21/06/2022
Nos dias 18 e 19 de junho, nós realizamos, em grupo, a nossa primeira ação presencial, desde que o período pandêmico foi decretado por causa da Covid-19.
O curso “Loucart & Modernismos: a quem serve a Arte dos pacientes-artistas do Juquery?” foi realizado no Sesc 24 de Maio e integrou o projeto “Por uma vida mais louca: democracia e luta antimanicomial'', idealizado via parceria entre Sesc-SP e Desinstitute.
No sábado, o curso tratou sobre a institucionalização da loucura a partir da criação do Complexo Psiquiátrico Juquery (Franco da Rocha-SP), bem como de algumas das obras artísticas produzidas por pessoas que foram asiladas nesta instituição manicomial.
A finalização contou com visita mediada à exposição “Raio-que-o-parta: Ficções do Moderno no Brasil” -, pela qual os diálogos foram expandidos diante das obras de Aurora Cursino, Caraiba, Arthur Amora, Madalena Reinbolt, Ioitiro Akaba, Adelina Gomes, Haruo Ohara, Tomie Ohtake e, entre outras e outros artistas que nos revelaram um modernismo mais plural e representativo.
No domingo, o roteiro compreendeu duas visitas mediadas. A primeira foi realizada no conjunto arquitetônico do antigo Complexo Psiquiátrico do Juquery (tombado pelo Condephaat), pela qual foi possível conhecer parte das dependências e do território local.
A segunda foi à exposição “Há Luz atrás dos muros” - curadoria Hélio Menezes .menezes e Pedro Quintanilha - do Museu de Arte Osório Cesar no propósito de observar as produções das pacientes-artistas expostas na mostra - ampliando, desse modo, os diálogos para um educar crítico, afetivo e interseccional.
Para além desse registro que compartilhamos aqui, comunicamos que em breve realizaremos outras proposições semelhantes a essa, visto que as nossas forças estão voltadas para promover proposições educativas plurais e representativas.