Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo

Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo

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Página de divulgação das atividades educativas e culturais do Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo realizadas em parceria entre a paróquia e a UERJ/FFP.

Esta página foi criada a fim de divulgar as atividades educativas e culturais do Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo de Amarante, como encontros abertos do ciclo de estudos sobre história, memória e patrimônio cultural gonçalense, exposições temporárias, cursos de extensão e visitas agendadas. O Memorial é fruto de uma parceria entre a paróquia de São Gonçalo e o grupo de pesquisa “História d

16/08/2022

A exposição "São Gonçalo - território, história e fé" está em cartaz no Teatro Municipal George Savalla Gomes, no centro de São Gonçalo.

A exposição conta a história da formação do município a partir da relação entre a expansão do catolicismo e São Gonçalo. Foi produzida a partir das atividades de pesquisa desenvolvidas pela parceria entre o Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

A mostra ficará em cartaz no Teatro Municipal até o dia 27 de agosto.

Endereço: R. Dr. Felíciano Sodré, 100 - Centro, São Gonçalo

06/06/2021

A tradição dos tapetes religiosos no Brasil teve início ainda no período colonial, trazida pelos portugueses. O Corpus Christi era a principal procissão de caráter popular em Portugal e uma das principais cerimônias públicas do país, sobretudo a partir do século XVIII. Era celebrada junto com a festa de São Jorge, padroeiro de Portugal. Ao ser reproduzida aqui, a celebração buscava integrar os colonos aos ritos populares e religiosos relacionados à identidade nacional portuguesa. Apesar do Brasil ser um país de forte tradição católica, a celebração de Corpus Christi não é feriado nacional, mas ponto facultativo.

Em São Gonçalo, os tapetes de sal de Corpus Christi são realizados desde 1995 e constituem uma das principais tradições da cidade. São popularmente eleitos como o maior tapete de sal da América Latina, com 1,5 km de extensão. Mais de 50 toneladas de sal grosso são utilizadas na confecção dos tapetes, além de serragem, borra de café, tintas corantes e outros materiais. São confeccionados, em média, 240 tapetes pelas paróquias e capelas da cidade. Além das igrejas, outras instituições, como escolas, também participam da produção dos tapetes. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas atuam na confecção dos tapetes e 50 mil participam da procissão.

Os desenhos, em geral, representam o sacramento da Eucaristia e outros temas religiosos. Em 2019, por ocasião do aniversário de 440 anos de São Gonçalo, a data comemorativa também foi reproduzida nos tapetes.

A confecção dos tapetes de sal e a procissão de Corpus Christi foram instituídas como patrimônio público cultural e religioso no município de São Gonçalo através da lei municipal n. 12, de 24 de maio de 2005.

Foto: Henrique Mendonça. 2017.

05/06/2021

Há muitas narrativas católicas sobre os milagres eucarísticos que reafirmam a transformação do pão e vinho em corpo e sangue de Cristo. Uma das mais famosas ocorreu durante o século VIII na Igreja de São Legonziano, localizada na cidade de Lanciano, Itália. Um monge da Ordem de São Basílio tinha dúvidas sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Durante a consagração do pão na celebração da missa, a hóstia se transformou em carne e o vinho, em sangue.

Estudos científicos realizados na década de 1970 para conferir a veracidade do milagre concluíram que a carne do tecido muscular do coração humano e do sangue são do tipo sanguíneo AB, o mesmo encontrado no Santo Sudário. Apesar disso não constituir um consenso na comunidade científica, para os católicos, tais evidências atestam com ainda mais vigor o mistério da fé. As relíquias onde estão a hóstia-carne e o vinho-sangue atualmente se encontram no Santuário de Lanciano (foto).

📷: Santuario del Miracolo Eucaristico, Itália.

O post de amanhã contará um pouco mais sobre a história da tradição de Corpus Christi em São Gonçalo. Quais outros milagres eucarísticos você conhece? Escreva aqui nos comentários!

04/06/2021

As procissões solenes para celebrar o Corpo de Cristo tiveram início na Idade Média, quase mil anos depois da instituição da Eucaristia. Sua origem é atribuída ao século XII, após as visões da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, na cidade de Liège, Bélgica. Desde os 16 anos, a freira tinha experiências místicas através das quais Jesus Cristo pedia que fosse realizada uma festa em honra de sua presença na hóstia consagrada.

As visões de Juliana foram aceitas pelo bispo da diocese de Liège e o registro da primeira celebração data de 1247. A celebração foi incorporada ao calendário litúrgico da Igreja Católica pelo papa Urbano IV, através da bula “Transiturus de hoc mundo” (1264), que determinava o preceito na primeira quinta-feira após a celebração da Santíssima Trindade e 60 dias após a Páscoa.

Apesar de inicialmente ter se limitado a algumas regiões da França, Alemanha, Itália e Hungria, a partir de 1317, durante o pontificado de João XXII, a procissão de Corpus Christi foi estabelecida para toda a Igreja. O culto foi reafirmado por outros papas e no Concílio de Trento (1545-1563), como forma de manifestar publicamente a fé católica no contexto da Reforma Protestante, que negava alguns sacramentos católicos, como a presença real de Jesus na hóstia consagrada.

