Livre literatura

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Nossos cursos exploram o mundo das artes, sociedade e propõem reflexões críticas. A Livre Literatura é uma empresa com DNA USP, integrando o Hub USPInovação.

Oferecemos também aulas de metodologia da pesquisa, revisão e tradução de texto e assessoria acadêmica. Acreditamos que o conhecimento é um direito e prezamos pela clareza e objetividade, de maneira acessível a todos! Nossos cursos e aulas abordam importantes temas das humanidades, tais como obras narrativas literárias, percebendo criticamente as relações entre arte e sociedade, história, filosof

01/06/2026

Chegou ao nosso canal uma das conversas mais especiais que já registramos: a entrevista com Richard Blair, o filho de George Orwell. Está no ar hoje, e você precisa ver.

Essa é uma daquelas conversas que entram para a história do canal. Gravada quando a obra de Orwell entrou em domínio público, ela parte de um lugar que ninguém mais no mundo pode ocupar: o de quem conviveu com o autor de 1984 dentro de casa e viu, ao longo da vida, o próprio pai virar símbolo lido em todos os continentes. Na fazemos perguntas que vão da memória pessoal ao peso político da obra.

E aqui entra um detalhe que gera autoridade de verdade: essa entrevista nasceu do Dossiê George Orwell, publicado pela revista Intelligere da USP, uma publicação acadêmica que reuniu pesquisadores estudando Orwell de todos os ângulos, do sistema de dominação em 1984 ao totalitarismo construído nos pequenos gestos do cotidiano. Vem que tem pesquisa universitária séria transformada em conversa acessível.

E se você ainda não conhece o nosso canal, prepare-se: são dezenas de aulas abertas e gratuitas, com entrevistas que reuniram nomes como o quadrinista Fido Nesti, que adaptou 1984 para os quadrinhos, e John Rodden, uma das maiores autoridades mundiais sobre Orwell, além de pesquisadores do Brasil inteiro. É um acervo que muita gente paga caro para ter em curso fechado, disponível ali, de graça, esperando você apertar o play.

🎧 Sobre o áudio: a entrevista foi gravada por chamada de vídeo, e a captação ficou com algum eco. Para acompanhar com mais conforto, ative as legendas no player.

Ah, e f**a de olho por aqui nos próximos dias. Tem coisa grande chegando, e Orwell vai estar no centro dela. 👀

Photos from Livre literatura's post 30/05/2026

Tem dias em que a gente abre o celular, lê as notícias e sente que o mundo está afundando. E que o máximo que dá pra fazer é aceitar. Essa sensação tem nome, tem história, e já foi enfrentada antes.

🪽Walter Benjamin viveu a ascensão do fascismo nos anos 1930 e propôs algo que parece contraditório: organizar o pessimismo. Para ele, enxergar a gravidade da situação com clareza era o primeiro passo para agir, porque a paralisia também é uma escolha, e ela favorece quem está no poder.

👁️ George Orwell trabalhou como lavador de pratos, dormiu em albergues, lutou numa guerra civil. Escreveu sobre tudo isso sem nunca usar o sofrimento como desculpa para desistir de contar a verdade.Raymond Williams, décadas depois, formulou a ideia que conecta os dois: a esperança é uma construção. Torná-la possível exige trabalho. O desespero, por outro lado, vem de graça, e serve a quem quer que tudo continue como está.

Essa reflexão faz parte do que estamos desenvolvendo ao longo deste mês, como preparação para O mundo em ruínas, parte II, nosso curso que coloca Orwell e Benjamin em diálogo. A parte I entra na LivreTeca em 01/06 e o curso novo começa em 16/06. Link na bio.

Qual dessas três respostas faz mais sentido pra você hoje? Conta aqui nos comentários.

28/05/2026

💡Raymond Williams (1921-1988) foi um pensador galês, filho de trabalhadores, que se tornou um dos fundadores dos estudos culturais ao investigar como a literatura e a cultura se conectam com as desigualdades sociais.

Essa frase merece ser destrinchada. Williams percebeu que existe um tipo de pensamento crítico que, de tão focado em mostrar como as coisas estão ruins, acaba convencendo todo mundo de que nada pode mudar. Mas convencer alguém de que tudo está perdido é o contrário de ser radical: ser radical é ir à raiz dos problemas e, a partir daí, mostrar que existe saída.

Ontem, a Câmara aprovou com 472 votos a PEC que acaba com a escala 6x1. A proposta ainda precisa passar pelo Senado, mas o fato de ter chegado até aqui mostra que pautas consideradas impossíveis se movem quando a esperança se organiza em ação coletiva.

👁 Williams é um dos autores da bibliografia do curso O mundo em ruínas.

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27/05/2026

A sensação de abrir o caderno e encontrar um fichamento que você fez meses atrás, com referência de página, argumento central destacado e uma anotação sua que conecta o trecho com outro autor.

💡 Esse momento de “eu sabia o que estava fazendo” só acontece quando existe método por trás da leitura.
A maioria das pessoas grifa o livro inteiro achando que vai lembrar depois. Semanas passam, e o que resta é uma vaga sensação de “li algo sobre isso”. O problema nunca foi a memória: foi a ausência de um sistema que transforme leitura em registro utilizável.

Fichamento bem feito funciona como memória externa. Ele guarda o raciocínio no momento em que ele estava mais fresco, para que o seu eu do futuro agradeça em vez de xingar.

Você tem um método de anotação ou vai no instinto? 👁

27/05/2026

A diferença entre estudar muito e aprender pouco tem nome: falta de método.

