30/09/2026
🧠 Na doença de Parkinson, o cérebro vai perdendo aos poucos as células que produzem dopamina — substância importante para controlar os movimentos. Com isso surgem sintomas como tremor, rigidez e lentidão. Os tratamentos atuais ajudam a controlar os sintomas, mas não repõem as células perdidas.
Um estudo clínico de fase inicial, realizado na Suécia e no Reino Unido, testou uma ideia diferente: produzir em laboratório novas células capazes de fabricar dopamina, a partir de células-tronco, e transplantá-las em uma região do cérebro ligada ao movimento. Participaram 8 pessoas com Parkinson moderado, acompanhadas ao longo de 12 meses, em duas doses.
🔍 O objetivo principal era avaliar a segurança. Nenhum problema grave foi atribuído às células transplantadas, e exames de imagem do cérebro não mostraram crescimentos anormais. As imagens ainda sugeriram que as células sobreviveram e começaram a funcionar, especialmente na dose mais alta. Nenhum participante piorou de forma relevante, e a maioria conseguiu reduzir os medicamentos que usava.
Um achado importante: os principais riscos vieram dos medicamentos usados para evitar a rejeição do transplante — e não das células em si —, incluindo uma complicação grave em um participante ligada a esse tratamento.
⚠️ As células deste estudo não vieram de cordão umbilical. Foram produzidas em laboratório a partir de células-tronco pluripotentes.
Fonte: Paul G, et al. Human embryonic stem cell-derived dopaminergic cells for Parkinson’s disease: a phase 1/2 open-label trial. Nat Med. Epub 2026 Jul 9.
--