17/05/2026
Pessoas com altas habilidades/superdotação frequentemente relatam essa tendência de tentar resolver todos os problemas — próprios ou dos outros — por vários motivos cognitivos e emocionais que costumam aparecer juntos.
Existe frequentemente uma dificuldade em tolerar “pontas soltas”. O cérebro busca fechar o ciclo lógico ou emocional da situação numa tentativa, quase insana, de resolver, aquele problema, que muitas vezes nem pertence a ele. A pessoa não pensa apenas no problema atual. Ela pensa:
“E se isso acontecer?”
“O que levou a isso?”
“Como isso afetará o futuro?”
“O que poderia ter sido feito?”
Isso cria uma cadeia mental difícil de interromper. Quando algo parece injusto, incoerente ou mal resolvido, a mente retorna ao assunto, repetidamente, até resolvê-lo.
Em pessoas com dupla excepcionalidade, como Superdotação e Autismo ou qualquer outro tipo de dupla excepcionalidade, percebemos que estas atitudes se potencializam.
Devido ao perfeccionismo cognitivo muitos sentem necessidade de encontrar a melhor resposta possível. Então continuam revisando mentalmente cenários, diálogos e soluções.
Me conta, se isso acontece com você também e o que você faz 😉
14/05/2026
Falar em identidade autista significa enxergar o autismo não apenas como um diagnóstico médico ou um conjunto de déficits (Transtorno do Espectro Autista - TEA), mas como uma parte fundamental de quem a pessoa é.
Dentro deste contexto, a depressão muitas vezes acaba fazendo parte desta identidade, uma vez que ela aparece como uma comorbidade do autismo, nível I de suporte, em muitos casos.
O atendimento a adultos autistas, nivel I, com histórico de depressão exige um olhar muito cuidadoso para aquilo que está “por trás” dos sintomas depressivos. Em muitos casos, a depressão não aparece isoladamente, mas relacionada a anos de:
* camuflagem social (masking),
* sensação de inadequação,
* exaustão crônica,
* rejeições sociais,
* sobrecarga sensorial,
* dificuldades de pertencimento,
* traumas relacionais,
* cobranças excessivas,
* e diagnóstico tardio.
Em adultos autistas, especialmente os considerados “funcionais”, é comum que a depressão tenha características diferentes da população geral. Muitos relatam:
“Passei a vida inteira tentando ser alguém que eu não era.”Isso pode levar a esquemas profundos de inadequação. O que costuma ajudar no atendimento é a construção de segurança terapêutica, psicoeducação sobre autismo, trabalhar a sua identidade autística, intervenções emocionais concretas, regulação sensorial, cuidado com interpretações equivocadas, atenção especial ao risco suicida.
Abordagens especializadas, nesta realidade, são necessárias para ajudar o paciente com diagnóstico tardio e nível de suporte I, a se livrar das amarras que o prendiam a uma vida de máscaras, sem identidade, para uma vida real e com pertencimento.
A AVALIAÇÃO NÃO É O FIM MAS O COMEÇO DE UMA VIDA COM MAIS SENTIDO E QUALIDADE.
13/05/2026
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade na infância pode impactar diretamente o processo de aprendizagem, principalmente porque a criança costuma apresentar dificuldades em manter a atenção, organizar tarefas, controlar impulsos e sustentar o esforço mental por muito tempo. Isso não significa falta de inteligência ou desinteresse — muitas crianças com TDAH têm grande potencial, mas encontram obstáculos na forma como o cérebro regula atenção e funções executivas.
Em muitos casos, a criança sabe o conteúdo, mas não consegue demonstrar de forma consistente devido às dificuldades atencionais e executivas.
O acompanhamento ideal costuma envolver uma avaliação ampla e multidisciplinar, porque outras condições podem coexistir ou gerar sintomas parecidos, como:
* dificuldades específicas de aprendizagem;
* ansiedade;
* alterações emocionais;
* transtornos do neurodesenvolvimento;
* problemas de linguagem ou processamento auditivo.
A busca por acompanhamento geralmente inclui:
* avaliação médica com neuropediatra ou psiquiatra infantil;
* avaliação neuropsicopedagógica;
* investigação do funcionamento escolar;
* orientação à família;
* suporte pedagógico;
* intervenções voltadas às funções executivas, autorregulação e habilidades emocionais.