Roteiro de Estudos Guiado da Livre é o caminho organizado pra quem quer construir repertório de verdade nessas férias e chegar no segundo semestre sabendo o que tá fazendo.

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Photos from Livre literatura's post 26/05/2026

💡Como identif**ar o ponto de vista político de um autor?

Essa é uma das perguntas mais importantes que a leitura crítica pode fazer. Porque todo texto carrega um lugar de fala, uma posição diante do mundo, mesmo quando tenta parecer neutro. E muitas vezes esse posicionamento aparece menos no que o autor diz e mais em como ele diz: na estrutura do texto, nas escolhas de linguagem, no que ele trata como óbvio.

Orwell e Benjamin são exemplos poderosos dessa discussão. Orwell declarava abertamente seu ponto de vista e escolhia narrar o mundo a partir dos que estão embaixo. Benjamin ia além: para ele, declarar posições era insuficiente, porque o autor precisava transformar a forma da escrita para que ela deixasse de reproduzir a ordem que ele pretendia criticar.

👁 No curso O mundo em ruínas, eu e o Caio trabalhamos essa relação entre forma, ideologia e ponto de vista em Orwell e Benjamin. Parte I na LivreTeca, parte II a partir de 16 de junho.

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25/05/2026

“Ele vai olhar para esse mundo em ruínas, para essa Londres que se despedaçou.”

Essa frase é de uma conversa que tive no podcast quando o Tomás Chiaverini me convidou para discutir se estamos vivendo numa distopia. A pergunta de partida era sobre 1984, mas a resposta que me interessava estava antes do romance: na Europa devastada pela guerra que Orwell observou de perto e que se tornou a matéria-prima da sua ficção.

1984 costuma ser lido como profecia, como se Orwell estivesse tentando adivinhar o futuro. Mas quando olhamos para a trajetória dele, percebemos que o livro é um retrato do presente que ele viveu: a vigilância, a manipulação da linguagem, a reescrita da história, tudo isso já estava acontecendo nos regimes totalitários dos anos 1930 e 1940. Orwell transformou em ficção o que tinha visto com os próprios olhos nas trincheiras da Espanha, nas ruas de Londres bombardeada, nos bastidores da propaganda política.

E é exatamente esse olhar para as ruínas que eu e o Caio vamos investigar no curso O mundo em ruínas (parte II), que começa em 16 de junho. O ponto de partida é a mesma pergunta que aparece no episódio: o que acontece com a narrativa, com a capacidade de contar a verdade, quando o mundo ao redor está desmoronando?

👁 O episódio completo está no Spotify (link nos stories). E para quem quiser ir além, a parte I do curso (6 aulas) está na LivreTeca, e as inscrições para a parte II estão abertas.

Photos from Livre literatura's post 25/05/2026

📚Os romances de Orwell são a ponta visível de um trabalho intelectual que se desenvolveu, ao longo de duas décadas, nos ensaios.

É ali que ele constrói e expõe seu método: a análise da linguagem como instrumento de poder, a defesa da prosa clara como posição ética, a investigação das condições materiais que determinam o que um escritor consegue ver e dizer.

Cinco desses ensaios atravessam diretamente os temas do nosso curso de junho. “A política e a língua inglesa” formula o vínculo entre clareza e honestidade intelectual. “Em defesa do romance” diagnostica a crise da forma literária em 1936, no mesmo ano em que Benjamin escreveu “O narrador” sobre o mesmo problema. “Dentro da Baleia” coloca o dilema central da aula 4 do curso: diante da catástrofe, o escritor deve se engajar ou aceitar o mundo como ele é?

Ler esses textos antes do curso cria uma base que permite ir mais fundo na análise comparada com Benjamin.

👁 O mundo em ruínas, parte I, em breve na LivreTeca. A parte II começa ao vivo em 16 de junho.

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Photos from Livre literatura's post 23/05/2026

💡 Você já sentiu que consome muita informação, mas tem dificuldade de contar o que viveu de um jeito que faça sentido para outra pessoa?

Walter Benjamin percebeu um problema em 1936 sobre a narração. Para ele, a capacidade humana de narrar experiências estava desaparecendo, e a causa não era falta de histórias: era o tipo de vida que a modernidade tinha criado.

Antes, o narrador era uma figura central na comunidade. Ele contava histórias que carregavam sabedoria acumulada, conselhos, sentidos compartilhados. Com a industrialização, as guerras e o avanço do capitalismo, essa figura foi sendo substituída pela informação rápida do jornal e pelo romance, que é lido em silêncio, sozinho.

A vivência (o que acontece com você) deixou de se transformar em experiência (o que se comunica e se transmite). E quando isso acontece, o conhecimento perde sua dimensão humana e vira mercadoria.

Parece distante de 2026? Benjamin diria que o processo só se aprofundou. Eu e o Caio analisamos essa crise no curso O mundo em ruínas. A parte I (6 aulas) está disponível na LivreTeca para assistir no seu ritmo. E a parte II, focada na narrativa e na forma literária, começa em 16 de junho.

📌 Você já tinha ouvido falar dessa distinção entre vivência e experiência?
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22/05/2026

📚 George Orwell além dos clichês de Internet

Muito se fala de 1984 e A Revolução dos Bichos, mas poucos dominam o verdadeiro rigor da crítica da obra de Orwell. Como o documentário de Raoul Peck deixa nítido, as contradições da nossa sociedade são engrenagens em pleno funcionamento.

🔗 Construa uma base sólida com o nosso DNA USP. Toque no link da bio e inscreva-se em O mundo em ruínas parte II.

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