Aprenda ECG

Aprenda ECG Aprenda ECG é dedicado ao ensino do eletrocardiograma de forma prática e baseada em evidências.

31/08/2026

Padrão rSr' em V1rSr' em V1 nem sempre é bloqueio de ramo. Sabe quando NÃO é causa?

Confere a resposta certa nos próximos segundos.

Curso completo de ECG → aprendaecg.com.br (link na bio)

🫀 DESAFIO ECG  #3Mulher, 64 anos, admitida no pronto-socorro com dor torácica típica de origem isquêmica.O ECG mostra bl...
26/08/2026

🫀 DESAFIO ECG #3

Mulher, 64 anos, admitida no pronto-socorro com dor torácica típica de origem isquêmica.

O ECG mostra bloqueio de ramo esquerdo (BRE).

Mas atenção: a presença de BRE não impede o ECG de fornecer pistas importantes para o diagnóstico de oclusão coronária aguda (OCA).

🔎 O achado-chave está em aVR.

Nessa derivação, observamos:

• QRS de baixa amplitude, < 6 mm
• supradesnível do segmento ST de aproximadamente 1 mm

Esse padrão preenche um dos critérios do Algoritmo de Barcelona para identif**ação de OCA na presença de BRE: desnível do segmento ST discordante do QRS em uma derivação na qual a amplitude máxima da onda R ou S é < 6 mm.

Além do Algoritmo de Barcelona, outros métodos que podem auxiliar nessa situação incluem os critérios originais de Sgarbossa e o critério modif**ado de Smith.

📌 Portanto, a resposta é: este ECG é sugestivo de oclusão coronária aguda, apesar da presença de BRE.

E o que aconteceu com a paciente?

A cinecoronariografia demonstrou uma lesão suboclusiva de um grande ramo ventricular posterior, e a paciente foi submetida à angioplastia com implante de stent.

💡 Mensagem prática: diante de um paciente com suspeita de síndrome coronariana aguda e BRE, não descarte o ECG. Analise a relação entre o segmento ST e o QRS — e não se esqueça de observar também a amplitude do QRS.

Você identif**aria esse achado antes de ver a resposta?

Salve este ECG para revisar depois e compartilhe com quem também gosta de desafios de eletrocardiografia.

20/08/2026

Evolução eletrocardiográf**a da OCAA evolução do infarto no ECG tem uma ordem certa — você conhece?

Confere se acertou nos próximos segundos.

Curso completo de ECG → aprendaecg.com.br (link na bio)

12/08/2026

Ritmo irregularmente irregular no ECG: já sabe qual é? 🫀

Testa nos próximos segundos.

Curso completo de ECG → aprendaecg.com.br (link na bio)

A Síndrome de Wellens pode se apresentar com dois padrões clássicos de alteração da onda T, geralmente mais evidentes na...
07/08/2026

A Síndrome de Wellens pode se apresentar com dois padrões clássicos de alteração da onda T, geralmente mais evidentes nas derivações V2 e V3:

- Padrão A: ondas T bifásicas, encontradas em aproximadamente 15% a 25% dos casos.
- Padrão B: ondas T profundamente invertidas, com inversão superior a 1 mm, presentes em cerca de 75% a 85% dos casos.

Esses padrões apresentam elevada especificidade para lesão signif**ativa da artéria descendente anterior: aproximadamente 99% para as ondas T bifásicas e 97% para as ondas T negativas. Além disso, quanto maior a profundidade da inversão da onda T, maior tende a ser a especificidade do achado.

Reconhecer esse padrão é fundamental, pois o ECG pode ser registrado em um momento sem dor e sem supradesnivelamento persistente do segmento ST. Por isso, ondas T aparentemente “isoladas” em V2-V3 nunca devem ser interpretadas fora do contexto clínico.

📚 Quer aprofundar sua interpretação do ECG? Acesse aprendaecg.com.br.

No curso Mestre do ECG, você encontra muitos traçados e casos para treinar a leitura na prática: mestredoecg.com.br.

Progressão lenta da onda R: um marcador de risco que não se sustentou.O padrão é comum nos laudos automáticos e costuma ...
06/08/2026

Progressão lenta da onda R: um marcador de risco que não se sustentou.

O padrão é comum nos laudos automáticos e costuma ser sinalizado como anormal. A evidência que sustentava esse peso vinha de coortes finlandesas que incluíam participantes com doença coronariana estabelecida.

No Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis, com 6.323 adultos livres de doença cardiovascular clínica e 14,1 anos de seguimento, a má progressão de R isolada não se associou de forma independente à mortalidade por todas as causas (HR 1,31; IC95% 0,99–1,73) nem a eventos cardiovasculares maiores (HR 1,29; IC95% 0,93–1,79). Ajustando para tabagismo atual e enfisema autorrelatado — ambos muito mais frequentes no grupo com o padrão — as estimativas se aproximaram ainda mais da unidade.

