12/08/2026
Uma conversa que não acontece.
Um combinado que não se mantém.
Uma decisão que ninguém assume.
Um conflito que muda de rota
e reaparece em outro lugar.
Quando isso acontece, é comum olhar para o processo
ou investir em mais uma técnica de comunicação e liderança.
Só que o problema costuma começar antes da conversa.
A mudança sempre foi uma constante. O que mudou foi a velocidade com que ela acontece. A inteligência artificial acelerou ainda mais esse ritmo. Hoje, diferentes gerações, repertórios e prioridades precisam conviver sob a mesma cobrança por resultado imediato.
Ao mesmo tempo, os algoritmos nos cercam de ideias que confirmam o que já pensamos. Discordar, sustentar a tensão e permanecer curioso diante de perspectivas diferentes exige cada vez mais esforço.
Os efeitos já aparecem. Os afastamentos por transtornos mentais cresceram 79% no Brasil, enquanto os fatores de risco psicossociais passaram a integrar expressamente o gerenciamento de riscos ocupacionais. No mundo, apenas 20% dos profissionais estão engajados no trabalho.
Nesse cenário, maturidade relacional deixa de ser apenas uma competência interpessoal.
Ela passa a ser a capacidade de construir entendimento entre pessoas diferentes, coordenar ações, atravessar tensões e assumir responsabilidade pelos impactos produzidos nas interações.
Por isso, uma pergunta importa cada vez mais:
Como está a nossa capacidade de nos relacionarmos com quem pensa, reage e enxerga o mundo de um jeito diferente do nosso?
Oi