03/03/2026
Em 2020, eu comecei a sonhar com um pedaço de terra na roça.
Não era luxo.
Era um chamado.
Eu imaginava o cheiro de mato molhado.
O silêncio da manhã.
Um lugar para fincar raízes quando tudo lá fora fosse barulho.
Durante cinco anos eu alimentei esse sonho todos os dias.
Em silêncio.
Entre boletos, decisões difíceis e fases em que parecia longe demais. A vida continuou acontecendo.
Teve dia em que eu duvidei.
Teve dia em que pensei:
“Talvez não seja pra mim.”
“Talvez eu esteja querendo demais.”
Às vezes parece que o universo não está ouvindo.
Que você pede, pede… e nada acontece.
Que você não é merecedora daquilo que tanto deseja.
Mas existe uma diferença entre demora e preparo.
A “hora certa” quase nunca é a nossa hora.
É a hora em que a gente está pronta para sustentar o que pediu.
A hora chegou. Assinei a escritura de um terreno em Catuçaba.
E enquanto eu assinava, eu lembrava da versão de mim de 2020…
que só tinha fé e vontade.
Ela não desistiu.
E agora eu entendo:
sonhos não se realizam quando a gente quer.
Se realizam quando a gente continua querendo apesar do tempo.
01/03/2026
Você passou anos aprendendo a diagnosticar, intervir e salvar vidas. Desenvolveu precisão, responsabilidade e rigor técnico. Mas ninguém te ensinou a transformar essa excelência em liberdade profissional.
E quando a rotina começa a pesar, o plantão deixa de ser etapa e vira dependência silenciosa. Você trabalha muito. Entrega muito. Mas sente que poderia estar construindo algo mais alinhado com quem se tornou.
Não é falta de competência. É falta de formação estratégica.
Desejar previsibilidade financeira não diminui sua vocação. Querer trabalhar com mais autonomia não enfraquece seu compromisso com o paciente. Prosperar não é vaidade. É maturidade profissional.
Existe uma forma de integrar ciência, ética, lucro e prazer intelectual na mesma carreira. Sem abandonar seus valores. Sem virar algo que você não é.
Talvez o próximo passo da sua evolução não seja técnico. Seja estrutural.
Você não precisa escolher entre servir e prosperar. É possível fazer os dois com consciência e método.
22/02/2026
A iniciativa de criar um espaço para médicas explorarem a espiritualidade de forma aplicada, laica e profundamente embasada é um passo fundamental para a Medicina do Século XXI. A espiritualidade, quando desvinculada da religiosidade institucional, é a busca humana por significado, propósito e conexão com o transcendente, o que a torna uma dimensão essencial do cuidado integral e do bem-estar do próprio profissional de saúde.
O programa que proponho integra a rigorosa evidência científica com a vivência prática e o resgate do sagrado feminino e da conexão com a natureza. O objetivo é capacitar as médicas a utilizarem a espiritualidade como uma ferramenta clínica validada, ao mesmo tempo em que nutrem sua própria vida interior, prevenindo o burnout e promovendo uma prática médica mais humana e conectada.
Ficou interessada? Ouça este chamado! Link na Bio
03/02/2026
Talvez você tenha 42 anos.
Talvez tenha 37.
Talvez 48.
Mas se, em algum momento, você começou a sentir que uma vida que foi construída já não te habitou por inteiro… então isso aqui é pra você.
Chamam de crise dos 40.
De cansaço.
De ingratidão.
Mas o nome real é outro:
Crise de Autenticidade.
Ela não acontece quando algo dá errado.
Ela acontece quando tudo deu certo …
mas você precisou deixar partes do seu caminho para chegar até aqui.
Na antroposofia, existe um marco simbólico por volta dos 42 anos.
Um ponto em que a vida muda a pergunta.
Antes, ela perguntou:
“Como você vai se inserir no mundo?”
Depois, ela passou a perguntar:
“Esse mundo em que você se inseriu ainda é verdadeiro pra você?”
E quando a resposta começa a ser “não sei”…
o corpo sente antes da mente entender.
Vem o incômodo.
Apatia silenciosa.
A sensação de estar vivendo algo correto, mas não vivo.
Não há falta de vocação.
Não é desamor pela medicina.
Não é fraqueza emocional.
É dessalinhamento interno .
É quando a identidade que você construiu para dar conta da vida já não comporta a mulher que você se tornou.
E isso pode acontecer aos 42…
ou aos 35…
ou aos 50.
Porque não é sobre idade cronológica.
É sobre atualização de consciência .
A crise de mudança surge quando você não aceita mais viver só no modo função.
Quando servir já não pode mais significar se abandonar.
Quando prosperar já não pode mais vir acompanhado de culpa.
Ela não pede ruptura brusca.
Ela pede verdade .
Talvez você não precise mudar tudo.
Mas precisa entender o que está acontecendo dentro de você antes de continuar se exigindo como antes.
Ignorar essa crise não te mantém forte.
Só te mantém distante de si.
E entendo que isso não é o fim de sua carreira.
Pode ser, pela primeira vez, o início de uma carreira verdadeira .
✨ Se isso tocou você, não é coincidência.
É consciência pedindo espaço.
31/01/2026
Você pode fazer um carrossel nos stories do Instagram com fundo branco e letra preta e parar de dar desculpa por não ter tempo de postar. O mundo é dos rápidos!