Em 2012, São Luís do Maranhão completa 400 anos e a pergunta que os futuros arquitetos e habitantes da cidade fazem para si mesmos é: "Para onde estamos indo?"
A discussão sobre o caminho que São Luís vem tomando durante a sua história parece ser cada vez mais intrigante. Seus pontos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísitcos são diversos e estão sempre no centro dessas indagações. A cidade possui título de Patrimônio da Humanidade concedido pela UNESCO, porém o referido patrimônio encontra-se, por vezes, abandonado e até mesmo em ruínas. Problemas de mobilidade estão incrivelmente presentes em São Luís: engarrafamentos e péssimas condições do sistema publico de transporte. A Cidade Nova cresce em uma velocidade assustadora e a especulação imobiliária divide cada vez mais a urbe em classes sociais. A natureza local, seus mangues e praias, sofrem com todas essas transformações. Pergunta-se sobre o papel do arquiteto diante de tal situação, qual caminho seguir e para onde estamos indo. Nesse contexto de 400 anos, faz-se necessário compreender o passado da cidade para entender seu presente, obtendo-se uma projeção do futuro. Nesse aspecto, a atual situação de São Luís, que não difere de tantas outras cidades brasileiras, reflete problemas urbanos, arquitetônicos, e paisagísticos que merecem ser discutidos. O objetivo é, juntamente com os estudantes de todas as escolas de arquitetura do nordeste e todos os outros que desejarem fazer parte desse encontro, chegar a soluções viáveis; é o compartilhamento dessas propostas que se pretende alcançar, com as diversas experiências que todos trazem de suas cidades.