Quando o diagnóstico é bem compreendido e a intervenção ocorre precocemente, a criança tende a desenvolver estratégias compensatórias importantes e melhorar significativamente seu desempenho acadêmico, emocional e social.
Para a escola, também é importante compreender que:
* a criança não “faz porque quer”;
* punições constantes costumam piorar o quadro;
* adaptações simples podem ajudar muito;
* previsibilidade, rotina e instruções claras favorecem a aprendizagem.
O acompanhamento não busca “mudar quem a criança é”, mas ajudá-la a aprender de forma mais funcional, reduzindo sofrimento e fortalecendo autonomia e autoestima.
☎️ WhatsApp (12) 9 81896586
Cláudia Ladvocat
Neuropsicopedagoga Clínica
Analista do Comportamento Aplicada
ABA/ DENVER
Psicopedagoga Clínica e Institucional
09/05/2026
Hoje há um consenso crescente entre pesquisadores de que alterações motoras são muito frequentes no transtorno do espectro autista, embora não sejam consideradas critérios centrais no DSM-5-TR. Muitos estudiosos defendem, inclusive, que as dificuldades motoras deveriam receber maior atenção clínica e diagnóstica e inclusive passar a fazer parte dos critérios do DSM5.
Alguns pesquisadores sugerem que as alterações motoras podem aparecer muito cedo, antes mesmo das dificuldades sociais ficarem evidentes.
O que muitos estudos e relatos clínicos mostram é que, com o envelhecimento, algumas dificuldades motoras e executivas podem ficar mais evidentes ou mais cansativas de compensar.
Então aquilo que antes era “administrável” pode começar a exigir esforço excessivo.
Muitos estudos e relatos clínicos mostram benefícios bastante interessantes das artes marciais para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, principalmente quando a prática é adaptada, previsível e respeita o perfil sensorial do autista.
As artes marciais trabalham simultaneamente:
* coordenação motora;
* planejamento motor;
* equilíbrio;
* consciência corporal;
* regulação emocional;
* atenção;
* autocontrole;
* ritmo;
* previsibilidade;
* interação social estruturada.
E isso conversa diretamente com várias dificuldades frequentemente presentes no TEA.
Várias outras atividades, como as práticas corporais com previsibilidade como o pilates, natação, caminhada, yoga adaptada favorecem a coordenação motora específica dis autistas.
Me conta, qual a atividade física você faz?
30/04/2026
Todo a nós devemos acreditar, nas dores e no potencial de cada ser humana, adulto ou criança com autismo, seja em qual nível de suporte ele se encontra.
29/04/2026
TOC
* Pensamentos intrusivos, indesejados
* Geram ansiedade/angústia
* Comportamento (compulsão) = tentativa de aliviar
* Ex: “Se eu não fizer isso, algo ruim vai acontecer”
👉 Existe sofrimento claro
27/04/2026
literalidade no autismo é uma característica bastante comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e diz respeito à tendência de interpretar a linguagem de forma concreta, ao pé da letra, com dificuldade para compreender significados implícitos, metáforas, ironias ou duplo sentido.
O que acontece na prática?
Pessoas autistas costumam ter um processamento mais direto da linguagem.
Isso não é falta de inteligência — é uma forma diferente de organizar e compreender a informação.
* Se alguém diz: “Estou morrendo de fome” → a pessoa pode pensar que há risco real de morte.
* “Segura essa ideia” → pode gerar confusão (como segurar uma ideia?).
* Ironia: “Nossa, você é super pontual!” (dito com atraso) → pode ser entendido como elogio real.
Por que isso acontece?
💜A literalidade está relacionada a algumas características cognitivas frequentes no TEA:
* Dificuldade na inferência social (ler intenções, contexto)
* Alterações na pragmática da linguagem (uso social da comunicação)
* Processamento mais lógico e concreto
* Menor acesso automático ao chamado “subtexto” social
Como isso aparece no dia a dia?
* Dificuldade em entender piadas e sarcasmo
* Confusão com expressões idiomáticas (“chutar o balde”, “dar um gelo”)
* Necessidade de instruções mais claras e objetivas
* Interpretação rígida de regras e falas
A literalidade não é um defeito, mas uma forma diferente de funcionamento. Muitas pessoas autistas desenvolvem, com apoio, a capacidade de compreender nuances — mas isso geralmente precisa ser ensinado explicitamente, não apenas esperado.
E você que tem TEA, conhece mais alguma expressão que você interpretava literalmente?
Manda a sua aqui embaixo !