27/07/2026
Crônica — Viva a FILDA, viva Angola
Foi como entrar num coração pulsante: a FILDA, Feira Internacional de Luanda, abriu-se diante de mim como um mapa vivo do país. Primeira participação, primeiro espanto. Ali estava eu, com a Boutique of Languages, falando de idiomas, de pontes invisíveis que ligam Angola ao mundo. Mas o que mais me tocou não foi apenas o meu espaço — foi o país inteiro em movimento.
Famílias inteiras percorriam os corredores. Crianças curiosas faziam perguntas, e os pais, com olhos brilhando de orgulho, escutavam engenheiros da Sonangol explicarem sondas e operações, ou Moisés Campos, da Valoeste, narrando com entusiasmo a história das laranjas, do maracujá, das carnes que brotam da terra fértil. Era como se cada stand fosse uma janela aberta para o futuro.
O que vi não foi apenas comércio, mas combustão de trabalho. Fábricas a todo v***r, ideias em ebulição, o país caminhando com firmeza rumo ao desenvolvimento. Claro, há desafios — mas negar o progresso seria fechar os olhos ao que pulsa diante de nós.
Nunca senti tanto orgulho em ser angolano. Nunca foi tão claro que participar do desenvolvimento do meu país, mesmo com algo aparentemente simples como uma escola de idiomas, é um ato de pertença e de esperança. A Boutique of Languages não é só um projeto: é uma forma de dizer que Angola fala, que Angola se abre, que Angola aprende e ensina.
Os estrangeiros são bem-vindos — desde que tragam conhecimento, desde que somem. Aos que vêm apenas para especular ou difamar, disfarçados de bons pastores, digo: não venham. Angola não precisa de sombras, precisa de luz.
E naquele instante, entre vozes, risos de crianças e o orgulho dos pais, percebi: a FILDA não é apenas uma feira. É um espelho. Mostra quem somos, quem estamos nos tornando e quem ainda podemos ser.
Viva a FILDA. Viva Angola. Viva os angolanos.
Crispim Calonge