A leitura que f**a: o sinal prognóstico atribuído ao padrão parece pertencer ao contexto clínico em que ele aparece, não à voltagem em si.

DOI 10.1101/2025.08.04.25332992.

06/08/2026

D1 positivo, D2 negativo — o que isso diz sobre o eixo do QRS? 🫀

Testa nos próximos segundos e confere se acertou.

Curso completo de ECG, direto ao ponto → aprendaecg.com.br (link na bio)

Você sabe diferenciar ondas, segmentos, intervalos e durações no ECG?Essas medidas representam diferentes momentos da at...
05/08/2026

Você sabe diferenciar ondas, segmentos, intervalos e durações no ECG?

Essas medidas representam diferentes momentos da atividade elétrica cardíaca e são fundamentais para uma interpretação sistemática do traçado.

A onda P corresponde à despolarização atrial. O intervalo PR vai do início da onda P ao início do QRS e representa o tempo de condução do impulso dos átrios até os ventrículos.

O complexo QRS corresponde à despolarização ventricular, enquanto o ponto J marca a transição entre o final do QRS e o início do segmento ST.

O intervalo QT engloba a despolarização e a repolarização ventricular. Já os intervalos RR e PP ajudam a avaliar a frequência e a regularidade dos ritmos ventricular e atrial, respectivamente.

Mais importante do que decorar os nomes é compreender exatamente onde cada medida começa, onde termina e o que ela representa fisiologicamente.

Salve esta figura para consultar durante seus estudos e compartilhe com quem está aprendendo ECG.

📚 Continue estudando em aprendaecg.com.br

O sistema de condução é responsável por gerar e distribuir o impulso elétrico que coordena cada batimento cardíaco.Tudo ...
04/08/2026

O sistema de condução é responsável por gerar e distribuir o impulso elétrico que coordena cada batimento cardíaco.

Tudo começa no nó sinusal, localizado no átrio direito e considerado o marcapasso natural do coração. A partir dele, o estímulo elétrico se propaga pelos átrios, promovendo a contração atrial, e chega ao nó atrioventricular, onde ocorre um breve atraso para permitir o adequado enchimento dos ventrículos.

Em seguida, o impulso atravessa o feixe de His, divide-se pelos ramos direito e esquerdo e alcança as fibras de Purkinje, que distribuem rapidamente o estímulo pelo miocárdio ventricular.

A sequência pode ser resumida assim:

Nó sinusal → átrios → nó AV → feixe de His → ramos direito e esquerdo → fibras de Purkinje → ventrículos.

Esse percurso organizado permite que átrios e ventrículos sejam ativados de forma sincronizada. Alterações em qualquer ponto do sistema podem produzir achados importantes no ECG, como bloqueios atrioventriculares e distúrbios de condução intraventricular.

📚 Continue estudando eletrocardiografia em aprendaecg.com.br

Três coisas para olhar no ECG de uma criança.O ECG pediátrico é difícil por um motivo específico: a fisiologia normal mu...
03/08/2026

Três coisas para olhar no ECG de uma criança.

O ECG pediátrico é difícil por um motivo específico: a fisiologia normal muda enquanto a criança cresce. No recém-nascido o ventrículo direito ainda domina, e ao longo da infância as forças migram para a esquerda. O mesmo padrão pode ser tranquilizador aos 6 meses e preocupante aos 10 anos.

As diretrizes descrevem essa transição há décadas. O que ninguém tinha feito era medir o quanto ela acerta.

Foi isso que fomos verif**ar. Revisamos 1.637 ECGs de 12 derivações — 349 crianças com cardiopatia congênita confirmada e 1.288 com coração estruturalmente normal — e testamos três marcos de maturação:

1. R maior que S em V6
2. Eixo do QRS entre 0° e +180°
3. V1 conforme a idade — até os 3 anos a R ainda pode superar a S; dos 3 aos 8 ela precisa ceder ou f**ar abaixo de 6 mm; dos 8 em diante a S já deve dominar

Quando as três estão presentes, o traçado é tranquilizador. Quando alguma falha, ele merece uma olhada mais cuidadosa.

Os números: razão de verossimilhança positiva entre 5 e 7,5, e negativa entre 0,31 e 0,38, a depender da faixa etária. A discriminação é melhor justamente nos maiores, quando a regressão das forças direitas já deveria ter terminado.

Vale ser claro sobre o que isso é: uma triagem de dez segundos, não um diagnóstico. Deixamos onda P, segmento ST e onda T de fora de propósito — a pergunta era outra. Quando o traçado é sinalizado, a leitura completa continua obrigatória.

Salve para o próximo ECG pediátrico que aparecer.

📚 de Alencar JN, Costa IR, Monteiro JAM, Furtado JT, Sacre RC, Guerra CB, et al. Age-related ECG milestones for rapid detection of congenital heart disease in children: a diagnostic test accuracy study. J Electrocardiol. 2025;92:154101. doi:10.1016/j.jelectrocard.2025.154101

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Aprenda ECG posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar

Categoria