GRUPO Educat

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Professora Cláudia Ladvocat é uma profissional especializada em Administração e Gestão Escolar.

17/05/2026

Pessoas com altas habilidades/superdotação frequentemente relatam essa tendência de tentar resolver todos os problemas — próprios ou dos outros — por vários motivos cognitivos e emocionais que costumam aparecer juntos.

Existe frequentemente uma dificuldade em tolerar “pontas soltas”. O cérebro busca fechar o ciclo lógico ou emocional da situação numa tentativa, quase insana, de resolver, aquele problema, que muitas vezes nem pertence a ele. A pessoa não pensa apenas no problema atual. Ela pensa:
“E se isso acontecer?”
“O que levou a isso?”
“Como isso afetará o futuro?”
“O que poderia ter sido feito?”

Isso cria uma cadeia mental difícil de interromper. Quando algo parece injusto, incoerente ou mal resolvido, a mente retorna ao assunto, repetidamente, até resolvê-lo.

Em pessoas com dupla excepcionalidade, como Superdotação e Autismo ou qualquer outro tipo de dupla excepcionalidade, percebemos que estas atitudes se potencializam.

Devido ao perfeccionismo cognitivo muitos sentem necessidade de encontrar a melhor resposta possível. Então continuam revisando mentalmente cenários, diálogos e soluções.

Me conta, se isso acontece com você também e o que você faz 😉

14/05/2026

Falar em identidade autista significa enxergar o autismo não apenas como um diagnóstico médico ou um conjunto de déficits (Transtorno do Espectro Autista - TEA), mas como uma parte fundamental de quem a pessoa é.

Dentro deste contexto, a depressão muitas vezes acaba fazendo parte desta identidade, uma vez que ela aparece como uma comorbidade do autismo, nível I de suporte, em muitos casos.
O atendimento a adultos autistas, nivel I, com histórico de depressão exige um olhar muito cuidadoso para aquilo que está “por trás” dos sintomas depressivos. Em muitos casos, a depressão não aparece isoladamente, mas relacionada a anos de:
* camuflagem social (masking),
* sensação de inadequação,
* exaustão crônica,
* rejeições sociais,
* sobrecarga sensorial,
* dificuldades de pertencimento,
* traumas relacionais,
* cobranças excessivas,
* e diagnóstico tardio.
Em adultos autistas, especialmente os considerados “funcionais”, é comum que a depressão tenha características diferentes da população geral. Muitos relatam:
“Passei a vida inteira tentando ser alguém que eu não era.”Isso pode levar a esquemas profundos de inadequação. O que costuma ajudar no atendimento é a construção de segurança terapêutica, psicoeducação sobre autismo, trabalhar a sua identidade autística, intervenções emocionais concretas, regulação sensorial, cuidado com interpretações equivocadas, atenção especial ao risco suicida.
Abordagens especializadas, nesta realidade, são necessárias para ajudar o paciente com diagnóstico tardio e nível de suporte I, a se livrar das amarras que o prendiam a uma vida de máscaras, sem identidade, para uma vida real e com pertencimento.

A AVALIAÇÃO NÃO É O FIM MAS O COMEÇO DE UMA VIDA COM MAIS SENTIDO E QUALIDADE.

13/05/2026

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade na infância pode impactar diretamente o processo de aprendizagem, principalmente porque a criança costuma apresentar dificuldades em manter a atenção, organizar tarefas, controlar impulsos e sustentar o esforço mental por muito tempo. Isso não significa falta de inteligência ou desinteresse — muitas crianças com TDAH têm grande potencial, mas encontram obstáculos na forma como o cérebro regula atenção e funções executivas.

Em muitos casos, a criança sabe o conteúdo, mas não consegue demonstrar de forma consistente devido às dificuldades atencionais e executivas.

O acompanhamento ideal costuma envolver uma avaliação ampla e multidisciplinar, porque outras condições podem coexistir ou gerar sintomas parecidos, como:

* dificuldades específicas de aprendizagem;
* ansiedade;
* alterações emocionais;
* transtornos do neurodesenvolvimento;
* problemas de linguagem ou processamento auditivo.
A busca por acompanhamento geralmente inclui:
* avaliação médica com neuropediatra ou psiquiatra infantil;
* avaliação neuropsicopedagógica;
* investigação do funcionamento escolar;
* orientação à família;
* suporte pedagógico;
* intervenções voltadas às funções executivas, autorregulação e habilidades emocionais.

Quando o diagnóstico é bem compreendido e a intervenção ocorre precocemente, a criança tende a desenvolver estratégias compensatórias importantes e melhorar significativamente seu desempenho acadêmico, emocional e social.

