14/10/2022
Ninguém se torna professor, apenas se nasce professor.
Quem me conhece desde criança sabe que nunca gostei de outras brincadeiras que não fossem "escolinha". Não se tratava de uma simples reprodução do que eu vivia na escola, era algo meu, muito mais profundo. Visitas chegavam a minha casa e minha mãe passava vergonha porque eu falava sozinha o dia inteiro (mas era com meus alunos invisíveis rs).🤣
Fui crescendo e percebi que minha dedicação na escola me permitia dar aulas particulares (às vezes eu nem cobrava, era só pelo prazer de ensinar).
Aos 17 anos chegou a hora do vestibular, apesar da minha paixão, tive grande relutância; não queria ser uma SOFRESSORA, trabalhar muito, ganhar pouco, ser desrespeitada. Brasil, minha gente.
Ao fazer um teste vocacional, o resultado foi a licenciatura, não teve jeito, e minha psicóloga , na época, conseguiu quebrar minha resistência.
Ao ingressar na faculdade de Letras, aos 18 anos, em 2009, fiquei deslumbrada. Não conseguia esperar, acabei fazendo um monteeee de disciplina prática, muito mais que o necessário 😅.
No 4° período, segundo ano de graduação, já comecei a lecionar em um curso comunitário preparatório para Enem (loucura, né?). E isso acabou atrasando a minha formatura, pois eu tinha que deixar "janela" nos meus horários da faculdade para dar aula. Mas valeu a pena, eu só não queria parar de ensinar.
Hoje, com quase 32 anos, já tenho mais de 10 anos de sala de aula. E, apesar de ganhar muito pouco, trabalhar muito, sinto-me realizada por fazer o que eu amo.
Não, não sou SOFRESSORA, sou PROFESSORA e tenho muito orgulho disso.
Muito obrigada, meus alunos e ex-alunos, por me darem a oportunidade de ensinar. ❤