Em 2011, o cientista da computação Scott Aaronson, da Universidade do Texas, delineou os fundamentos do que seria um computador quântico baseado em luz mas, frente à opinião de colegas físicos de que ele jamais funcionaria, engavetou o projeto – para vê-lo concretizado nove anos depois. “Não achei que isso aconteceria tão cedo. Tiro meu chapéu para eles.” Aaronson se referia aos físicos Chao-Yang Lu e Jian-Wei Pan, que tornaram possível ao computador quântico Jiuzhang alcançar a supremacia quântica.
Construído na Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC) em Xangai, o Jiuzhang tem uma configuração complicada: um laser na estrutura atinge 25 cristais feitos de fosfato de titanil potássio — ao serem atingidos, cada um deles libera dois fótons em direções opostas. Estes são, então, enviados por 100 caminhos diferentes, percorrendo trilhas feitas com 300 prismas e 75 espelhos. Finalmente, eles caem em 100 canaletas diferentes, onde são detectados.
Ao perceber que um computador quântico fotônico universal demandaria milhões de lasers, espelhos e outros dispositivos ópticos, a comunidade científica enterrou a ideia — até que Aaronson e o físico Alex Arkhipov, à época seu aluno, tiveram a ideia de usar o conceito de amostragem de bóson: o computador quântico teria apenas alguns lasers, espelhos, prismas e detectores de fótons.
BICT UFMA
Curso Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia
O curso do BICT foi concebido na formação generalista, possibilitando a diplomação plena em Ciência e Tecnologia e, constitui-se base para o primeiro ciclo dos Cursos de Engenharia da UFMA.
01/01/2021
Feliz Ano Novo!
Que 2021 venha cheiro de inovações e boas novidades.
#2021
Um pouco antes de publicar sua teoria da relatividade geral, Einstein descreveu esses objetos, formados por um processo chamado “lente gravitacional”, que faz com que a luz que brilha de longe seja curvada pela gravidade de um objeto entre sua fonte e o observador. 🤓 “Nesse caso, a luz da galáxia de fundo foi distorcida pela gravidade do aglomerado de galáxias à sua frente”, explica a Nasa.
Einstein previu o fenômeno em 1912, mas o primeiro a descrevê-lo foi o físico russo Orest Chwolson, em 1924, que menciona ainda o “efeito halo” causado pela gravidade quando a fonte, a lente e o observador estão em um alinhamento quase perfeito. 🌍 Em uma carta escrita em 1936, Einstein comentou que “não há esperança de observar esse fenômeno diretamente. Em primeiro lugar, dificilmente nos aproximaremos suficientemente de tal linha central”.
O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, conseguiu o raro registro de um anel de Einstein-Chwolson, resultado da distorção da luz de uma galáxia elíptica a 4 bilhões de anos-luz de distância.
O ponto mais curioso 🧐 do fenômeno é que a Terra está quase alinhada com as duas galáxias. Isso fez com que a gravidade do aglomerado deformasse a luz da galáxia de fundo ao ponto de criar um anel quase perfeito. 💫
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10/08/2017