22/11/2021
O diagnóstico de TOC, pelo DSM-5, é dado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões são definidas por "pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento, durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e indesejados e que, na maioria dos indivíduos, causam acentuada ansiedade ou sofrimento", com o acréscimo de que "o indivíduo tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens ou neutralizá- -los com algum outro pensamento ou ação".
As compulsões são definidas por "comportamentos repetitivos (p. ex., lavar as mãos, organizar, verif**ar) ou atos mentais (p. ex., orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que o indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas", sendo que "os comportamentos ou os atos mentais visam prevenir ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos".
Muitas vezes estamos falando sobre pensamentos e comportamentos que geram vergonha e dúvidas terríveis a respeito de si mesmo ou de outras pessoas, e sobre uma percepção de que se está preso a algo extremamente doloroso de manejar... Por isso mesmo voltamos ao primeiro posto dessa sequência para perceber e reafirmar: TOC NÃO É ADJETIVO.