Para a escola, também é importante compreender que:

* a criança não “faz porque quer”;
* punições constantes costumam piorar o quadro;
* adaptações simples podem ajudar muito;
* previsibilidade, rotina e instruções claras favorecem a aprendizagem.

O acompanhamento não busca “mudar quem a criança é”, mas ajudá-la a aprender de forma mais funcional, reduzindo sofrimento e fortalecendo autonomia e autoestima.

☎️ WhatsApp (12) 9 81896586
Cláudia Ladvocat
Neuropsicopedagoga Clínica
Analista do Comportamento Aplicada
ABA/ DENVER
Psicopedagoga Clínica e Institucional

09/05/2026

Hoje há um consenso crescente entre pesquisadores de que alterações motoras são muito frequentes no transtorno do espectro autista, embora não sejam consideradas critérios centrais no DSM-5-TR. Muitos estudiosos defendem, inclusive, que as dificuldades motoras deveriam receber maior atenção clínica e diagnóstica e inclusive passar a fazer parte dos critérios do DSM5.

Alguns pesquisadores sugerem que as alterações motoras podem aparecer muito cedo, antes mesmo das dificuldades sociais ficarem evidentes.

O que muitos estudos e relatos clínicos mostram é que, com o envelhecimento, algumas dificuldades motoras e executivas podem ficar mais evidentes ou mais cansativas de compensar.

Então aquilo que antes era “administrável” pode começar a exigir esforço excessivo.

Muitos estudos e relatos clínicos mostram benefícios bastante interessantes das artes marciais para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, principalmente quando a prática é adaptada, previsível e respeita o perfil sensorial do autista.

As artes marciais trabalham simultaneamente:

* coordenação motora;
* planejamento motor;
* equilíbrio;
* consciência corporal;
* regulação emocional;
* atenção;
* autocontrole;
* ritmo;
* previsibilidade;
* interação social estruturada.

E isso conversa diretamente com várias dificuldades frequentemente presentes no TEA.

Várias outras atividades, como as práticas corporais com previsibilidade como o pilates, natação, caminhada, yoga adaptada favorecem a coordenação motora específica dis autistas.

Me conta, qual a atividade física você faz?

05/05/2026
04/05/2026

A nossa linda Esther Bauer, 2e já conseguiu uma vaga no Polo de Super dotados de Joeinville, devido ao olhar atento de sua mãe que buscou uma excelente profissional para avaliar sua filha.
Faça como ela.

WhatsApp (12) 9 81896586
/SD

30/04/2026

Todo a nós devemos acreditar, nas dores e no potencial de cada ser humana, adulto ou criança com autismo, seja em qual nível de suporte ele se encontra.

29/04/2026

TOC

* Pensamentos intrusivos, indesejados

* Geram ansiedade/angústia

* Comportamento (compulsão) = tentativa de aliviar

* Ex: “Se eu não fizer isso, algo ruim vai acontecer”

👉 Existe sofrimento claro

27/04/2026

literalidade no autismo é uma característica bastante comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e diz respeito à tendência de interpretar a linguagem de forma concreta, ao pé da letra, com dificuldade para compreender significados implícitos, metáforas, ironias ou duplo sentido.
O que acontece na prática?

Pessoas autistas costumam ter um processamento mais direto da linguagem.
Isso não é falta de inteligência — é uma forma diferente de organizar e compreender a informação.

* Se alguém diz: “Estou morrendo de fome” → a pessoa pode pensar que há risco real de morte.

* “Segura essa ideia” → pode gerar confusão (como segurar uma ideia?).

* Ironia: “Nossa, você é super pontual!” (dito com atraso) → pode ser entendido como elogio real.

Por que isso acontece?

💜A literalidade está relacionada a algumas características cognitivas frequentes no TEA:

* Dificuldade na inferência social (ler intenções, contexto)
* Alterações na pragmática da linguagem (uso social da comunicação)
* Processamento mais lógico e concreto
* Menor acesso automático ao chamado “subtexto” social

Como isso aparece no dia a dia?

* Dificuldade em entender piadas e sarcasmo
* Confusão com expressões idiomáticas (“chutar o balde”, “dar um gelo”)
* Necessidade de instruções mais claras e objetivas
* Interpretação rígida de regras e falas

A literalidade não é um defeito, mas uma forma diferente de funcionamento. Muitas pessoas autistas desenvolvem, com apoio, a capacidade de compreender nuances — mas isso geralmente precisa ser ensinado explicitamente, não apenas esperado.

E você que tem TEA, conhece mais alguma expressão que você interpretava literalmente?
Manda a sua aqui embaixo !

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