela impacta diretamente a qualidade do cuidado que oferecemos aos nossos pacientes.
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