06/07/2026
“Não sabeis vós que os que correm no estádio todos correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” (cf. 1Cor 9,24)
Por que o nosso coração rejeita a derrota? Porque fomos criados para a perfeição.
O desejo de crescer, vencer e conquistar faz parte da nossa essência. Por isso, a rejeição e o fracasso doem. Fomos criados para o Céu, mas, com o pecado original, o sofrimento passou a fazer parte da experiência humana. E é justamente por isso que precisamos aprender a enfrentá-lo.
Esse é um dos maiores desafios da educação.
Na tentativa de poupar os filhos da dor, muitos pais acabam removendo todos os obstáculos do caminho, impedindo o amadurecimento emocional, humano e espiritual.
Ensinar a perder é uma das maiores demonstrações de amor, porque a frustração molda o caráter. O “não” aprendido dentro de casa prepara o coração para os “nãos” da vida, e a dificuldade ensina o verdadeiro valor das conquistas.
Davi venceu Golias porque antes enfrentou leões e ursos. E nós? Como estamos preparando nossos filhos para enfrentarem os gigantes deste mundo?
Perder uma batalha não faz de ninguém um derrotado. É na infância, sob o olhar amoroso e firme dos pais e educadores, que se aprende uma das maiores lições da vida: a frustração faz parte do caminho.
Porque os que confiam em Deus sempre encontram forças para se levantar.
“O Reino dos Céus é conquistado com esforço, e são os perseverantes que dele se apoderam.” (Mt 11,12)
E, como nos recorda São João Paulo II: “O verdadeiro santo é um pecador que nunca desiste.”
Que nossas crianças aprendam a continuar acreditando, seja em campo ou fora dele.
Que levem consigo muito mais do que medalhas, vitórias ou derrotas, mas a coragem de recomeçar, a alegria de tentar novamente e a certeza de que cada desafio é uma oportunidade de crescer.
Que tudo o que vivemos juntos permaneça em seus corações e os ajude a enfrentar, com fé, perseverança e esperança, todos os gigantes que encontrarem pelo caminho.