24/09/2026
Acabei de ler "Por que gritamos", da Elisama Santos . Embora seja um livro muito procurado por quem busca orientação parental, o que falou mais alto para mim foi uma lição que vai muito além de como educar uma criança. A leitura me fez pensar bastante sobre a urgência do nosso próprio autoconhecimento.
Nós passamos a vida inteira tentando acertar nas relações com as pessoas, mas muitas vezes esquecemos que as nossas reações, impaciências ou dificuldades de conexão nascem de traumas e medos que ainda não tivemos a coragem de encarar. A obra deixa muito claro que precisamos enfrentar a nossa própria história para conseguirmos ser pessoas melhores.
Isso é um movimento de dentro para fora. Precisamos exercitar o autoconhecimento e curar as nossas feridas para sermos melhores para nós mesmos em primeiro lugar. Só a partir desse ponto de equilíbrio interno é que teremos a condição real de sermos melhores para os outros, especialmente para aqueles que mais amamos.
Nesse processo de cura, aprendemos uma premissa fundamental. Não podemos colocar a responsabilidade de nos fazer felizes nos ombros de ninguém. Cada um é responsável pela minha própria felicidade. O descontrole emocional, a exaustão ou a falta de empatia quase sempre são um encontro com as nossas próprias projeções. Enquanto a gente não olhar para dentro com honestidade, continuaremos cobrando do mundo e das pessoas ao nosso redor uma paz e uma completude que nós mesmos ainda não construímos.
Recomendo imensamente a leitura. Não apenas para quem tem filhos, mas para qualquer pessoa que deseja construir relações mais saudáveis, autênticas e maduras, começando pela relação que temos com nós mesmos.