Projeto Macabéas

Projeto Macabéas

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- Conversas sobre escritoras brasileiras. Criado pela jornalista Heloísa Iaconis (@heloiaconis).
- Conheça o Cursinho Macabéas (aulas de português).

22/05/2022

Nélida Piñon, Hilda Hilst, Wilson Martins e Lygia Fagundes Telles em reunião na casa de Guilherme Figueiredo. Rio de Janeiro, 1980. Foto: Ana Vitória Mussi. Acervo Lygia Fagundes Telles/IMS. Repost (Facebook). . . .

06/09/2021

Hoje, dia 6 de setembro de 2021, o programa Roda Viva (TV Cultura) recebe a escritora Conceição Evaristo. A conversa vai ao ar às 22h e, na bancada de entrevistadores, há a também poeta Elisa Lucinda. Marquem na agenda! 💫 🧡

📷 Foto: Site do Sempre um Papo.

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16/06/2021

A escritora Lorena Sodré (.inverso) está se preparando para lançar, em breve, o seu primeiro livro, “Saudade Manda Lembrança” (2021). Eis que, nesse processo de quase estreia, ela resolveu pensar sobre algumas das autoras de hoje-agora-deste-nosso-tempo, contemporâneas sim, artistas que seguem avivando a literatura brasileira. Para o Macabéas, Lorena separou dez indicações dessas suas companheiras de ofício e época. Cinco obras de prosa, cinco de poesia. Neste post, falaremos das de linhas largas, textos corridos, cinco títulos que, de formas distintas, abraçam a dimensão coletiva que nos atravessa. Vejam só a seleção de Lorena no campo da prosa: “No Fundo do Oceano, os Animais Invisíveis” (2020), de Anita Deak (); “No Útero não Existe Gravidade” (2020), de Dia Nobre (.nobre); “Pequena Coreografia do Adeus” (2020), de Aline Bei (); “O Pássaro Secreto” (2020), de Marilia Arnaud (); “Os Anões” (2010), de Veronica Stigger (). 💛 . . . . . . .

10/06/2021

Pagu, Patrícia Rehder Galvão, fez aniversário (no presente, sempre no presente) ontem. Cento e onze anos. Agora, no caminho dos cento e doze. E sempre no presente, sempre. 💛 | 📷 Site: InfoEscola. .

23/05/2021

Ana Cristina Cesar diz: “é sempre mais difícil ancorar um navio no espaço”. Esse verso é, a valer, um poema todo, inteiro, completo, “Recuperação de adolescência” o título, o nome, do livro “A Teus Pés” (1982). Mais: é o todo, o inteiro, o completo que fez Ana C. se tornar a poeta do coração de Giovanna (). O poema-verso coroou o que Ana ensinou à leitora: aprender a se encontrar. Encontrar-se como quem se vê navio posto no espaço, sabe? Pois é. Para Giovanna, a poeta veio como um presente: aos quinze anos, Gi ganhou “Poética” (2013), antologia completa (inteira e toda), de um primo querido. Descobriu, pouco depois, que o presente era, na verdade, matéria de dois em um: além da obra de papel, havia Ana, Ana mesmo, a artista, em forma de voz amiga que passou, então, a acompanhar Giovanna. Amiga, amiga que aconselha, chacoalha, te põe a pensar e a sentir e a ser. Com um tom intimista, confessional, de conversa aberta, a poesia de Ana C. segue com Gi, entranhada em cada domingo, domingo que se nega a ser pura melancolia de pré-segunda. Como hoje. Domingo é dia de Giovanna voltar a se encontrar em Ana C., a colar adesivos nas páginas favoritas, a se maravilhar com as palavras que são, a um só tempo, explosão poética e papo cúmplice. Por isso, Ana Cristina Cesar diz, continua dizendo, poeta do coração de Giovanna, no presente que não é o dela e é sempre o dela. Sempre ela, Ana C., bússola que leva Gi a se encontrar. 💗

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01/05/2021

1º de maio é a data em que se comemora o Dia da Literatura Brasileira. Para celebrar, que tal ler três poemas inéditos de Ana Martins Marques? “Alba”, “Poema com o som de sua própria fabricação” e “Ofélia aprende a nadar” fazem parte do novo livro da poeta, intitulado “Risque Esta Palavra”, e podem ser lidos no site do Suplemento Pernambuco (). A sétima obra de Ana será lançada em junho. Viva Ana Martins Marques e todas as mulheres que compuseram e compõem a nossa literatura. 💜 | 📷 Foto: Companhia das Letras (). . .