📷: Santa Juliana de Mont Cornillon, também chamada Santa Juliana de Liège

Você conhecia a história de Santa Juliana de Mont Cornillon e a história das primeiras procissões de Corpus Christi? No próximo post, falaremos mais sobre os milagres eucarísticos em torno do dogma da transubstanciação, isto é, da transformação da hóstia e vinho em carne e sangue de Jesus Cristo.

03/06/2021

A solenidade de Corpus Christi (em português, “Corpo de Cristo”) é uma tradição católica que celebra o sacramento da Eucaristia. Apesar de não possuir uma data fixa no calendário litúrgico da Igreja Católica, é comemorado 60 dias após a Páscoa, na primeira quinta-feira em referência a instituição do sacramento da Eucaristia durante a Última Ceia de Jesus com os 12 apóstolos.

Os Evangelhos narram que Jesus partiu o pão naquela refeição e disse “Tomai todos e comei, Isto é o meu corpo” e o distribuiu junto aos discípulos. Depois, fez o mesmo com o vinho: “Tomai todos e comei, Isto é o meu sangue”. A transformação da essência do pão e vinho em carne e sangue de Jesus Cristo, apesar da aparência continuar a mesma, recebeu o nome de transubstanciação. Esse dogma, que afirma que o Corpo e Sangue de Jesus Cristo se fazem presentes na celebração eucarística através da consagração do pão e do vinho durante a Santa Missa, foi afirmado no século XIII durante o Concílio de Latrão (1215).

Em São Gonçalo, a confecção dos tapetes de sal e a procissão de Corpus Christi constituem uma das principais tradições da cidade e são popularmente consideradas o maior tapete de sal da América Latina, com 1,5 km de extensão. Mais de 50 toneladas de sal grosso são utilizadas na confecção dos tapetes, além de serragem, borra de café, tintas corantes e outros materiais. São confeccionados, em média, 240 tapetes pelas paróquias e capelas. Além das igrejas, outras instituições, como escolas, também participam da produção dos tapetes.

Ao longo da semana abordaremos mais sobre a tradição do Corpus Christi aqui no perfil, fiquem ligados! Você sabia dessa história? Tem alguma curiosidade sobre a tradição do Corpus Christi? Conta aqui nos comentários.

01/06/2021

Programação da celebração de Corpus Christi. Mais informação na página Voz do Amarante.

CELEBRAÇÕES DE CORPUS CHRISTI - 02 E 03 DE JUNHO

No dia 03 de junho, às 9 horas, a Santa Missa será presidida pelo Arcebispo Dom José Francisco na Igreja Matriz de São Gonçalo. Essa celebração será transmitida pelo Canal Voz do Amarante e NÃO HAVERÁ AGENDAMENTO. Os fiéis poderão acompanhar somente através de nosso canal.

Teremos Santa Missa Vespertina (na noite de quarta, 02/06) na Matriz e na Capela, às 19h.
Na quinta-feira (03/06) teremos Missa às 17h e 19h na Matriz, e às 18h na Capela Rosa Mística.
Para essas Missas, será necessário agendar a presença. Os links serão liberados na segunda-feira, dia 31/05, à tarde.

Photos from Voz do Amarante's post 30/04/2021

Mais detalhes sobre a reforma da igreja!

10/01/2021

Gonçalo nasceu na região do Minho, no século XII, embora não haja muito consenso sobre o ano exato de seu nascimento. Ainda menino, aos 7 anos, foi enviado a um mosteiro beneditino. Concluído seu primeiro ciclo de estudos, o jovem Gonçalo foi aceito no Paço do Arcebispo de Braga, D. Estevão Soares. Ainda sobre a tutela beneditina, terminou sua formação e foi ordenado sacerdote pelas mãos do arcebispo. Iniciou seu ministério sacerdotal como pároco da abadia de São Paio de Riba-Vizela.

Decorridos alguns anos de trabalho paroquial, padre Gonçalo decidiu fazer uma peregrinação aos santuários europeus, como Santiago de Compostela e a Terra Santa. Deixou sua paróquia aos cuidados de seu sobrinho sacerdote, e iniciou sua longa viagem, que durou 14 anos. Seu sobrinho, no entanto, se aproveitou da situação em benefício próprio e provou ao arcebispo a morte do tio, ficando assim com seus bens e sua paróquia.

Ao retornar, padre Gonçalo chegou a sua freguesia e ninguém o reconheceu. Expulso pelo sobrinho, seguiu a caminhada sem destino certo até chegar à região de Amarante. Havia ali as ruínas de uma ermida que o sacerdote reergueu em devoção à Nossa Senhora da Assunção e reiniciou seu trabalho evangelizador. Mantendo o ideal eremítico, buscava levar uma vida contemplativa, passando os momentos em oração e penitência visitando os doentes, auxiliando os pobres e evangelizando justos e pecadores.

