Izabel Andrade Eduser

Izabel Andrade Eduser Ensino Professoras a se tornarem seguras na Alfabetização de Crianças com Deficiência Intelectual, TEA e Outros Transtornos

22/09/2026

Toda frase bonita sobre inclusão que circula na escola tem uma coisa em comum: ela encerra a conversa. 😔

"Cada um no seu tempo." "É só adaptar." "Ela está aqui pra socializar."

Depois dessas frases ninguém pergunta mais nada. Não se discute método, não se pede formação, não se cobra apoio. O assunto morre ali e a professora f**a sozinha com a criança. 🧡

E enquanto a frase bonita tranquiliza todo mundo, a criança passa mais um ano sem aprender a ler. 💡

Me conta nos comentários: qual dessas frases você mais escuta na sua escola? 👌🏻

Hoje é 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. ✊🏻E eu quero te fazer um convite que exige corage...
21/09/2026

Hoje é 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. ✊🏻

E eu quero te fazer um convite que exige coragem: olhar pra essas atitudes e reconhecer quantas delas a gente mesma já praticou achando que estava ajudando. 🧡

Eu reconheço. Ao longo de mais de 35 anos, eu também precisei rever muita coisa que fazia com a melhor das intenções.

Porque o capacitismo mais difícil de enxergar é justamente o que vem com carinho. Ele não machuca de forma visível. Ele só vai tirando da criança, aos poucos, a chance de mostrar quem ela é. 💡

Reconhecer não é motivo de culpa. É o primeiro passo pra fazer diferente amanhã.

Me conta nos comentários: qual dessas atitudes você mais vê acontecendo na escola? 👌🏻

17/09/2026

Foram cinco tentativas de faculdade que não deram certo. Na sexta, ela se formou. 🎓

A diferença não foi a Carol. Foi o suporte que ela finalmente recebeu.

Ela é autista nível 2, não verbal, e passou a vida escolar inteira sendo mandada pra casa. Quem alfabetizou ela foi a mãe. 🧡

E aqui está o que mais me marca nessa história: durante todos aqueles anos, a capacidade dela já existia. Só ninguém tinha criado as condições pra ela mostrar.

É isso que acontece toda vez que a gente olha pra uma criança com estereotipias, dificuldade de comunicação ou comportamento desafiador e decide antecipadamente até onde ela vai chegar. 😔

Ausência de fala nunca foi ausência de pensamento. 💡

Me conta nos comentários o que essa história te fez pensar. 👌🏻

15/09/2026

O caderno cheio é uma das armadilhas mais cruéis da alfabetização inclusiva. 📔

Porque ele tranquiliza todo mundo. A escola olha e acha que está indo bem. A família olha e f**a orgulhosa. E a criança segue mais um ano sem ler. 🧡

Enquanto isso, ela vai aprendendo uma coisa muito mais perigosa: que tarefa cumprida é suficiente. Que basta preencher a folha pra ninguém perceber que ela não entende nada do que está ali.

Um dia esse caderno não vai mais segurar. E aí ela já vai estar no quinto ano. 😔

Me segue, porque aqui eu falo sobre o que acontece no cérebro da criança com deficiência intelectual quando ela aprende a ler de verdade. Com ciência e com chão de sala de aula. 👌🏻

10/09/2026

Tentar sem direção é o que mais cansa uma professora. 😔

Porque o esforço existe. A dedicação existe. O que falta é saber se aquilo que você está fazendo hoje leva a criança pra algum lugar amanhã.

E quando ninguém te ensinou o caminho, cada dia vira uma nova tentativa no escuro. 🧡

Dia 26 de setembro eu vou passar um dia inteiro com você. Você vai sair sabendo por onde começar, o que observar naquela criança e qual decisão tomar já na segunda-feira. ✨

Sem achismo. Sem improviso. Com direção. 💡

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07/09/2026

Não é a insistência que faz ele falar. É o vínculo e o modelo de linguagem que ela oferece sem nem perceber. 🧡

Criança não verbal não aprende a função da linguagem só porque alguém pede pra falar.