17/04/2021

Lygia Fagundes Telles e Ruth Guimarães em 1950. 🖤 (Repost .sem.rabo).

📷 Foto: Flinksampa/BBC News Brasil.

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01/04/2021

Últimos dias para se inscrever no Cursinho Macabéas antes do início das aulas (que começam no sábado, dia 3 de abril). Divulguem! 🧡

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01/04/2021

E eu sei? ❤️ Frame da entrevista de Clarice à TV Cultura, gravação feita em 1977 (ano do falecimento da escritora). .

30/03/2021

Mas há coisas que, mesmo depois de terem acontecido, continuam a acontecer. Sim, é sim, concordo. Foi o que pensei, tão logo a sentença em questão me tomou: sim, é sim, concordo. Em sua carta para os filhos, Júlia escreve isso e escreve mais. Muito mais. Escreve, por exemplo, sobre quão desesperadora é a busca pela palavra certa. E ela existe? A palavra certa, no caso. Existe? Como escrever sobre a imagem que vai e volta, vai e volta, imagem que insiste em escapar das letras, não cola, não cola, como escrever? Escrevendo: eu fui estuprada. A mãe de vocês, Antonia e Martim, foi estuprada. Essa violência sem tamanho forma o eixo de “Vista Chinesa” (2021), romance de Tatiana Salem Levy (). O título remete ao local, no Rio de Janeiro de 2014, Rio da Copa e das Olimpíadas e da euforia e do agora o futuro chega, na mata desse Rio, local onde a protagonista é estuprada em uma tarde de terça-feira. Júlia, a arquiteta, a que não era ainda mãe dos gêmeos, a personagem, a vítima baseada em uma mulher gente de carne e osso e coragem. A brutalidade central da trama aconteceu, na Vista Chinesa de fato, com uma amiga da autora. E, desse horror, Tatiana cria uma mulher que é uma e tantas todos os dias. Elas, as Júlias, Júlias que foram correr, elas existem e continuam existindo. São parágrafos curtos, de sacudir coração apertado. São parágrafos maiores, de vírgulas que têm a exata razão de estarem ali, domínio total do ritmo que mais me fascina na ficção: o ritmo de uma mulher que se põe a elaborar. Vai e volta, vai e volta, como imagem, o tempo vai e volta: ora no antes, ora no momento brutal; ora no agora enunciado, ora na viagem para o México; ora com a polícia (que só quer achar um culpado qualquer), mais um suspeito, outro e outro, ora no parto. Em um jogo de distensão e espasmo da palavra (a palavra certa?), a escritora ergue alguém que se faz dona da própria história. A obra traz não apenas o abominável (em nada suavizado, em nada posto embaixo das folhas), mas também a possibilidade de vida depois de se ter ficado cara a cara com o mal. A possibilidade de existir – a mulher e a escrita. Como? Escrevendo: eu estou viva. 💥 . . .

28/03/2021

Quem não é apaixonado por Macabéa? Por aqui, a protagonista de “A Hora da Estrela” (1977) é tão amada que inspirou o nome do nosso projeto-cursinho. Na imagem, um manuscrito do livro, prova do jeito que Clarice, a autora infinita, criava: escrevendo trechos, um parágrafo aqui, outro ali. Num pedaço de papel, no verso de um talão de cheque. E, depois, Clarice organizava tudo, dava unidade e punha no mundo gente tão viva como Macabéa. Digo gente e digo viva, porque, às vezes, até me esqueço de que Macabéa é personagem, tão amada ela é por aqui. ❤️

📷 Foto: Instituto Moreira Salles (), cujo Acervo de Literatura conta com muitas preciosidades de Clarice. . . .

27/03/2021

Atenção, pessoal: falta uma semana para o Cursinho Macabéas começar! Você é vestibulande ou conhece estudantes que podem se interessar pelas aulas? Compartilhe, por favor! Mais informações em: bitly.com/cursinhomacabeas. 🧡

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