05/12/2025
Founder não negocia com emoção, negocia com dados.
Entrar na negociação a partir do “preciso de dinheiro” e não a partir de uma tese clara de negócio + estratégia de captação geralmente leva a consequências bem ruins.
Quando o founder vem do lugar da carência (“qualquer cheque serve”, “preciso fechar rápido”), ele: Aceita o investidor errado
• Não avalia alinhamento de valores, visão e forma de trabalhar.
• Entra com alguém que não entende o setor, quer controlar tudo ou tem expectativa irreal de retorno e prazo.
• Resultado: conflito societário, travamento de decisões, desgaste emocional.
Foca só em valuation e esquece os termos
• Briga por “valuation alto” pra massagear ego ou “não f**ar mal na foto” com outros investidores.
• Ignora preferências de liquidez, direitos políticos, vetos, anti-diluição, mecanismos de saída, vesting do próprio founder etc.
• Depois descobre que “vendeu barato” não nas contas do valuation, mas nos direitos que entregou.
Não sabe exatamente quanto precisa nem pra quê
• Chega sem clareza de:
• tamanho do cheque,
• runway (quantos meses),
• milestones que pretende atingir com aquele capital.
• Isso passa insegurança pro investidor sério e, ao mesmo tempo, deixa o founder vulnerável a propostas que não fazem sentido (cheque pequeno demais, ou grande demais com excesso de controle).
Superpromete e subdocumenta
• Promete resultado que não consegue entregar pra “fechar o deal”.
• Não formaliza com cuidado: MOU, term sheet, acordo de sócios, vesting, governance.
• Lá na frente, vira cobrança ou ruptura de confiança.
Esquece que investimento é casamento societário, não empréstimo
• Trata a conversa como se fosse “pegar dinheiro e seguir a vida”, e não como uma relação de longo prazo, com direitos e deveres dos dois lados.
• Não define claramente como serão tomadas decisões, conflitos, entradas e saídas de sócios, novos aportes, liquidez etc.
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