Me conta nos comentários: você já viveu um momento assim com um aluno seu? 👌🏻

Vídeo:

04/09/2026

Todo mundo encerrando o fim de semana e você já está na segunda-feira. 😔

Pensando na adaptação, no relatório, na criança que não avançou, na crise que pode acontecer, na prova que precisa ser refeita.

Se o seu domingo à noite é assim, eu preciso te dizer uma coisa: isso não é falta de competência nem excesso de preocupação. 🧡

É o peso de carregar a inclusão inteira sozinha.

Pedem que você alfabetize a criança com DI e TEA, mas ninguém te entregou método, direção ou formação prática. Só cobrança. E quando a criança entra em crise, a pergunta cai sempre na mesma pessoa: "professora, o que você vai fazer?"

Mas ninguém pergunta o que você está precisando. 💡

Inclusão não é só da criança. É da professora também.

E o que rompe esse ciclo não é dormir mal se culpando. É encontrar um caminho claro pra seguir. Porque quando a professora tem direção, a inclusão deixa de ser peso e vira processo. ✨

Me segue, porque aqui eu mostro caminhos reais pra alfabetizar crianças com DI, TEA e outros transtornos. 👌🏻

João César, conhecido como Neno, completou 80 anos com Síndrome de Down. 🎂Ele nasceu em 1946, numa época de quase nenhum...
03/09/2026

João César, conhecido como Neno, completou 80 anos com Síndrome de Down. 🎂

Ele nasceu em 1946, numa época de quase nenhum conhecimento, muito preconceito e expectativa baixíssima. E mesmo assim viveu cercado de vínculo, rotina, presença e afeto.

Essa história é linda. Mas ela também é profundamente pedagógica. 🧡

Porque quando alguém com T21 chega aos 80 anos, isso nos obriga a olhar para uma falha grande na nossa formação: a maioria dos cursos sobre Síndrome de Down para na infância.

Fala de estimulação precoce, de alfabetização, de inclusão escolar. Tudo necessário. Mas a vida dessa pessoa não termina quando acaba a escola. 💡

Ela cresce. Vira adolescente e precisa falar sobre corpo, identidade e escolhas sem ser infantilizada. Vira adulta e precisa de trabalho, autonomia e projeto de vida. E envelhece, precisando de cuidado contínuo, saúde e qualidade de vida.

Inclusão não é uma fase. É a vida inteira. ✨

Salva esse post e manda pra alguém que precisa pensar a T21 além da infância. 👌🏻

31/08/2026

"Deixa ela colorir." "Deixa isso pro AEE." "Vamos esperar amadurecer." 😔

Essas frases soam como cuidado. Mas todas elas terminam do mesmo jeito: a criança presente na escola e ausente da aprendizagem.

Enquanto a gente espera, ela perde tempo. E tempo perdido na alfabetização custa caro. 🧡

Adaptação de verdade mantém o objetivo pedagógico e muda só o caminho. E o AEE não existe pra repetir o que já não funcionou na sala comum. Existe pra remover barreiras.

Tem uma coisa que eu preciso dizer também: esse abandono não é só da criança. É seu, professora. Porque você também está sem orientação, sem apoio e sem estratégia. 💡

Me segue, porque aqui todos os dias eu deixo caminhos práticos pra alfabetizar crianças com DI, TEA e outros transtornos. 👌🏻

27/08/2026

"Ela está na escola para se socializar." 😔

Essa frase parece carinhosa. Mas ela carrega uma decisão silenciosa: a de que aquela criança não vai aprender a ler.

E o mais duro é que quase sempre ela não vem de má intenção. Vem de não saber o que fazer. 🧡

Só que a escola nunca foi feita só pra fazer amigos. Ela foi feita pra ensinar. E a criança com DI leve ou moderada tem capacidade de ser alfabetizada, desde que alguém organize o caminho pra ela.

Quando a gente aceita que a socialização é suficiente, a gente aceita que aquela criança fique parada enquanto a turma inteira avança. 💡

Me segue, porque aqui todos os dias eu deixo orientações pra você promover a inclusão que ensina de verdade. 👌🏻

Endereço

Rua Capitão Pedro Leite, 36 , Barreiros
São José, SC
88117-600

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