31/01/2025
Olá, buscadoras dos segredos da Natureza, sentem-se ao redor do caldeirão e ouçam bem, pois o oceano guarda muito a ser decifrado. Hoje falaremos de duas criaturas marinhas envoltas em mistérios: as Selkies e as Sereias. Muitos as confundem, mas são tão diferentes quanto a brisa do mar e a tempestade que se forma no horizonte.
As Sereias são elementais da água, espíritos encantados que moldam as marés e cantam com o próprio pulsar do oceano. Conhecidas como metade mulher e metade peixe, são intensas e profundas. Guardam o conhecimento das marés e do que está oculto nas profundezas. Paracelso, o grande alquimista e estudioso dos mistérios da natureza, no livro Liber de Nymphis, Sylphis, Pygmaeis et Salamandris (1566), descreve os elementais como seres que habitam os quatro elementos e menciona as Ondinas como espíritos aquáticos. Ele não usa o termo "sereia" diretamente, mas sua descrição se alinha com o conceito posterior de sereias, não menciona caudas de peixe ou aspectos monstruosos, mas descreve as Ondinas como mulheres muito belas e encantadoras, sem entrar em detalhes físicos específicos além disso.
As Selkies, por outro lado, são seres encantados que transitam entre dois mundos. Sua origem mitológica é incerta. Suas lendas surgiram nas Ilhas Orkney e Shetland, no extremo norte da Escócia. No mar, são focas; em terra, se transformam em mulheres de beleza sobrenatural. Mas há um segredo: sua pele de foca é a chave de sua liberdade. Se perdida ou roubada, ficam presas em forma humana, condenadas a uma vida longe das ondas. Muitas histórias falam de pescadores que escondiam essas peles para manter uma Selkie como esposa, mas a saudade do mar sempre chamava, e um dia, ao recuperar sua pele, a Selkie partia para nunca mais voltar. Pode-se aprisionar um corpo, nunca um coração. Este só se entrega se for conquistado.
Esta é a grande diferença entre elas, as Sereias nunca foram humanas – são forças puras da natureza. Já as Selkies vivem entre dois mundos. O ponto em comum mais forte entre ambas, é assim como em nós bruxas, a Liberdade.