23/09/2026
A CRISE CLIMÁTICA É UMA REALIDADE QUE PRECISAMOS ENFRENTAR!
Diante dos impactos causados pelos temporais nas escolas municipais e da suspensão das aulas, nos reunimos com o Conselho Municipal de Educação (CME) para dialogar sobre prevenção, preparação e resposta às emergências climáticas.
A previsão de intensificação de eventos climáticos extremos exige do poder público protocolos oficiais de prevenção e resposta. A ação pública não pode se limitar à prevenção: é preciso pensar em mitigação, preparação, resposta e recuperação.
Defender os 200 dias letivos é também defender o direito à educação. Mas situações excepcionais, como os eventos climáticos extremos, exigem que a reorganização do calendário considere as peculiaridades locais e a realidade de cada comunidade escolar.
Por isso, defendemos que o município estabeleça protocolos permanentes para as escolas: mapear riscos, identificar espaços seguros, definir procedimentos de emergência e preparar profissionais, estudantes e comunidades para saber como agir.
Cada unidade escolar tem uma realidade. Quem vive a escola precisa ser ouvido na construção desses protocolos.
Também tratamos da reorganização do calendário para a compensação das aulas, reforçando a necessidade de que esse debate seja construído coletivamente em cada escola, respeitando os princípios da Gestão Democrática.
É urgente avançar na gestão de riscos e no gerenciamento de desastres, com uma política de proteção e defesa civil articulada entre os diferentes setores do serviço público. Proteger as escolas é garantir a segurança de profissionais e estudantes e preservar o direito à educação.
A crise climática já está aqui.
Não podemos esperar o próximo temporal para decidir o que fazer!