Desejando alcançar a glória eterna, pediu a Virgem Maria que lhe mostrasse o caminho certo. Para tanto, passou a quaresma a pão e água. Por inspiração da Virgem, decidiu entrar para a ordem dos dominicanos. O agora frei Gonçalo recebeu seu hábito no Hospital de Guimarães, onde existiu uma comunidade da ordem dominicana.

Pouco tempo depois, o frei caiu enfermo. Conta-se que havia recebido a visão da Santíssima Virgem Maria, que lhe revelara o dia exato de sua morte. São Gonçalo faleceu em 10 de janeiro de 1259, embora o ano não seja consenso em suas hagiografias.

Fonte: FERNANDES, Rui. Um santo nome: histórias de São Gonçalo de Amarante. Editora São Gonçalo Letras, 2004.

Photos from Voz do Amarante's post 09/01/2021

Para quem perdeu o lançamento do livro "Um ilustre desconhecido", do Prof. Dr. Rui Aniceto Nascimento Fernandes, está disponível no canal Voz do Amarante no Youtube!

O lançamento foi parte da programação do tríduo de São Gonçalo.

07/01/2021

Apesar de não ter sido o primeiro sesmeiro a ocupar as terras no território que hoje faz parte do município de São Gonçalo, Gonçalo Gonçalves é considerado seu fundador, pois a ele é atribuída a ordem de construção da capela dedicada a São Gonçalo de Amarante, elevada à condição de sede de freguesia em 1644.

Um dos registros mais antigos sobre isso é do Monsenhor Pizarro e Araújo. Em 1794, o visitador eclesiástico escreveu que “existia então fundada neste distrito parece que pelos anos de 1629 uma capela filial à Matriz da Candelária desta Cidade, com o título de São Gonçalo, por Gonçalo Gonçalves, senhor daquele terreno” (Araújo, 2008, p. 147).

Tempos depois, Monsenhor Pizarro confirmou a propriedade das terras ao localizar 48 livros notariais do primeiro cartório da cidade do Rio de Janeiro, do período de 1565 a 1796. As suas observações sobre os livros atestavam que alguns já não estavam em bom estado de conservação, pois os relacionava como “resto do livro...”, e outros, desse intervalo temporal, já não existiam. Do livro referente aos anos de 1578 e 1579 Pizarro anotou: “Gonçalo Gonçalves 1000 braças de largo e 1500 de comprido em Suasunhan no Porto de Birapitanga em 6 de abril dito [1579]” (Araújo 1900, p. 93-153). Teria então o velho Gonçalo Gonçalves obtido a sesmaria de Salvador Correa de Sá, então governador do Rio de Janeiro.

Pelo menos até 30 de abril de 1610, essas terras eram propriedade de Gonçalo Gonçalves. É possível que durante a década de 1610, Gonçalo Gonçalves tenha transferido essa propriedade para sua filha, Domingas Gonçalves, e seu marido, Antônio Lopes Cerqueira. Vieira Fazenda afirma que, em seu testamento, de 20 de outubro de 1620, o velho Gonçalo deixou seus bens à Santa Casa de Misericórdia (Fazenda, 1924, p. 203).

Esse é o tema do livro “Um ilustre desconhecido: Gonçalo Gonçalves, os processos de colonização nas terras guabanarinas e identidade local”, que será lançado no próximo dia 08 de janeiro (sexta), às 20h15. A transmissão será ao vivo pelo canal “Voz do Amarante”, no Youtube. Não perca!

Photos from Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo's post 04/01/2021

Faleceu hoje, dia 04 de janeiro de 2021, o professor Helter Barcellos, figura importante para a história e cultura gonçalense. Helter Jerônymo Luiz Barcellos era mineiro, mas adotou São Gonçalo como sua cidade do coração, onde morava desde os 5 anos de idade. Em seu currículo extenso, destacam-se sua trajetória como ex-proprietário do Colégio São Gonçalo, secretário de Educação de Niterói e São Gonçalo, professor da UFF, primeiro diretor do CETRERJ (que deu origem à Faculdade de Formação de Professores da UERJ), fundador membro da Academia Gonçalense de Letras, Artes e Ciências (AGLAC) e do Rotary Club. Também era presidente do Abrigo do Cristo Redentor.

O Memorial da Matriz se solidariza aos familiares e amigos e presta aqui uma homenagem. Em 2019, o professor Helter Barcelos foi entrevistado no projeto “História Oral Pública”, realizado no Memorial da Igreja Matriz e que busca registrar a história de São Gonçalo a partir da trajetória de figuras públicas importantes do município.

01/01/2021

Lançamento do livro “Um ilustre desconhecido: Gonçalo Gonçalves, os processos de colonização nas terras guabanarinas e identidade local, do professor Dr. Rui Aniceto Fernandes (UERJ/FFP), dia 08 de janeiro (sábado), às 20h15.

O lançamento é parte da programação da festa de São Gonçalo e será transmitido online através do canal Voz do Amarante, no Youtube.

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