22/09/2026
A seletividade alimentar pode fazer parte do desenvolvimento infantil, especialmente nos primeiros anos. A criança começa a f**ar mais autônoma, mais cautelosa diante do novo e mais sensível a características como textura, cheiro, cor e aparência. Quer escolher tudo e passa a não aceitar alimentos que antes gostava (especialmente legumes e frutas).
O problema é que, diante da preocupação dos adultos, a mesa pode rapidamente virar um campo de negociação. Os pais começam a fazer “qualquer negociação” para que a criança come: trocar o cardápio, aumentar os lanches, barganha, ameaça, briga… isso transforma uma fase normal em uma seletividade real e piora do comportamento alimentar.
Quanto mais tensão existe em torno da comida, mais difícil pode ser para a criança construir uma relação tranquila com ela.
Por isso, nessa fase:
• continue oferecendo variedade;
• respeite a fome e a saciedade da criança;
• evite pressão e barganhas;
• coloque no prato algum alimento que ela aceite;
• permita que ela tenha contato com alimentos que ainda não come;
• faça as refeições em família sempre que possível;
• e lembre-se de que recusar hoje não signif**a recusar para sempre.
A criança não precisa aprender a gostar de todos os alimentos imediatamente.
Ela precisa de tempo, exposição, segurança e adultos que consigam sustentar a experiência sem transformar cada colherada em uma batalha. Hora de comer, em qualquer idade, é hora de conexão, de afeto, de partilha. ❤️
E, claro, seletividade alimentar intensa merece avaliação individual. Nem toda recusa alimentar é apenas uma fase, às vezes precisa de terapia/ suplementação adequada.