13/11/2022
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O consumo excessivo de sal é considerado como a principal causa de mortalidade relacionada à má alimentação no mundo, e é natural que busquemos formas de reduzir esse consumo e achar substitutos.
👉Nesse sentido, vemos muitos defenderem o sal rosa do Himalaia como opção saudável, mas uma análise mais criteriosa não aponta benefícios quaisquer. Embora alguns advoguem a presença de minerais nesse sal, esse valor é irrisório se imaginamos que consumimos poucos gramas de sal por dia, ou seja, é impossível obter esses minerais em quantidade suficiente com o consumo de sal.
👉Inclusive, uma pesquisa da UFRJ, que foi apresentada em alguns eventos médicos levanta a questão da contaminação desse sal com substâncias que não são próprias para consumo, como gesso, sílica (areia) e outras, e q ele é insolúvel em água, o que não é apropriado para consumo humano. Devemos lembrar tb que esse sal não é iodado, e q a falta de iodo (presente em populações rurais, em geral) está associado a doenças de tireoide.
👉Não há estudos de boa qualidade comparando esse sal com sais comuns e por isso, ele não deve ser recomendado como sal de uso regular.
👉A melhor estratégia é tentar reduzir o consumo geral de sal, não só adicionado, mas em alimentos embutidos e ultraprocessados; sais light, com mais potássio, são de fato melhores, mas não agradam a todos.
👉Cuidado com o marketing, que pode ser maléfico à saúde, pois, ao acreditar que uma opção é melhor que outra, pode nos levar a consumi-las sem moderação!
Ref: Pink himalayan sea salt: an update. Science Based Medicine 2017