02/07/2025
Siinto saudades só de pensar...
Só de pensar, queria eu fazer o tempo voltar...
em que os Candomblés, tinham chão de terra batida...
paredes pintadas de Cal...
uma cumeeira apenas, sem 2º andar...
em que as mulheres entravam na roda com saias simples porém bonitas e muito bem costuradas...aonde elas carregavam nos seios, laços singelos representando a feminilidade...
e que os orixás reluziam adês e adereços em latão...
azés eram traçados a mão...
em que as paredes brancas da casa era cobertas com simples folhas de mariwô...
em que durante a tarde, o fogo de lenha ardia em chamas preparando a comida do Orixá...
em que quando caía a noite e o Candomblé estava prestes a começar, se faziam rezas para o lampião o terreiro iluminar...
Candomblé que tinha poço...e cada Orixá tinha sua casa para morar...
Onde as mulheres exibiam belas baianas de de renda, com pés no chão, sem pinturas o rosto enfeitar...
Os Homens, com suas calças e camisas brancas de olho quase cegar....
Com o chão todo forrado de folha de eucalipto, o Candomblé começava, todos cantavam alegremente...quando o Orixá se manisfestava... Era uma gritaria só...todos anciosos esperando os Orixás em corte na sala entrar...
Pegavam as esteiras, no chão à forrar...
ali sentávam, e quando o Orixá vinha para o salão...mais uma vez! uma gritaria, que meus ouvidos quase ''estourar''...
Quando era tirado o 1° Orin pela Iyálorisá, todos respondiam em voz alta e no calor das palmas, sem o ritmo atravessar...
Quando o Orixá estava prestes a ir embora, lágrimas começavam a rolar...
e Quando terminava a barriga já ia a ''salvar''
Aquela mesa enorme, e tinha o tradicional, as vezes risoto, cabrito, galinha, arroz, farofa e tudo mais para a gula atiçar,
naquele tempo o que reinava mesmo era a água e o guaraná...
acabando tudo, o dia a clarear, deitávamos nossos Ori, para ele descansar!
Ai que Saudades da seriedade e da fé das pessoas. Candomblé antigo que praticavam nossos antigos.
Postado pela Àgbà Neide Castilho
(texto colhido nas redes sociais.)